quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A Visita da Rainha Elizabeth ao Brasil . 1968


Subindo a rampinha...As pernas já estavam mofinas! Do prefeito do Distrito Federal ela ganhou uma onça de nome Aizita!!!!!E ganhou uma outra onça batizada de Marquesa de Guará!!!!!

 Discursando no Congresso Nacional.


Em Recife ela adorou o suco de pitanga. Em Brasília odiou o suco de maracujá: provou e o copo ficou em suas mãos por 4 minutos, até perceberem que não tinha  agradado ao paladar real.


Em São Paulo.


No Maracanã.






Não se aperta a mão de Rainha, mas aqui foi uma apertança total. Pelé se curvou e, na dúvida, apertou a mão real.Parece que ele estava olhando o broche da rainha...






São Paulo.


Salvador: Mercado Modelo...o chão repleto de flores???folhas de pitanga???? Tapete de Oxalá???Água de Alevante???Jogaram folhagens pelo chão...
Dizem que deixaram o carro dela debaixo do sol e que quando ela voltou da visita ao Mercado Modelo e se sentou...-Uai!!!! Só deus sabe o que a rainha sentiu com a quentura do banco!!!
O Governador na época, Luís Vianna, muito educado, segurou o guarda-chuva.
E a rainha hirta!!! E morta de calor!



Arrumando as  minhas papeladas velhas, agora, recentemente, em janeiro de 2019, encontrei esta crônica de Ricardo Avena para o Correio da Bahia de 08 de junho de 2012, portanto antes de eu ter feito esta postagem das andanças da Rainha Elizabeth II pelo nosso país e antes de eu começar a fazer este blog. Devo ter guardado a matéria por ter amado quando li - e realmente é muito boa - e achei por bem, agora, inseri-la aqui nesta página do Antiguinho dedicada à visita da Rainha nos trópicos.
Ricardo Avena é um argentino radicado na Bahia, um pesquisador da História do nosso Estado e da História e histórias de Salvador, as tradições, a cultura e os costumes do nosso povo. Aliás, acho que ele é muito mais baiano que tantos há por aí e que só escrevem sobre o folclore rasteiro e vulgar.
Recentemente li uma crônica sobre os laranjais de Salvador e fiquei deslumbrado...Salvador cheirava a flor das laranjeiras que subia pelas suas encostas da cidade no século XIX. E tinha a famosa laranja do Cabula que hoje está na...Califórnia! kkkk
Li também uma crônica ótima sobre os incêndios nos antigos Mercados de Salvador e tantas outras... Adoro o que ele escreve!
E aqui vai a crônica muito bem fundamentada e bem humorada de Ricardo Avena sobre aquele dia festivo de 1968, quando a Rainha Elizabeth II visitou e desfilou pelas ruas de Salvador praticamente sem aparato policial, com a multidão contida simplesmente pela educação e o decoro que lhe eram peculiares e, hoje, inexistentes. Aliás, uma visita dessas hoje seria com policiamento ostensivo por mar, terra e ar.














Palácio dos Bandeirantes, São Paulo: engarrafamento de elegantes.


Rio. E as pessoas bem pertinho da Rainha... A paranoia, o medo e a violência de hoje eram bem menores naquela época e, também, as pessoas eram mais educadas e respeitosas. Hoje o passeio seria em um "rainha-móvel blindado".


Rio de Janeiro: A exaltação popular!


Mais Rainha x Pelé.


Recepção no Planalto. Teve show de Wilson Simonal. Nair estava tão satisfeita!!!!


No Terraço Itália.


Em São Paulo. Acho que nos alguidares estão grãos de café. Deu até coceira na Rainha.


São Paulo: inauguração do Masp.


Terraço Itália.


Na chegada em Salvador. A visita da rainha começou no dia 1 de novembro de 1968 e se estendeu até o dia 10. Recife, Salvador, Rio, São Paulo e Brasília foram as cidades visitadas. Depois do Brasil a Rainha foi para o Chile.


Aos 42 anos ela estava ótima! E hoje está melhor ainda!!!


Rio. Exaltação Popular! Uma simples cordinha de sisal separava a plebe da Rainha. A plebe era tão educada! Agora...Mas isso aconteceu há 45 anos!!!

Voltando à Bahia
 Dois momentos da Rainha Elizabeth II na visita a Salvador: ao lado do compositor Chocolate da Bahia que tocou berimbau para ela, e uma foto da recepção no Palácio da Aclamação dada pelo governador do Estado na época, Luís Vianna. A imagens são do jornal Correio da Bahia.




domingo, 3 de novembro de 2013

Leocádia de Sá Martins Catharino







 Este livro me foi dado por Heraldo Lago Ribeiro que, ao passar pela Praça da Piedade, o encontrou "na chon" à venda.Como ele já tinha um e sabe que é livro do tipo que gosto, resgatou a maravilha da sarjeta e me deu de presente. Está autografado pelo autor e tudo... Adorei. Há muito tempo que estou para colocar aqui na minha "chon" mas, como é tanta coisa que eu tenho e, escanear, dá uma trabalheira danada-,pior deve ser confeitar bolo!-,fui deixando pra depois.O livro tem fotos magníficas e a senhora, Dona Leocádia, biografada pelo filho, José Martins Catharino, pertencia ao supra sumo da sociedade baiana tradicional, ou seja, aquela que unia poder econômico e tradição, educação e elegância. Cresci vendo esse nome-,Martins Catharino-, nos jornais, nas colunas sociais. Me lembro muito de Dona Regina, "Regi" Catharino que era chiquérrima, muito amiga de Nilda Spencer...Dona Leocádia também era uma excelente pintora e fazia naturezas mortas muito bonitas. No mais, é o encantamento das photos, na decoração, nas roupas elegantérrimas, de uma época que já se foi e que, por incrível que possa parecer, se deu em Salvador. Já houve distinção por aqui. Agora estamos na chon.





























 Dona Regi Catharino.
 Um 3/4 de Dona Regi que fazia a linha Creolina.

 Capela de são Joaquim da Cabonha que ficava em são Tiago do Iguape, Município de Cachoeira, mandada erigir por Dona Leocádia e seu esposo e cujo projeto de construção foi de Joaquim A.A. Badaró. No livro, tem uma descrição completa da capela e de tudo o que havia dentro. Será que ainda existe??? A grade de ferro da frente da capela pertencia a antiga Igreja da Ajuda, assim como o confessionário e a lâmpada que ficava em frente ao altar. Será que ainda existem????A varanda era calçada com pedras mármores que foram do Teatro São João!!!!Dona Leocádia escreveu um livro com 110 páginas contando a história da capela e inventariou todos os pertences que ela possuía, imagens, alfaias etc. Adoraria ler esse documento. Onde andará???





Maravilhosos quadros de Dona Leocádia.





Desenhos esparsos de Dona Leocádia que estão nesse livro feito em homenagem a ela por seu filho, José Martins Catharino.