domingo, 6 de junho de 2021

Uma Coleção de Desenhos



































































 Tenho desarrumando muitas coisas guardadas há muitos anos e, hoje, fui limpar uns desenhos que estavam pregados em um antigo classificador comum, escolar. Tem no mínimo uns 50 anos que eles estão ali e dentro também de uma sacola plástica, portanto, bem protegidos, mas estavam, é claro, com poeira, sujos. Limpei com pincel. O classificador protegeu mas também marcou e vincou  os desenhos. Tratei de esticar tudo agora. Mas pior seria se a barata roesse e a traça comesse. 
Fazendo a limpeza resolvi fotografar antes de tornar a guardá-los por mais 50 anos... Será? kkkkkkkkkk
 Decidi, então, postar aqui no meu blog e compartilhar esses desenhos que eram só meus e que agora serão de todos, por quem entrar aqui, entrar no Google, quem salvar, por quem baixar, arrastar, mover para pastas, nuvem onde ficarão para todo e sempre. Mais protegidos eles estarão.

Os desenhos e estudos são dos anos 60 e 70.

O autor, Chico Mazzoni.




Saquinho da Mesbla




Um saquinho da Mesbla dos anos 70 que estava a me servir - ainda! -, guardando coisas inúteis, acúmulos que tratei de jogar fora. Ficou o saco da loja tão emblemática para os brasileiros durante décadas que, fotografei e também já joguei no lixo.

Fiz a linha desapega. Desapega, Mesbla!



 

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Nossa Senhora da Cabeça

Um pequeno imã para usar em carro. A base estava super enferrujada e já sem o imã que o fixava a algum lugar. Quando bati o olho, adorei a pequena imagem de Nossa Senhora da Cabeça no papel interno. Abri, retirei e aqui está a linda imagem de Nossa Senhora da Cabeça surgindo em pontinhos/estrelas, nos traços delicados em grafite e tons em azul.

E eis que surge de onde menos se espera, a beleza, na barafunda doida de um brechó. 

Há que ter cabeça para ver.





 

sexta-feira, 21 de maio de 2021

A Rainha e Princesas


Dos meus achados adoráveis nos brechós da vida, do lixo/luxo em que faço a festa e chafurdo feliz. A foto, de 23 de dezembro de 1963, foi oferecida com dedicatória pela Rainha a sua mamãe, frisando bem que, as coleguinhas, foram as Princesas e ela foi a Rainha. Não poderia haver dúvidas.
Eu não duvidei!


 

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Editora A Noite . Logotipo











O logotipo, a marca da Editora A Noite, linda, bem art déco mostrando a frente do edifício  de A Noite - onde ficavam também os estúdios e auditório da Radio Nacional, na Praça Mauá, Rio de Janeiro, me chamou atenção e o texto final do livro também. Interessante. 
Sejamos utopistas com tanto que...




Interessante foi descobrir Manoel Bomfim autor de A América Latina, Males de Origem. Essa obra escrita em Paris com primeira edição em 1903 é considerada um marco da sociologia no estudo dos povos latinos.





sexta-feira, 30 de abril de 2021

Hopper


 

Farmácia Sant'Ana

Fiz essas fotos no Pituba Park Center onde uma das últimas Farmácias Sant'Ana ainda resistia aberta quando a maioria da grande rede já havia sido fechada em toda Salvador.

A Sant'Ana foi uma rede baiana de farmácias que serviu à cidade durante décadas! Em todos os bairros havia uma e, de repente, acabou, fecharam às portas.


Um telefone público! Tanto a farmácia como ele, já não existem mais.


Em todas as farmácias tinha uma imagem de Sant'Ana Mestra ao alto.

Bem, registrei essas imagens há quase 10 anos e tinha elas guardadas. Estou colocando aqui, mais uma vez, coisas que eram a cara de Salvador e hoje já é passado.


E não é que eu achei uma sacolinha da Sant'Ana???



quinta-feira, 15 de abril de 2021

O Coquetel e Texto de Petita Lemos


Esse poema/texto de Petita Lemos é demais! Quase enlouqueci com tantas imagens que Petita nos brinda em seu Coquetéis. Me transportei para noites hibernais e gramados verdejantes dos anos 50, me senti em um coquetel, me servindo de bebidas e comendo salgadinhos. Mas, ah! oh! tempo tão sem distração que vamos vivendo, sem um refrigério, sem uma festinha e sem um coquetel... ó céus!

Há meses li esse texto de Petita Lemos - que nome ótimo o dela!- nesse meu livro de receitas  dos anos 50 e logo pensei em postar porque morri de rir, mas ando tão sem graça que escaneei tudo, mas sem ânimo, protelei, procrastinei, e achei depois o tema tão fútil e pueril demais, mas que fazer se eu amei o texto...se ele me levou a um coquetel que já não existe...mas que existiu. 

Tim Tim!

Bem, se não fosse o texto de Petita Lemos, kkkkkk é claro que eu nem iria pensar em coquetel nesse momento em que não há lugar para reunião alguma. Mas no meu blog e no meu delírio dá para existir esse coquetel de Petita.

Tim Tim!

Minha avó tinha na cristaleira dela uma coqueteleira de cristal, linda, que foi um presente que ela ganhou de casamento. Depois ela me deu e está hoje em minha vitrine. Em fevereiro de 2020 - antes um pouquinho da pandemia, desse dilúvio que ninguém mais aguenta, achei na feira do Bixiga em São Paulo, uma coqueteleira idêntica à de minha avó. Comprei imediatamente!!!! E o preço estava para mim, um pobrete metido.

Tim, Tim!

Coquetel. Nos anos 70, 80, 90, havia tantos coquetéis nas colunas sociais nos jornais que eu lia...havia os souper, aqueles seguidos de jantar. Em qualquer inauguração, vernissage e o que houvesse para comemorar sem parecer festa, havia um coquetel...fim de tarde, início de noite que poderia se estender bem. Eu amava os coquetéis descritos por Ibrahim, por Zózimo, por Danuza, por Hilde. Os da sociedade carioca que era a mais lacrativa com aquelas mulheres de sonho, lindas, secas, refinadas...eu amava! Adelaide de Castro. Lourdes Faria. Carmen Mayrink Veiga. Idinha Seabra Veiga. Terezinha Noronha. Nair Atherino. Perla Lucena e tantas outras lindas e incríveis mulheres descritas em suas roupas - de e para coquetel.

De Ibrahim Sued lembro um texto: "Elegante é aquela mulher que na hora do coquetel rejeita todos os salgadinhos e na hora do jantar, belisca como um passarinho". 

Tim, Tim!

Coquetel. Uma rica comentando inconformada: "Está dificílimo encontrar vestido para coquetel, uma dificuldade, ninguém mais faz." Coitada da rica! Muito enfeitada ela não poderia ir a um coquetel e muito simples também não. O vestido de coquetel era um meio termo.

Uma outra rica disse: "Guilherme Guimarães é quem faz bem vestidos de coquetel." Tinha razão.

E fico por aqui. Vamos esperar a pandemia passar e organizar - quem seria o promoter? - um coquetel planetário com todos reunidos, ricos e pobres. E seguido de jantar, o souper!

Abaixo fotos, textos e receitas para um bom coquetel.