terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Bolo Luci


Tantos são os bolos com nomes de mulheres e só agora encontrei um com o nome de minha mãe, Luci, um Bolo Luci! Acho que Luci não é mesmo um nome de bolo...não é um nome açucarado, mas, este Bolo Luci é uma maravilha de receita! Lembra o bolo de especiarias, mas sem todas elas, só o gengibre e a canela e, o máximo!, leva chocolate amargo, o que não deve deixar o bolo "sabendo" demais a açúcar. Baunilha pra dar um tchan. Um bolo cheio de sabores e notas.
No próximo aniversário de minha mãe, Luci, o bolo será o Bolo Luci e feito por mim.
Essa receita eu encontrei em um livro maravilhoso de culinária da Editora Globo, dos anos 50  que eu adoro. De vez em quando eu dou uma olhada, uma re-olhada, folheio novamente, fuço e sempre descubro uma coisa legal. Dessa vez foi o bolo com nome de mãe. Da minha mãe.
Abaixo, a receita. E vamos bater bolo!



A capa e a contracapa  do livro, na verdade uma Enciclopédia de Arte Culinária com vários volumes, editada em 1951, por sinal, o ano em que minha mãe se casou. Um clássico da culinária.


 

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Uma Mulher em Dois Tempos

Já senhora, nos anos 20 ou 30 do século XX, a mocinha recém casada no retrato abaixo do final do século XIX.


 (para Luís do Velharias)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Duas Fotografias, Dois Pendentifs



Duas fotografias conservadas durante anos por meu amigo Walter, acondicionadas dentro de um saquinho plástico para conservar, guardadas com tanto cuidado e carinho por ele que, agora doente, não sei aonde foram parar essas fotografias dos avós que ele tanto adorava. Será que saíram dos seus envólucros plásticos, se libertaram dos extremos cuidados e deixaram-se virar pó...

A vida é assim, pessoas guardam coisas de outras até que  essas lembranças ficam largadas e se perdem, perdem a identidade e viram entulho de brechó, já não são mais aqueles, viram qualquer um, pessoas que um dia existiram.

Agora é o próprio guardador, o conservador que está numa reta final e nem se guardar ele pode.

As fotografias em cartão, da segunda metade do XIX, serviram para fazer dois pendentifs lindos em ouro baixo, 14K - prefiro ele ao 18K -, pois têm um tom acobreado e envelhecem lindamente, e com o vidro bombé que não encostam nas imagens  e as conservam melhor.

Essas fotos eu fiz quando Walter já estava doente, mas em sua casa em 2018.



 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Costurar é um Ato de Amor

Dois trabalhos em xilogravura da artista plástica carioca Anna Carolina Albernaz impressos sobre esse fundo intrincado cheios de linhas nos moldes para costura. Achei a ideia genial, aproveitar esse papel como suporte para as xilogravuras. Mãos, agulhas, linhas, carretilha: costurar é um ato de amor.





 

domingo, 31 de janeiro de 2021

Um Livro de Boas Maneiras e Deselegâncias da Modernidade


 


Comprei este livro antigo de Boas Maneiras nas minhas eternas e costumeiras andanças pelas ruas e praças de Salvador. O livro de autoria de Carmen D'Avilla me chamou a atenção pela capa super bonita com flores em um verde antigo e, também, o tema dele que gosto de ler, me interesso e dou muitas risadas com os costumes e hábitos tão educados e completamente comuns antigamente e, hoje, completamente fora de moda. A educação nunca sai de moda, o respeito, o trato com o outro, mas, convenções e hábitos de etiqueta muitos prescreveram.
Muito legal foi ler nas primeiras páginas a assinatura da dona do livro, d. Ajurimar Bartilotti, senhora de tradicional família baiana, uma dama da antiga alta sociedade que, anos depois iria emprestar ou oferecer o seu bom gosto e conhecimento da arte de decorar a algumas casas e a alguns empreendimentos.
Conhecedora de mobiliário colonial brasileiro, de arte sacra, louçaria  e de objetos antigos, foi d. Ajurimar quem decorou com muita elegância e sobriedade o antigo Hotel Villa Romana que, depois de anos servindo a hóspedes do mundo inteiro que vinham à Bahia e encontravam nele, através da decoração, características bem marcantes da realidade colonial da velha cidade. O Villa Romana não era um desses hotéis de decoração impessoal como hoje vemos, era aconchegante e tinha referência no passado baiano através dos objetos coletados por antiquários para decorar os ambientes. Também não era um hotel luxuoso, era até bem simples, mas personalíssimo. Baiano. Brasileiro.
O Hotel Villa Romana está sendo demolido e vai dar lugar a uma torre de apartamentos que irá mudar drasticamente a paisagem do local em que se situava o hotel.
Selecionei do Google várias imagens do Hotel Villa Romana e os ambientes decorados com elegância por d. Ajurimar Bartilotti.




































E, Fim!





quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Anjinhos

Grande sortimento de anjinhos em um cartão comprado em NY. Os anjinhos são destacáveis e aplica-se à vontade! Adorei.
 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Máquina de Costurar



Amo uma máquina de costura. Minha infância ao som das pedaladas. Minha avó bordando, ela não costurava, e eu, do lado dela, assistindo as imagens surgindo no tecido com as linhas coloridas e no vai e vem do bastidor. 
Essa imagem é de um cartão que um amigo me trouxe de NY.




 

sábado, 23 de janeiro de 2021

Senhora Leandro Dupré


Amo a senhora Leandro Dupré, amo as senhoras Pond's, todas chiquérrimas fazendo o tratamento milagroso  dos 2 Cremes Pond's  que deixavam as suas cútis de bonecas de celulóide...

As Sras. Noêmia Prado Rubião e Nelita Alves de Lima são outras duas elegantes paulistas - e ricas! - que posaram como "senhoras propagandas" do maravilhoso Creme C Pond's.  Eu já tinha postado aqui no blog o reclame das duas , só faltava o da Sra. Maria José Leandro Dupré, maravilhosa em seu leve vestido e com o seu bom casaquinho 3/4 de pele - naquela época podia usar peles e também fazia frio, hoje não há nenhum dos dois -. As peles de animal felizmente foram proscritas do vestuário. 

A senhora Dupré é escritora de vastíssima obra literária, todas de muito sucesso, como é o romance Éramos Seis que vara gerações, sempre é reeditado e já teve várias versões para a TV. Um outro livro muito interessante escrito por ela é Os Caminhos.

-Minha boa senhora, quer ter uma pele de boneca, alva e translúcida como às das senhoras paulistas de antanho? Basta fazer o tratamento 1e 2 dos Cremes Pond's!



 Amei a trousse de toilette...e a pulseirinha, e o anel??? Finíssima a Sra. Leando Dupré!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Cerimônia de Casamento de Vinícius de Moraes e Gessy Gesse . 1973


Li recentemente que foi feito um documentário sobre Vinícius de Moraes e Gessy Gesse, sobre a vida do casal na casa em que viveram em Itapuã. Há muito tempo que tenho essas fotos que são de uma matéria da revista Flash editada por Amaury Júnior. Em todos os números da revista saía a reprodução de  matérias de época e que já haviam sido publicadas. Era um flashback. A Flash não teve muito tempo de circulação, acho que saiu nos primeiros anos dos anos 2000. Esta matéria eu tenho escaneada há alguns anos, mas é tanta coisa que nunca postei aqui. Fui ao Google para saber se já havia por lá e vi que não tem nenhuma dessas fotos. Então, aqui vai essas maravilhas de imagens - uma "novidade antiguinha" - de uma cerimônia super bonita que foi o casamento do poeta Vinícius de Moraes com a atriz Gessy Gesse.

Nessas fotos estão dois amigos meus, Ney Galvão e Nilda Spencer. Ney fez os figurinos de uma peça que participei e ficamos amigos depois. Lindo, talentoso, inteligente e super bem humorado. Nilda era uma amiga, conheci na noite, nos teatros. Amava Nilda. Super talentosa como atriz, sempre de bom humor e altíssimo astral, hilária! Onde Nilda Spencer estava a risadaria estava garantida. 





 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Um São Sebastião nas Ruas do Rio de Janeiro


 Foto que fiz em 2015, de dentro de um ônibus, passando pela  Cinelândia, Rio. Um painel com uma linda recriação dessa imagem tão simbólica do santo padroeiro do Rio de Janeiro pintado nos muros da cidade que ele protege. E quanto trabalho ele tem tido!

E Salve São Sebastião!