Têxteis
Bordado da baiana Madalena dos Santos Reinbolt, 1919/1977.
Têxteis
Bordado da baiana Madalena dos Santos Reinbolt, 1919/1977.
Uma árvore assim, é uma árvore soberba, altiva, altaneira, magnífica e milhões de outros adjetivos que eu possa desfiar aqui. Uma árvore assim é a que o Brasil e o planeta estão tão precisados dela, viva em seus ambientes naturais e não morta, torada pela raiz e carregada por estradas para serem vendidas num comércio nojento, sujo e irresponsável.
Eu não entendo como se consegue cortar uma árvore imensa assim, arrancá-la da sua altivez, torada como um simples arbusto, tirada da terra e da sua dignidade. Uma árvore dessas é uma rainha das matas, uma força da natureza que só nos faz bem.
Eu não entendo.
Amo esses reclames antiguinhos, realmente eram de um encanto captivante. Esse da Coty está em um Anuário das Senhoras de 1936.
-Bem, são 19:20, preciso empoar-me!
E o Brasil, nada. Homenagem, pra quê??? A nossa cultura musical, aliás toda ela, está passando batida...numa batida diferente e indiferente a tudo o que de melhor representa o nosso povo.
"Dia de luz festa do sol e o barquinho a deslizar no macio azul do mar", nessa pegada alegre e sofisticada da nossa melhor música, a Bossa Nova - por causa dela o Brasil é conhecido no mundo todo - é que deveríamos estar a navegar.
Esse clichê miudinho do Rio de Janeiro, com a linda enseada da Praia de Botafogo, está em uma revista National Geographic de 1926.
E viva o Brasil. E salve o Japão que prestigia a nossa melhor música e parabéns ao Barquinho e a Roberto Menescal.
Voltando. Folheando um livro de história do antigo ginásio, daqueles livros que compro pela rua justamente por causa dos desenhos e reproduções em clichês, encontrei a armadura que me lembrou do tal museu da Espanha. Não fui ao museu, mas sou letrado, tenho um livro de História!
As armaduras, tem aquelas articulações que apesar de servirem para os movimentos nas lutas deveriam ser uma tortura. Imagine o rapaz, o cavaleiro ao chegar em casa e tirar aquela roupa, que alívio ele não sentiria..."essa armadura está me matando!" E tinham umas coisas interessantes que eram uns "crochets" de ferro, umas malhas de ferro (cota de malha) que pareciam rendas com caimento perfeito, um chiquê. Paco Rabane deve ter se inspirado nas armaduras para as roupas futuristas que criou nos anos 60.
Eu nunca soube os nomes das partes que se compunha uma antiga armadura. Amei a cota de malha, a babeira, o coxote, a greva, a faldra. Adorei. Uma hora dessas a gente volta a usar armaduras...já estamos e entramos de sola na Idade Média...
Recentemente fiz uma postagem aqui sobre um show dirigido pela cantora Marlene em 1982 em que uma das estrelas era Jane de Castro, Bonecas com Tudo em Cima. E Jane de Castro sempre esteve por cima e no primeiro time dos grandes atores transformistas do Brasil.
A noite está mais triste sem uma de suas estrelas de muito, muito brilho.
A bela foto de Jane de Castro é do Google.