quinta-feira, 5 de novembro de 2020

A Mão do Povo Brasileiro 1


As fotos que aqui seguem foram feitas pela amiga Nina Sargaço e foi da página dela do Facebook que eu salvei essas imagens para postar aqui. Nina é uma apaixonada pela arte popular brasileira - e eu também - aquela que tem sua origem no saber e na sensibilidade das pessoas do povo que conseguem através de materiais simples executar e retratar as suas realidades transformando-a em arte, em belezas de uma sofisticação impressionante. A expressão engenho e arte é a que melhor explicaria esses trabalhos incríveis que vêm - ou já vieram! - das mãos do povo brasileiro.



















Têxteis























Bordado da baiana Madalena dos Santos Reinbolt, 1919/1977.




 




segunda-feira, 2 de novembro de 2020

Era Uma Árvore


 Em um site, não lembro qual, vi essa imagem e não resisti em salvá-la para colocar aqui no meu blog. Na legenda da foto estava a pergunta que reproduzo: "Como entender que se ache normal arrancar uma árvore assim do chão?"

Uma árvore assim, é uma árvore soberba, altiva, altaneira, magnífica e milhões de outros adjetivos que eu possa desfiar aqui. Uma árvore assim é a que o Brasil e o planeta estão tão precisados dela, viva em seus ambientes naturais e não morta, torada pela raiz e carregada por estradas para serem vendidas num comércio nojento, sujo e irresponsável.

Eu não entendo como se consegue cortar uma árvore imensa assim, arrancá-la da sua altivez, torada como um simples arbusto, tirada da terra e da sua dignidade. Uma árvore dessas é uma rainha das matas, uma força da natureza que só nos faz bem.

Eu não entendo.


quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Propaganda do Pó de Arroz Coty


Linda propaganda do pó de arroz da Coty. A caixinha acima eu tenho há um tempo, me deram, sem o pó de arroz...  A caixinha não mudou o desenho de punças macias a bailar e prontas para cair numa cútis.

Amo esses reclames antiguinhos, realmente eram de um encanto captivante. Esse da Coty está em um Anuário das Senhoras de 1936.

-Bem, são 19:20, preciso empoar-me!



 

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Rio de Janeiro e O Barquinho de Roberto Menescal


 E o Japão está comemorando os 60 anos da música O Barquinho de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. Menescal também está aniversariando fazendo 83 anos.

E o Brasil, nada. Homenagem, pra quê??? A nossa cultura musical, aliás toda ela, está passando batida...numa batida diferente e indiferente a tudo o que de melhor  representa o nosso povo.

"Dia de luz festa do sol e o barquinho a deslizar no macio azul do mar", nessa pegada alegre e sofisticada da nossa melhor música, a Bossa Nova - por causa dela o Brasil é conhecido no mundo todo - é que deveríamos estar a navegar.

Esse clichê miudinho do Rio de Janeiro, com a linda enseada da Praia de Botafogo, está em uma revista National Geographic de 1926.

E viva o Brasil. E salve o Japão que prestigia a nossa melhor música e parabéns ao Barquinho e a Roberto Menescal.



domingo, 25 de outubro de 2020

Uma Armadura Medieval


Fiquei sabendo outro dia pelo Facebook de um museu na Espanha de armaduras medievais, aquelas roupas de proteção que se usava nas lutas entre adversários nos campos da Europa, inimigos contra inimigos, aqueles que lutavam para impor alguma coisa, tomar um reino etc. Hoje não usamos armaduras, mas saímos todos com a intenção de estarmos blindados para os baixos astrais que sempre pintam no nosso cotidiano citadino.

Voltando. Folheando um livro de história do antigo ginásio, daqueles livros que compro pela rua justamente por causa dos desenhos e reproduções em clichês, encontrei a armadura que me lembrou do tal museu da Espanha. Não fui ao museu, mas sou letrado, tenho um livro de História!

As armaduras, tem aquelas articulações que apesar de servirem para os movimentos nas lutas deveriam ser uma tortura. Imagine o rapaz, o cavaleiro ao chegar em casa e tirar aquela roupa, que alívio ele não sentiria..."essa armadura está me matando!" E tinham umas coisas interessantes que eram uns "crochets" de ferro, umas malhas de ferro (cota de malha) que pareciam rendas com caimento perfeito, um chiquê. Paco Rabane deve ter se inspirado nas armaduras para as roupas futuristas que criou nos anos 60.

Eu nunca soube os nomes das partes que se compunha uma antiga armadura. Amei a cota de malha, a babeira, o coxote, a greva, a faldra. Adorei. Uma hora dessas a gente volta a usar armaduras...já estamos e entramos de sola na Idade Média...





A capa do livro História da Civilização de Joaquim Silva, edição de 1934.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Jane de Castro

 


Mais uma grande perda para o teatro brasileiro, para o entretenimento, para o show, para o glamour em cena, para a graça. Pelo talento como atriz e como cantora, pela figura linda que era Jane de Castro em todos os palcos em que atuou, seja no teatro, no cinema, e na TV, recente-se a arte brasileira com o seu falecimento.

Recentemente fiz uma postagem aqui sobre um show dirigido pela cantora Marlene em 1982 em que uma das estrelas era Jane de Castro, Bonecas com Tudo em Cima. E Jane de Castro sempre esteve por cima e no primeiro time dos grandes atores transformistas do Brasil.

A noite está mais triste sem uma de suas estrelas de muito, muito brilho.

A bela foto de Jane de Castro é do Google.