terça-feira, 16 de junho de 2020

Fazendas Estampadinhas


Tenho uma pequenina toalhinha de retalhos que contém em seus 40 cm de tamanho um mundo de estampas miudinhas, singelas, antiguinhas, estampas que, talvez, nem sejam mais fabricadas. A maioria dos retalhos são de algodão, um algodãozinho macio, puro e delicioso ao tato. Outros são sintéticos, mas, sem dramas no contato. Selecionaram bem.
Eu reencontrei esta toalhinha agora e amei. Vou fazer uma bainha e usar no diário. Cara de antiga...quem terá sido a prendada que a fez? Em alguns lugares da toalhinha há, ainda, os alinhavos nas tiras unindo umas às outras antes de passar a costura definitiva na máquina. 
Hoje, vejo no Youtube toalhas de retalhos sendo feitas na tora, vavu vavu, uma agonia.
É isso, viajemos no mundo das fazendas estampadinhas e antiguinhas típicas daquele tempo em que se ia às lojas de tecidos para comprar um corte de fazenda. 


































A toalhinha.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

Meus Padres Cíceros


 As imagens do canto são do Mestre Noza e a do centro é do Mestre Zé Santeiro. Todas assinadas pelos autores, escultores maravilhosos do Nordeste que se especializaram em fazer a figura do Padre Cícero. As outras do Padim Cíçro são em gesso, antigas, são lindas também, super bem feitas.
Sem querer fui fazendo esta que ainda é uma pequena coleção de imagens do Padre Cícero, parece-me que o santo está gostando que eu resgate por aí, imagens dele que foram abandonadas.
Ele sabe que eu vou guardar.
Em uma das imagens tem uma medalhinha/relicário antiga, linda, bem de época,  já com a presilha original para prender como broche, que também comprei e coloquei na bengala do padre. É Padre Cícero enfeitando o próprio.



Ao Padre Cícero, peço saúde para todos nós neste momento de estupefação e de perigo que estamos vivendo ameaçados por um vírus.
Entreguemos ao Padre Cícero a cura dessa moléstia física e todas as outras que assolam o planeta.
Que responsa, hem, Padre Cícero?
Mas, ele dá conta.


A imagem abaixo comprei sem saber exatamente se seria do Padre Cícero, pois poderia ser, também, uma imagem do Papa João XXIII, já que ele carrega o ostensório, atributo dos santos papas. Em todo caso, é a cara de Padre Cícero
Pra mim é o Padim Pade Cíçro.


domingo, 14 de junho de 2020

Vejo Violeto . O Céu de Santo Amaro


Uma amiga me mandou via zap. O entardecer boreal, lisérgico e tropical na cidade de Santo Amaro.
E as palavras do poeta Waly Salomão se concretizaram no céu da cidade do Recôncavo baiano: Vejo Violeto.





As palmeiras tropicais ficaram muito loucas em fundo violeto.

quarta-feira, 3 de junho de 2020

"Não Consigo Respirar"


Esta é uma ilustração de 1964 feita por Norman Rockwell que ficou conhecido, aliás, ele é considerado um dos maiores e melhores ilustradores americanos, por seus requintados desenhos onde retratava o mundo certinho e cor-de-rosa da sociedade americana, o Way Of Life.
Mudando totalmente o tipo de trabalho que fazia quando foi trabalhar em uma outra revista, mais aberta em assuntos e temas, Rockweel produziu essa beleza de crônica visual contando a histórica ida à escola da menina negra Ruby Bridges anos antes. A menina estava indo para uma escola que começou a aceitar negros e isso causou revolta e, no seu primeiro dia de aula teve que ir escoltada por policiais. 
A menina caminha resoluta e de cabeça erguida, vestida imaculadamente de branco por uma rua de muros sujos e pichados e com o vermelho sangue dos tomates jogados no caminho  por onde ela passa.
Nesses aflitivos dias em que estamos vivendo, sem paz, acuados e confinados e com a sombra desta doença mortal a Covid-19 e, também, sob outras sombras ameaçadoras que nos rondam, vem, agora, para arrematar, a morte violenta e covarde de George Floyd escancarando com ela o eterno racismo institucional, o preconceito e o descaso para com a população negra no mundo, a desigualdade social e a eterna reafirmação da superioridades branca.
Há dias que estou em choque com a morte de George Floyd, idêntica, por asfixia, à de outro negro, há uns 5 ou 6 anos também nos EEUU. A frase "Não Consigo Respirar" foi dita pelos dois na hora dos seus assassinatos.
Este meu blog é de arte, beleza, de antiguidades, variedades, amenidades, humor e de respeito a tudo e a todos. Não é um espaço de inutilidades, do vazio.
Mas, nesses dias, como está difícil ser ameno! 
É tristeza demais.
Está difícil respirar.
Hoje vi a filha de George Floyd dizendo:  "papai mudou o mundo"
Eu acho também.

terça-feira, 2 de junho de 2020

Carmen Mayrink Veiga . Uma Rosa de Abril


Um amigo de um amigo mandou para mim esta foto de Carmen da revista Manchete em 1973. É aquela corrente de ouro 18K maravilhosa que une a turma dos admiradores de Carmen Mayrink Veiga
A foto veio assim, via "zap", sem estar cortadinha direito e sem a legenda, mas dá para ver, pelo que sobrou dela, que Carmen estava, naquele dia de abril, no Teatro Adolpho Bloch e linda como sempre. 
Uma Rosa de Abril.
Para mim, Carmen durante os anos 70 e 80 atingiu o seu máximo. Tornou-se a essência, o extrato de tudo aquilo que naturalmente nasceu com ela.


domingo, 31 de maio de 2020

Um Alfaiate em Penedo

Penedo, Alagoas, 1977. A foto está em um livro sobre o rio São Francisco, editado pela CODEVASF em 1978.
E eu, arrastei a foto da página de Nina Sargaço lá no Facebook. Amei a foto!
Interessante é que eu e um grupo estivemos em um Festival de Cinema de Penedo justamente por esse período 1977/78. Olhando os meus guardados vou achar a data certa.
Penedo durante esse festival fervilhava. Havia festas nas ruas, peças de teatro, apresentações de dança, folclore. Os hotéis lotados. O cinema onde se dava o festival era lindo, dos anos 30/40, enorme, com uma sala de espera incrível cheia de fotos de artistas da era de ouro de Hollywood emolduradas decorando as paredes. Uma maravilha! 
Ney Latorraca, Bruna Lombardi e outros atores estavam no Festival de Cinema de Penedo daquele ano.
Passei alguns dias lá que foram fantásticos. Imaginem que ficamos hospedados no convento do século XVII que tem na cidade, as celas bem rústicas e sem uso há muito tempo, corredores enormes e largos. Uma delícia. E uma aventura.
Lembro do teatro da cidade, do século XIX, lindo, palco italiano e com frisas, pequeno, uma joia.
Acho que o festival de cinema acabou. Tanta coisa acabou...
Fiz um passeio de barco - lotado de gente! -  pelo rio, rio cheio, tipo uma procissão marítima, a água chegava dentro do barco molhando nossos nossos pés, tinha gente apavorada pensando que o barco fosse virar e, quando voltamos a terra, respiramos aliviados. Ufa!
Há alguns anos encontrei um morador de lá e, conversando sobre a linda Penedo, ele me disse que o rio estava...seco! Misericórdia! Me lembro que a cidade tinha uma balaustrada onde sentávamos e onde o rio batia...Seco! Fiquei atônito.
Atônito estou!
Fiquemos, então, com a imagem congelada no tempo e linda do alfaiate em sua porta de trabalho, na sua linda, nobre e rica cidade de Penedo.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

A Mão... e a Luva!


Em uma matéria num site sobre "as vovós e o crochê", mais precisamente sobre absurdos feitos pela vovós na arte de crochetar tudo aquilo que lhes dão na telha, e para diversos usos, essa mão cheia de anéis eu achei o máximo, absurdamente linda e RICA!!! 
Feita em pontos ótimos - aqueles do bom crochê - muito bem feita e com pedras, pedras maravilhosamente falsas, de plástico, engastadas nos supostos anéis. Mão nobre, mão riquíssima e enluvada a rigor! A netinha deve ter ficado tão satisfeita...
Amei. 
A luva de crochê é uma ótima solução para o frio - onde há, aqui não tem - e também seria uma ótima medida para afastar os larápios, a não ser que... eles cobicem mesmo a maravilhosa e engenhosa luva.
E viva as vovós muito loucas que deixam a criatividade fluir.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Um Belo Verso


Trecho de um poema de William Holmes McGuffey que, adorei! Os versos estão na Coleção Famosos, Ed. Lidador, 1965, que focaliza a vida de escritoras e escritores americanos. 
Um belo achado.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Índio

Ilustração de Clifford N. Ceary que está na Coleção Famosos, Escritoras e Escritores americanos, editado pela Lidador, 1965.
O índio, aqui da ilustração, é um  americano.

terça-feira, 26 de maio de 2020

Irmã Dulce, Santa Dulce dos Pobres e a Criançada



 Hoje 26 de maio é o aniversário de Irmã Dulce, Santa Dulce dos Pobres. Ano passado na época da canonização, saíram milhares de fotos antigas de Irmã Dulce na imprensa, em jornais etc. Guardei algumas delas, como esta que achei o máximo, Irmã Dulce cercada por crianças que ela amparava e, entre elas, uma menininha carregando uma lata de Azeite Maria - uma mistura de óleo de oliva com óleo de soja.
Há anos que não via essa lata, e acho que não existe mais e, se existir ainda, deve tá com outra Maria estampada na lata. A Maria da lata antiga era uma vistosa portuguesa de aldeia com seu chale bordado, lenço na cabeça e grandes brincos nas orelhas.
E salve Irmã Dulce, Santa Dulce dos Pobres.


Fui ao Google e eis a Maria do azeite aqui! KKK.


segunda-feira, 25 de maio de 2020

Emily Dickinson . Confinamento e Beleza


Esse trechinho de poema de Emily Dickinson eu retirei  de um livro que comprei no "chão" antes de começar o meu, o seu, o nosso confinamento, nem tão produtivo, creio, e nem tão poético e nem tão cheio de imagens e belezas como foi o recolhimento na vida da escritora americana.


Abaixo, a capa da Coleção Famosos, bem interessante por sinal, bem de época, com desenhos 'modernos' de fábrica e chaminé, televisão, foguete... e que é dedicado a escritores e escritoras americanas. Foi editado pela Lidador, 1965.
Do chão saem coisas ótimas...saudade do chão literário das ruas de Salvador, das tertúlias no chão com o vendedor, na sarjeta comprando livros a tostões e encontrando, muitas vezes,  pérolas no meio do monturo de livros descartados como lixo.
E eu, depois de me servir do livro, o que faço? Devolvo para o vendedor e ele torna a vender kkkkk. Ele ganha dobrado. Que bom!
Minha casa não é o palácio de D'Annunzio.