sábado, 23 de maio de 2020

D'Annunzio . O Deslumbramento do Kitsch


Páginas guardadas da revista Manchete - anos 70 - que trazia esta matéria sobre D'Annunzio e os objetos que adornavam e se amontoavam no palácio em que viveu. Era um paraíso do kitsch, uma profusão de objetos os mais variados e exagerados. Personalidade excêntrica e equivocado politicamente, simpatizante do fascismo, ou inspirador dele, poeta, representante do decadentismo e autor do romance O Inocente que Visconti filmou. 
Há muitos anos li a vida de Eleonora Duse e lembro que os dois foram apaixonados.
Bem, coloquei aqui as imagens que é o que me interessa. Detalhes sobre  D'Annunzio, vida e obra: Google.



 Em frente à mesa, esta tartaruga imensa de bronze espetacular! 
Preciso de uma urgente!!!






Abaixo, as fotos e texto/legendas da matéria que resolvi escanear para ver e ler melhor.




Que universo magnífico!!!






















quinta-feira, 21 de maio de 2020

Chita . Que Chita Bacana!




Este é o catálogo da exposição sobre a chita, que contava toda a história e trajetória do tecido desde a Índia, passando por Portugal e chegando ao Brasil onde virou uma marca da região Nordeste do país, usada pelas pessoas em suas roupas, como tecido para decoração de casas, como tecido para bordados de aplicação e de festas folclóricas. 
A chita é um tecido alegre, vistoso, enfeitativo que se presta para tudo e que sempre tem o seu uso renovado, reinventado e que se presta a mil e uma utilidades. A exposição, linda, nem sei se no Brasil de atualmente se faria uma tão grandiosa e abrangente sobre um tema como foi esta da chita. Foi perfeita.
Vários artesãos mostraram várias formas de uso da chita e seus trabalhos. Me lembro de uma colcha tipo chenille com tiras do tecido cortado enviesado, costuradas juntinhas e desfiadas resultando num  um trabalho magnífico. Outras colchas de retalhos e de "fuxicos", lindas.
Um "paletot" usado por Chacrinha.
Mil trabalhos lindos em roupas e artesanato feito com a chita.
Chita, para quê te quero? Para tudo.
De um local ao outro da exposição atravessava-se por túneis feitos de chita. Logo na entrada, impressionava o tamanho dos cilindros imensos de cobre ou bronze onde eram prensados os tecidos para serem estampados. Uma coisa!
Guardei este catálogo desde a época em que vi a exposição em São Paulo em 2005 e, "nesses dias", achei e, eis ele aqui, escaneado em partes para que se possa  ler melhor. 
Quem não viu pode ver agora.




 Infelizmente há um bom tempo para cá, as chitas são fabricadas quase 100% sintéticas. Antes eram em puro algodão que dava textura agradável e maciez no toque e no uso. A maioria dos trabalhos apresentados na exposição - e os mais incríveis - tinham sido feitos com a chita da época em que era usado o puro algodão. 
As estamparias também mudaram atualmente, as mais intrincadas, as miudinhas e delicadas não há mais. Agora são as flores imensas cada dia maiores e também mais pobres esteticamente, com as estamparias num exagero desproporcional até.







Esse vestido acima, lembro, tinha a legenda mais ou menos assim: "vestido usado por Marília no dia do seu casamento com Moraes Moreira. O vestido tinha aplicações de chita recortadas, o rosa da saia e o azul do corpo do vestido deviam ser tingidos e o tecido base era um algodãozinho super macio. Vestido lindo, super bonito, super bem feito. 
Não sei quando eles se casaram, mas deve ter sido nos anos 70, década em que a chita - redescoberta - foi usada demais na moda e em acessórios. O algodão puro e a chita eram tecidos base da "moda hippie"ou moda jovem da época. Todos e todas usavam e era o tempo das chitas verdadeiramente lindas, de puro algodão e com as elaboradas estamparias.
A chita era um tecido de transgressão e de afronta também. De afirmação e de postura do jovem. E de querer usar o brasileiro. É de pobre, vou usar, é barato, vou usar, é lindo, quero usar, é popular, vou usar, por que não usar?
Usava-se e ousava-se. Marília casou de chita com Moraes Moreira e deve ter "causado", arrasado na época.






chita chita chita chita chita chita chita chita chita chita  

quarta-feira, 20 de maio de 2020

Paninhos Bordados

 Dois paninhos com pontos de bordados variados. O primeiro tem uma abelha, uma abelha rainha, - ou será uma vespa assassina? -, bordada com um interessante ponto desfiado que dá bem uma ideia do corpo aveludado do inseto. Sobre plantinhas em flor e matinhos, a abelha grande e a pequena voam alegres e satisfeitas sobre um mundo maravilhoso.
 Uma belezoca!
Estes paninhos estão nos guardados que remexi durante esses dias...deveria ter ao menos dado uma passada de ferro, antes de colocá-los aqui, mas é tanta coisa! vão assim mesmo. Importam as abelhas nos bonitos trabalhos feitos por uma prendada.






 Um outro paninho, este ainda sem a bainha...desistiram de fazer, ou era bordado de amostra. Novamente uma abelha com o corpo em ponto cheio e matizado.
Acho bonito esses bordados e, mais ainda, imaginar quem, na santa paz um dia se sentou em uma cadeira, debuxou, tirou o risco e, por dias, ficou a bordar...o mundo se acabando e a criatura esquecida entre plantinhas, matinhos, abelhas, abelhinhas...






segunda-feira, 18 de maio de 2020

Balangandã 2


 Essas fotos são de 2016, feitas no Pelourinho pelo amigo Paulo quando veio aqui em Salvador. Na época fiz a linha centrão, levando o amigo a pontos turístico da cidade. Desde então voltei lá só mais duas vezes. Difícil ficar andando por aí como eu fazia - e todos faziam - algum tempo atrás. Como dizia o robô de Perdidos no Espaço: - Perigo! Perigo!
Ultimamente me liguei no balangandã que acho tão bonito, mas, pra muita gente aqui, ter um na decoração da casa é assaz cafona. Já era. Eu também acho, mas daquele antigão de prata de lei ou de bronze, cobre ou mesmo latão, com aquelas peças todas trabalhadas no buril e muito bem feitas é um deslumbramento. Hoje os balangandãs que estão à venda em pontos turísticos são desses tipos aqui, alguns até bonitos, outros, feios e grosseiros.
Tenho aqui em casa um mini balangandã que ganhei de presente de uma amiga. Bonito. Também tenho duas cabaças antigas de cobre muito bonitas. 
Essas peças fica para um balangandã 3.
No mais, sai coisa ruim! 


sexta-feira, 15 de maio de 2020

Radinho a Tiracolo



Olhando umas páginas soltas e guardadas da revista Manchete, achei, atrás da matéria que foi o motivo de conservá-las, o anúncio/propaganda deste genial desenho de rádio a tiracolo. Confesso que não me lembro deste modelo, apesar da revista ser de 1974 e de eu "ouvir rádio já há bastante tempo".
Dessa década, me lembro de um radinho também à pilha que tinha um formato de caracol, ou pulseira, que se abria formando um S e assim ficava apoiado. Em um lado tinha a parte das estações e, do outro, a saída do som. Uma amiga minha da época tinha um e saía com ele como se fosse uma bolsinha levando-o pra tudo quanto é lugar...era vermelho, KKK era hilário. Nesse radinho, além dos hits musicais do momento, ela ouvia rádios novelas que ainda eram gravadas nos anos 70 em São Paulo, cafonérrimas e ouvia de curtição. Eu ouvia também, comentávamos e morríamos de rir.
Este aqui, tipo uma bolsinha, muito prático, é demais! Hoje, os ladrões iriam adorar surrupiar, não ficaria um Philco Sport para contar a história.




quarta-feira, 13 de maio de 2020

Yêdamaria


Yêdamaria foi uma artista plástica baiana que fazia litogravuras, um trabalho difícil no qual era mestra. Estudou na Ufba onde se formou e onde também foi professora. Construiu uma carreira  de sucesso, expôs em todo o Brasil e no exterior e o seu trabalho reconhecido como de alto nível dentro da sua técnica, a litogravura.
Yêdamaria faleceu em 2016 aqui em Salvador aos 84 anos.
Hoje, 13 de maio, dia da "libertação" tardia de negros e negras escravizados no Brasil ( causa ainda de muita desigualdade ) queria fazer uma homenagem à essa raça que contribuiu para a nossa cultura em todos os níveis e me lembrei dessa foto linda de Yêdamaria, uma referência na arte da Bahia e do Brasil











terça-feira, 12 de maio de 2020

Coisas da Globerama


Amo esses desenhos doidos desta Enciclopédia de Conhecimentos Ilustrado, cheios de detalhes e de símbolos...talvez se tivesse lido o texto eu os entenderia, mas fiquei no visual, que é o meu interesse mesmo.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Tereza Souza Campos, A Mais Bela Morena


A mais bela e elegante morena do Brasil, Tereza Souza Campos é um nome sempre presente quando o assunto é elegância ou, melhor, de quando havia elegância no Brasil... o tempo de mulheres/aparição, deslumbrantes que quando surgiam nos salões abafavam os ambientchssss.  Carmen Mayrink Veiga, Lourdes Catão e mais a linda morena Tereza Souza Campos formavam o trio das ricas, refinadas e elegantérrimas, mitos da sociedade tradicional carioca ou, a trinca magnífica e insuperável entre as 10 mais de todas as listas que houvessem.
Essa foto está no livro Nova Etiqueta de Ibrahim Sued da Editora Top Promoções e Publicidade com distribuição da Record, 1978. Eu já tinha uma edição desse livro, mas, esta, eu comprei esse ano em São Paulo e é autografada pelo autor. Mas fica pra depois, esse post do autógrafo e dedicatória do Ibrahim
Cavalo não desce escada!
Sobre Tereza: eu tinha um LP de músicas com as composições de Carlos Guinle onde Tereza Souza Campos cantava, acho, umas duas músicas. "Não tem Solução" parceria com Caymmi, era uma delas. E como ela cantava bem! Afinada. Infelizmente tive que me desfazer do mundaréu de discos por absoluta falta de espaço. Na época, era eu ou os LPs dentro de um apê.
Ci Ci de luxo eu chego lá!