domingo, 18 de agosto de 2019

Carmen Mayrink Veiga ... e Nada Mais



No início dos anos 2000, um amigo encontrou em um sebo este "Café Society". É claro que ele comprou o livro imediatamente e me mandou uma xerox. O assunto sociedade, ou melhor, a alta sociedade, a carioca principalmente - era só o que nos interessava naquela época, aliás, há décadas que adorávamos ler tudo, saber tudo sobre os colunáveis, kkkkk saber quem era quem - quem era bem - ui!, as famílias tradicionais, enfim, tudo o que se referisse àquele mundinho, aliás, grand monde, ao qual não pertencíamos e nem iríamos nunca pertencer, já que éramos e somos ainda e sempre da classe média, média, média: café com leite, pão com manteiga. E trabalho.
As colunas sociais de Ibrahim, Zózimo, Nina, Hilde, Reinaldo Loy, Danusa, Swan, Fred Suter, Boechat e tantos outros do Rio e, de São Paulo, Tavares de Miranda, Alik Kostakis e outros era onde bebíamos as informações, sorvíamos, nos deleitávamos e ríamos à socapa também, aliás o riso era uma constante, pois, na verdade, fazíamos uma leitura crítica e não ficávamos nas bobices da admiração puramente supérfluas. O fútil era adorável de se ver e de se ler nas colunas, pois, para os verdadeiramente ricos todas aquelas extravagâncias eram naturais e, para nós, simples mortais, sobrenaturais. 
Roupas, menus, casas, decorações viagens, festas, joias, tudo muito comum para os bem nascidos, era para os leitores daquelas colunas - euzinho e ele incluídos -, o máximo, entenda-se, com distanciamento, nada de viagens inúteis. Hoje, quando leio uma coluna social (?) e leio que um rico, uma rica usou isso, fez aquilo, viajou para não sei onde, tudo cafona, o vômito vem. Não há naturalidade. Tudo é novo rico ou mentalidade de. 
Hoje, já deixei a carreira de tiete, de macaca de auditório - duas definições já caducas para fã - dos ricaços, também, pudera!, os grandes nomes tradicionais, as grandes famílias e as grandes damas da sociedade - o nosso grande interesse - já não estão mais aqui, o mundo mudou - o grand monde mais ainda - e o que sobrou, apequenou-se e não dá mais caldo. Mas o certo é que esse assunto já foi pra mim e virou passado, mas, não vou jogar fora os meus papeis velhos - fazer a louca - amealhados com o meu rico dinheirinho - as folhas de revistas e jornais que acumulei. Agora jogo tudo aqui e muito respeitosamente.
Mas, Carmen ficou. Ela se eternizou no Hall of Fame em vida, da moda, dos costumes, do refinamento, do mundo e agora nas nuvens do céu, da net. Está nas casas. Estrela, está para todos.
Este livro foi lançado em 1956, ano do casamento de Carmen com Tony Mayrink Veiga e neste capítulo está a história do encontro dos dois e sobre o fascínio que Carmen já exercia na sociedade carioca da época. É isso que José Mauro, o autor, nos relata no seu "Café Society".
(a dedicatória escrita no livro é simplesmente sensacional kkkk e as ilustrações de Santa Rosa uma maravilha.)





quarta-feira, 31 de julho de 2019

Sagrado Coração de Jesus

Uma das muitas imagens do Sagrado Coração de Jesus que existem por aí, pelos livros de orações, em estampas coloridas ou não como esta, uma antiga impressão em preto e branco que deveria ser a imagem de abertura de um Adoremus. Achei essa estampa assim, soltinha dentro de um livro...alguém guardou, eu achei e ei-la aqui.

sábado, 13 de julho de 2019

Bernard Boutet de Monvel e...uma Vicentina!

Atenta, uma Vicentina segue um grupinho de alunas neste belo quadro de Bernard Boutet de Monvel - Le Pensionnat de Nemours - de 1909.
 Hirtas em negro, elas atravessam a cidade cinza de árvores secas. O chapéu corneta alvíssimo de duras pontas e engomado da freira se destaca na paisagem. Paisagem Vicentina.


segunda-feira, 1 de julho de 2019

Claudette Soares


Mais uma fotinha da ótima Claudette Soares pregada nos meus álbuns dos anos 70. Claudette era insuperável nas músicas de bossa nova bem balançadas e ligeirinhas que ela cantava com a dicção e afinação perfeitas. Hoje, ela tá com um repertório muito diversificado, prefiro a antiga Claudette balançadinha de antes, mas... Claudette Soares está por aí, trabalha sem parar - já tem mais de 80 anos! - portanto, tem direito a cantar tudo o que der na telha. Só espero que nunca se esqueça que ela é a "dona da bossa".
Nesta foto ela está totalmente na moda 70: cílios postiços enormes - tipo perna de aranha - e roupa de plaquinhas metálicas presas por correntes bem no estilo Paco Rabane
Moderníssima! 
Futurista! 
Sideral!
Pssssssssiu!
Assim era Claudette, chiquérrima nos seus 1.49 cm de elegância!



domingo, 30 de junho de 2019

Alô, Alô!!!! Mirtes!!!!!


 Que fofoca boa eram as de telefone, por telefone, 
- Mirtes!!! E não te contei nada ainda, minha filha!!!.....
E assim eram os papos por telefone que rendiam horas. Hoje, quando o fixo toca, SUSTO!!! ou já sabemos quem sejam: os previsíveis. Mas tem os porres de bancos, pedidos e anúncios, mas aí, desliga-se, bate o telefone depois de uma desculpa esfarrapada.
Melhor mesmo mandar mensagem via celular e assim saímos de baixo de qualquer onda desagradável.
O telefone, dizia-se, era pra ser atendido como se a pessoa estivesse na nossa frente, devíamos ser educadíssimos, mesmo que a ligação fosse e, muitas vezes era, desagradável, incômoda e em fora de hora. Mas, hoje...digita-se. Ai, meus dedinhos!!!
As ilustrações são de Nilson Azevedo, 1972.

 -Quem será??? 
 -Ai, não!!
  Ela, na verdade, estava péssima!

Ele, na verdade, estava péssimo!

sábado, 29 de junho de 2019

São Pedro

 Hoje dia de São Pedro, santo muito festejado aqui em Salvador e no Brasil inteiro. Na paróquia daqui da cidade, a festa é sempre muito grande, armam palanque na porta da igreja, tem missas o dia inteiro e procissão ao final. Sempre na alvorada do dia muitos fogos marcam o início das atividades dedicadas ao santo padroeiro das viúvas, dos pescadores, protetor das residências.
 São Pedro faz parte daquela "turminha" de santos próximos a gente como se fossem parentes próximos, amigos íntimos com quem conversamos sobre tudo...são Jorge, santo Antonio, santa Rita, são João, santa Bárbara, são Francisco, santa Therezinha...na verdade é uma "turmona".
Fui ao meu arquivo de "santinhos" e achei essa estampa clássica - retocada - do santo segurando a grande chave do céu, a chave que sempre abre, não fecha. 
E Salve 29 de junho e Salve São Pedro!

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Uma Família Emoldurada


Foto deslumbrante de uma família - talvez paulista - servindo de decoração a um brechó chique - rua Augusta - em São Paulo. A foto, colorizada com esmero, deve ser dos anos 20 do século passado, dedução que me vem pelas roupas e penteados dos membros da elegante família. As menininhas estão já usando os vestidinhos curtos, levinhos - até despojados e simples - e com os joelhinhos à mostra. O menino chiquérrimo de "paletot" azul marinho com debrum branco e camisa interna e calça curta de linho. Está um luxo o garoto. A mamãe muito bem composta em azul celeste e meião grosso. Dupla volta de pérolas no pescoço. Rendas. O salto grosso do sapato sustenta o peso da jovem senhora já com cara de matrona. Atrás, o papai, o provedor discreto, apresenta orgulhoso a família a sua frente.
Gente muito bem, de prol, de escol, de jaez, de truz em um belo instante emoldurado e suspenso em uma parede e no tempo: uma antiga família brasileira e feliz.


segunda-feira, 24 de junho de 2019

São João

Minhas duas imagens de São João, a menor com a policromia no original e a maior com repinturas na carnação e nas vestes do santo, mas, quem fez a "macacada" ou desserviço, deixou partes com a pintura original. 
Ainda bem.
E Viva São João!

terça-feira, 18 de junho de 2019

Duda Cavalcanti

Duda Cavalcanti vestidinha com uniforme escolar e trancinha no cabelo - linda! - em um ensaio de fotos, acho, para a revista Realidade
Eu tinha esta matéria guardada, mas não sei o fim que levou depois de tanto tempo nas gavetas e armários da vida.
Essa série Duda-estudante era ela de corpo inteiro, aqui, está um recorte da foto como encontrei em um livro didático (!) de 1971 que comprei  numa calçada da cidade.
Dudalinda.


domingo, 16 de junho de 2019

Uma Xícara Vieux Paris


No início do ano meu amigo Walter me deu duas xícaras, uma japonesa de finíssima porcelana e linda estampa (depois coloco aqui ) e esta que, ao me dar, disse: "É Vieux Paris".
O pegador da xícara estava solto, já tinha sido colado e tornei a colar. 
Vendo o blog do Luís, o Velharias, que na última postagem colocou uma deslumbrante xícara do Vieux Paris, achei o momento certo de postar este presente de Walter para mim e fazer uma ponte, um "link" - sou moderno, KKK - um trancetê Bahia, França  passando por Portugal.
A xícara é linda, delicada, uma flor em relevo que sai aberta dos galhos verdes que circunda o corpo da xícara e passa pelo pegador. "Na forma imitando a ourivesaria e na decoração a estampa dos finos tecidos". E tem características da art nouveau também. Se for realmente uma Vieux Paris terá sido fabricada entre o final dos séculos XVIII, início do XIX


 Embaixo da xícara o número 700 e umas incisões de traço diagonal e de dois diagonais cortados.


 Na parte de baixo do pires o número 6.


Hummm. Que beleza!!!


A xícara repousando sobre uma bela, trabalhosa e tinhosa toalhinha de crochê feita por uma muito boa e prendada senhora de antigamente.
Embaixo, a xicarizinha já enfurnada no meu armário/vitrine que já não dá para mais nada: virou um brechó!
Cruzes! São Longuinho, não me deixe perder nada!!!!


quinta-feira, 13 de junho de 2019

Santo Antonio

Santinho de minha coleção com estampa de Santo Antonio um pouco diferente das habituais onde ele aparece carregando Jesus no colo. Esta conta uma história... estando o santo em oração eis que lhe aparece o Menino Jesus.
Hoje várias igrejas dedicadas a Santo Antonio aqui em Salvador estão em festa para celebrar o dia dele e o final festivo da Trezena. Eu fui à Igreja da Piedade onde assisti a missa das 10. Lá tem uma grande devoção ao santo, mas achei - estranhamente - a igreja meio vazia... não sei se pelo horário, porém, geralmente no dia 13 de junho, e em todos os horários, nem uma formiguinha conseguia entrar no templo. Hoje até um elefante adentrava...
No mais, Viva a Santo Antonio, o mais popular e querido santo entre todos, o santo de dentro da casa da gente e de todas as casas do Brasil.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Coisas da Globerama

Mais uma das ilustrações "doidas" da Globerama - Tesouro de Conhecimentos Ilustrado, ed. 1962 - que eu tanto adoro. Esta é o máximo...vá entender!

sábado, 8 de junho de 2019

João Gilberto

 Foto de João Gilberto colada nos meus álbuns dos anos 70, recortada de alguma revista daquela época. Não é uma foto muito comum e por isso estou colocando aqui. 
E porque sou fã, é claro.
Bim Bom

domingo, 2 de junho de 2019

A Iemanjá de Juarez Paraíso

 Foto do próprio autor da escultura, Juarez Paraíso, hoje no Jornal A Tarde, 2 de junho. 
Uma pena a obra estar em local privado, e não em um local público, para todos verem a beleza que é esta Iemanjá. Eu nunca vi e nem sabia da existência. 
Mas, poderia ser o contrário, ainda bem que está em local privado porque se estivesse no público, poderia já nem mais existir. Aliás, Juarez Paraíso é um artista que já sofreu com inúmeras obras que foram destruídas ou abandonadas, como as do antigo Cine Bahia - desativado para ser uma igreja - e a do Cinema Tupi que ainda funciona. Em ambos os locais, salas de espera deslumbrantes.
No mais, só Iemanjá na causa e nas causas de Juarez Paraíso.


sábado, 1 de junho de 2019

Santo Antonio . Postal

Hoje é o  início da Trezena de Santo Antonio, o santo mais popular e mais amado do Brasil. A imagem do postal está na Igreja de Santo Antonio da Barra, Salvador.

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Childe Hassam


 Childe Hassam - 1859/1935 -  pintor americano de cenas urbanas com muitas carruagens, seges, vitórias, tílburis etc. rodando por ruas molhadas de chuva e seus passantes apressados.
Depois de fazer a postagem anterior sobre "traquitanas e tais", eis que me surge pela frente, e por acaso, as obras deste pintor que atravessou o século XIX para o XX, viveu o tempo das carruagens e dos primeiros automóveis.



domingo, 26 de maio de 2019

Traquitana . Sege . Palanquim











Ilustrações em uma edição dos anos 50 do Novo Dicionário Enciclopédico Luso-Brasileiro, uma versão menor, mas ainda com as mesmas ilustrações e textos dos verbetes das edições anteriores que são, creio eu, dos anos 20 do século XX.
Nem é preciso dizer que adoro uma traquitana, uma sege, um palanquim, uma liteira, um tílburi, uma vitória, um trole, um landô, uma caleça etc. etc.