sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019
Carmen Mayrink Veiga . Vogue . Março de 1997
Há algum tempo um rapaz me escreveu perguntando se eu não venderia para ele a minha Vogue Carmen e eu disse que não, que não me interessava. Me ofereceu 300 reais, um bom preço para uma velha revista, talvez se me oferecesse 300,000 e ela já estivesse na casa dele... Mas, é brincadeira, não quero me desfazer dela, comprei na época e guardo com carinho, como uma revista de "cabeceira", se bem que fica sempre guardadinha, na cabeceira e já estaria um trapo.
Hoje eu me lembrei disso - do rapaz - e me perguntei, será que até hoje ele não não viu a revista dedicada à Carmen??? Será??Então resolvi fotografar a revista toda, isto é, as partes da matéria com Carmen.
Não sei se sou insaciável em relação a imagens de Carmen Mayrink Veiga que, na época, achei que a matéria poderia ser maior e com mais fotos. Mas, essa edição da Vogue/Carmen é perfeita, super bem feita, super bem cuidada e produzida, seleção de fotos maravilhosas e textos incríveis como o de Cony. Um luxo realmente, e Carmen apresentada espetacularmente em todas as fases da sua vida. Carmen foi a mulher mais sensacional que já surgiu no Brasil e acho que no mundo também. E isto eu digo não só por ser admirador, um "fã", é uma constatação mesmo.
Depois dessa edição Vogue-Carmen Mayrink Veiga -, que foi só um "aperitivo" - estou aguardando um grande livro, luxuoso, de umas 500 páginas no mínimo, de imagens de Carmen.
Espero que seus herdeiros realizem isso.
domingo, 10 de fevereiro de 2019
A Feirante, A Roda Gigante e o Leque: Bolos Decorados
Meninotas ou meninotos que estão sem trabalho, eu digo: é fácil decorar! Então, vamos ao aprendizado e à aplicação na arte de confeitar. A atividade é uma excelente maneira de descolar uma grana nos dias hodiernos e também de distração, não é mesmo?
É só adquirir nas boas livrarias o livro de Francisco e Elza Henriques Calçada e...vamos às glaces, aos sacos e bicos de confeitar!
Fácil, fácil!
No meu bom livreiro de rua encontrei este livro de bolos e confeitos dos autores citados, deles eu já tenho um, de 1955, que não coloquei nada aqui. Este é de 1953. Então, o achado veio a calhar, é bom iniciar com o mais antigo.
Nesse livro da dupla tem coisas maravilhosas além dos bolos confeitados, tem salgadinhos, sanduíches decorados - eram uma delícia, molhadinhos - e muitas receitas, ornamentos e armações para os antigos bolos/sonhos glaçados.
Este livro é uma mão na roda, um safa onça, para as boleiras (os) e confeiteiras(os), ou era...assim como eram os livros de minha querida Dolores Botafogo de cujas obras já fiz diversas postagens aqui no Antiguinho e, creio eu, terei levado com essas postagens a muitas mocinhas e mocinhos a se dedicarem à arte de confeitar. Um blog educativo e empreendedor o Antiguinho, não é mesmo???? KKKK
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
Jorge Amado . Vinícius de Moraes . Carlos Drummond de Andrade . Guimarães Rosa . João Cabral de Mello Neto
Fotos de alguns de nossos melhores escritores do Brasil - algumas com um colorido ótimo - em uma Enciclopédia Delta Júnior. Me deu vontade de escanear e colocar aqui. Closes bonitos.
Recentemente li o livro de memórias de Vilma Guimarães Rosa, e as memórias dela do pai, escritor fantástico, homem inteligente, com uma obra ímpar. Amei saber de coisas da vida dele, de como ele escrevia os livros recorrendo à memória do pai a quem perguntava tudo, as coisas das Minas Gerais, os costumes, as palavras e ia escrevendo os seus grandes livros.
Vinícius de Moraes nunca mais li um livro inteiro, mas já li muitos, agora, leio/releio esporadicamente um poema ou outro. E as letras de músicas que fez estão no meu dia a dia, na minha memória. Adoro Vinícius, um homem que soube viver a vida.
Acho que Jorge Amado deveria voltar a ser mais lido, parece-me que neste "novo Brasil" que é laico mas que despreza a liberdade religiosa, a obra de Jorge Amado vem sendo vista como a de um autor que prega o candomblé. E não é assim. E se pregasse qual seria o problema? Não vivemos com pregadores de outras religiões a bradar nos nossos ouvidos o dia inteiro e nos lugares mais absurdos? A Bahia é mística, tem feitiço, tem mistérios. E é isso que está na obra de Jorge. Não só a religião do candomblé.
Antigamente em todas as casas tinha em alguma estante e bem à mostra a coleção completa de Jorge Amado, uma da capa vermelha. Ficava muito bem na sala...decorava.
Estou louco para reler Jubiabá, mas quero o livro de uma edição antiga da Martins Editora. com aquelas capas lindas de Clóvis Graciano e de outros artistas.
Carlos Drummond é onipresente em todas as conversas, nas "tertúlias", "nos saraus das casas de todas as Novais", é unanimidade, é referência, tudo tem um "antes e depois" de Drummond. É muito estudado, enfim, é um poeta definitivo. Mas, temos Murilo Mendes. Jorge de Lima, Manuel Bandeira, Ferreira Gullar e tantos outros para mim, também, referência e tão definitivos quanto o poeta de Itabira.
Atualmente reli as obras completas de Da Costa e Silva. Que poeta foi aquele!!! Um espanto!! Em todos os poetas há um Da Costa e Silva.
E há muitos, muitos outros. A poesia brasileira definitivamente não é só Drummond.
Nas "bonecas russas" da poesia brasileira uns autores cabem nos outros, se ajeitam e se completam.
Guimarães Rosa eu li pouco. Um pecado, uma falha imperdoável da minha parte. Preciso ler urgente, porque depois de ler o livro da filha,Vilma, fiquei louco para sentir aquele universo mineiro do poeta, as palavras, as frases, as histórias do sertão de Minas.
João Cabral de Mello Neto, é outro grande poeta - referência - mestre em usar a palavra certa na construção perfeita dos seus versos perfeitos, nada é sobra no poema de João Cabral, tudo é o preciso, o necessário.
A foto de Guimarães Rosa: depois desse discurso na Academia Brasileira de Letras onde acabava de assumir uma cadeira, ele faleceu. Durante anos recusou ser eleito, empossado, pensava que morreria logo e então protelava, protelava a cerimônia, quando resolveu ser imortal em vida, morreu.
E imortal ficou.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
Uma Reunião do Rio Tradicional . Coluna de Ibrahim Sued
Hummmm!!! Eu adorava essas colunas de Ibrahim e os assuntos.... ah!, os nomes das elegantes...Adelaide de Castro, Lourdes Faria, Lia Neves da Rocha, Yvone Giglioli, Nelly Jafet, todas chiquérrimas!!! E a decoração das casas, o menu!!! Hummmm! Amava!
Essa coluna está sem data. Uma pena! Mas deve ser dos anos 80. E euzinho, naquela década, pobrezinho - e ainda sou - adorava uma coluna social.
Acho que todas essas grandes damas da sociedade carioca "já se foram". Mas fizeram história.
Mas isso é passado!
domingo, 3 de fevereiro de 2019
A B C
e KKKKK
Ilustração em Pequena Enciclopédia da Língua Portuguesa de Antenor Vieira, edição de 1964.
O ano letivo bem não começou e ela já está nervosa, de óculos escuros - olheiras vampirescas - o vestido de tecido grosso sufocante - ela engordou nas férias - e o colar - volta de pérolas super falsas - engarguelando o pescoço. E o salto alto! ...ela é maluca?? E o barulho e o calor, o abafamento, o aquecimento global - 50 graus! - e ela ainda tendo que raciocinar, pensar com lógica - "o alfabeto compõe-se de...meninos, o que é isso???", e o barulho, os apupos, gritos, brigas. E assim se passa os 50 minutos de aula.
Às 17 hs.: Cibalena.
Morta!
Na bolsa: o transporte. Ida. Volta. Um drops do ano passado. Chupa. É de uva.
E assim se passam 200 dias letivos.
Dewi Sukarno e Ibrahim Sued
Adoro Madame Sukarno, uma bonequinha de porcelana da Indonésia, sempre impecável na sua maquiagem trabalhada no pancake, uma "alva neve" do society internacional, do jet set, do grand monde.
Dewi era arroz - moti? - de festa, estava sempre rodando o mundo, nas capas de revistas e veio algumas vezes ao Brasil. Aqui ela está sendo entrevistada por Ibrahim Sued para um programa que ele tinha na TV , a foto é do livro "Aprenda a Receber - Etiqueta", escrito por Ibrahim, edição de 1977.
Dewi era arroz - moti? - de festa, estava sempre rodando o mundo, nas capas de revistas e veio algumas vezes ao Brasil. Aqui ela está sendo entrevistada por Ibrahim Sued para um programa que ele tinha na TV , a foto é do livro "Aprenda a Receber - Etiqueta", escrito por Ibrahim, edição de 1977.
sábado, 2 de fevereiro de 2019
Festa de Iemanjá . Salvador . 2019
Fotos de Luan Santos para o Correio da Bahia.
Devota de Iemanjá em fotos de Edgar Azevedo para o Bahia Notícias.
As fotos do Bocão News são de Vagner Souza e Paulo Macedo.
Foto de Raphael Muller para o jornal A Tarde.
Foto de Luan Santos - Correio da Bahia.
E Salve Iemanjá, a Mãe d'Água!
Devota de Iemanjá em fotos de Edgar Azevedo para o Bahia Notícias.
As fotos do Bocão News são de Vagner Souza e Paulo Macedo.
Foto de Raphael Muller para o jornal A Tarde.
Foto de Luan Santos - Correio da Bahia.
E Salve Iemanjá, a Mãe d'Água!
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
Danuza Leão e os Verdadeiros Heróis
Uma das muitas crônicas de Danuza que li e guardei. Acho que esta, sem a data de publicação, é de quando ela escrevia para a Folha de São Paulo. É um texto ótimo, direto: de um flagrante do cotidiano do Rio ou de qualquer outra cidade, ela parte para altas indagações e reflexões sobre a nossa vida e a vida daqueles que inspirou a crônica. E arremata de maneira brilhante.
Atual, o texto poderia ser muito bem deste ano, 2019.
A ilustração é linda. Será do chileno Alvaro Tapia Hidalgo?
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