sábado, 1 de setembro de 2018

Passeio Antiguinho . Barroquinha, Ladeira da Praça, Rua J.J.Seabra, Rua da Misericórdia

Casarão na Barroquinha com as lindas estatuetas de faiança portuguesa que adornam a fachada e que, ao sol, brilham, brilham...amo este casarão! Se ninguém conservar, que deus conserve!





 Praça Municipal, Elevador Lacerda, a sede da Prefeitura.

 Rua e Igreja da Misericórdia.


 Neste dia, início de julho, quando tive que ir ao centrão - Praça da Sé - aproveitei para fotografar. Baixei na Jomira - já fiz uma postagem sobre a loja aqui. Acima adorno de Yemanjá à venda na Jomira.

 Igreja da Misericórdia. Nos anos 60 da minha infância, 70 e acho que até o início dos anos 80, a igreja permanecia aberta. Era comum eu entrar, me benzer, rezar, e todo mundo que passava por lá fazia o mesmo. restaurada, hoje a igreja vive fechada. A entrada é pela lateral. Motivo: SEGURANÇA. Ou, melhor, a INSEGURANÇA que reina no local.
Aonde iremos parar??? 
MISERICÓRDIA!!!!!! 



 Lateral de um dos imensos edifícios que ficam em frente à Igreja da Misericórdia. Até os anos 70 nestes prédios trabalhavam inúmeros alfaiates - eu tinha um lá, Seu Nivaldo, nos tempos em que eu ainda comprava fazendas e "mandava" fazer as minhas calças. Com dia de provas e tudo... Hoje, acho que não há nenhum mais. Alfaiate, uma profissão que praticamente acabou.
Diálogo impossível:
-Meu filho, o que você quer fazer quando crescer?
-Quero ser alfaiate!




 Laterais dos edifícios, Themis, o Excelsior ou o Churchil e o da ABI.

 Casarão maravilhoso e super restaurado na esquina da rua 28 de Setembro e dando para o Viaduto da Sé.


 Excelsior ou Churchil??? Dúvida cruel kkkkkkkkk


 Fundos do edifício Themis onde, há muito tempo, havia uma IMENSA loja de discos, LPs. Hoje não existe mais LPs. Ainda resta o Themis, onde fica A Jomira.



 Lateral da Igreja da Misericórdia. 

 Portugal, pois não...


 Palácio Rio Branco, eclético bolo de noiva confeitado com todos os adornos de fachada do mundo.

 Prefeitura.


 O paredão de edifícios onde "outrora" em cada sala havia um alfaiate.


 Antiga Casa Moreira de antiguidades. Funcionou durante anos, anos e, de repente, fechou. 
Parece que vivo em outra cidade que não a que sempre vivi. Onde estou? Onde está a Casa Moreira? Salvador? Onde?

 Ladeira da Praça e escada que dá na Casa dos Sete Candeeiros.

 Ladeira da Praça e rua lateral-ladeira que vai dar no Terreiro de Jesus. Ao fundo a Igreja de São Francisco.

 Ladeira da Praça, final da rua Rui Barbosa, a rua dos antiquários maravilhosos de Salvador.

 Ladeira da Praça. Adoro o nome deste prédio: Maestro Wanderley.



Saboaria São Gonçalo.

 Fogo, fogo! Sede do Corpo de Bombeiros da cidade. Durante a festa de Santa Bárbara é servido um grande caruru - pra quem chegar! - no pátio do edifício.

 Rua J.J. Seabra - Baixa dos Sapateiros. E bandeirolas tardias.


 Casas superbonitas - a parte de cima - embaixo vão de loja comercial.




 Bequinho na J.J.Seabra que vai dar na rua Rui Barbosa.

 Avenida de casas na J.J. Seabra.




 De volta à Barroquinha.

 Ao casarão e à faiança portuguesa a brilhar, a brilhar...ainda e até quando???

Barroquinha local de supermovimento e hoje um paradeiro só. Inacreditável como este lugar de comércio popular mudou. Em nada lembra o que já foi. Barroquinha, largo fantasma e o centrão de Salvador - que vou tão pouco hoje, mas já fui muito pois tudo era, funcionava lá, não reconheço mais, ainda vejo beleza, mas a tristeza é maior.
Xá queto!

Santa Rita . Medalha





segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Estive em Aparecida!


Quadrinho de louça comercializado na cidade de Aparecida do Norte. Quem esteve lá, voltou com  este comprovante de fé, devoção e, também, é claro, já pensando na decoração da casa, colocar o lindo quadrinho em cima de um móvel, enfeitando uma estante de livros etc. 
Sempre com um paninho vistosinho por baixo, pra dar um realce.



sábado, 25 de agosto de 2018

Sombras Globerama






A  má impressão ou a impressão ainda numa fase analógica, feita ainda com o uso de chapas e clichês, de clichês à partir de fotos de desenhos e também de pinturas e as tintas, ao final do processo, jogadas sobre papel poroso, resultavam em  imagens/sombras imprecisas, como estas que estão em um dos livros da Globerama, Tesouro de Conhecimentos Ilustrado, ed. 1963.
Acho muito bonitas essas imagens que aqui estão - lembram pinturas rupestres - e que representam uma fase ainda de desenvolvimento da produção em cores das antigas gráficas na "idade da pedra" da impressão. Muitas das imagens podemos nos perguntar - o que será isto, pelo amor de deus? - mas, o que resultou da impressão, a mancha, a sombra, o imperfeito, o"quase bom", é que é ótimo.
 

São Bartolomeu . 24 de Agosto


Imagem da sacristia da igreja de Nosso Senhor Bom Deus dos Aflitos, Salvador.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Passeio Antiguinho . A Jomira


 Dia desses fui à Praça da Sé, entrei na galeria do Edifício Themis e fui na Jomira, loja que é tradicional aqui na cidade no ramo de apetrechos para bijouterias. 
Me lembro que quando se queria fazer bijouterias e nas vésperas do carnaval, todos corriam à Jomira para comprar a sua conta, canutilhos, miçangas, correntes, plumas, paetês, lantejoulas e etc. etc. e, para quem era ou é do candomblé, os apetrechos e objetos da religião se encontravam e se encontram sempre lá. 
Amei ter voltado ali e de ter conversado com a dona, super simpática, que me disse ter a loja quase 60 anos de funcionamento.
Lembrei a ela que há muitos anos, foi ali que comprei contas lindas de vidro negro para uma coroa de Santa Rita - pequeno terço - e que ela mesma havia montado para mim. Ela não lembrou, mas, como lembraria, se a loja atende a deus e o mundo há quase 60 anos!? São tantos os fregueses que já passaram por lá e, eu, fui mais um que comprou coisas do seu maravilhoso estoque.
Fiz essas fotos e dá pra ver que a loja possui balcões ainda de época de madeira e envidraçados, prateleiras também de vidro, vitrines antigas, enfim, a Jomira, é uma daquelas lojas que resistiram ao tempo e a dona, super simpática, continua lá atendendo a todos com uma educação e gentileza típicas daqueles antigos comerciantes que, antes de querer vender as mercadorias, eram super simpáticos com os fregueses, atenciosos, atendiam com cortesia e se tornavam queridos.
A Jomira é a cara de Salvador, loja encravada em um antigo edifício e que ainda se mantém, pois não foi tragada pelas grandes redes e continua prestando serviços àqueles que querem se enfeitar e adquirir objetos de culto do candomblé.
Tudo bem tranquilo, bem calmo e sem agonias: antes de comprar bate-se um papinho legal.












 Adorei esse objeto do culto de Yemanjá.







O acrílico da loja eu adoro!!! A baiana toda paramentada e com contas da Jomira.


domingo, 19 de agosto de 2018

Nossa Senhora da Boa Morte

A foto deslumbrante é de Marcelo Bruzzi que teve a sorte, a "graça" e a sensibilidade de captar este instante mágico de devoção à Nossa Senhora da Boa Morte em uma igreja de São Gonçalo do Campos, cidade do interior da Bahia e que eu não sabia que havia a devoção também, pois, geralmente, ela é associada à cidade de Cachoeira.
Sei que havia uma devoção à Nossa Senhora da Boa Morte muito antiga em Maragogipe, outra cidade do Recôncavo, mas parece que não existe mais. Aqui em Salvador há uma bela imagem de Nossa Senhora da Boa Morte na Igreja de São Domingos, imagem essa que saía às ruas no dia em que se comemora a Morte e Assunção de Nossa Senhora, a Nossa Senhora da Glória.
Achei a foto do Facebook de um amigo e fui à página do fotógrafo Marcelo Bruzzi e, lá, tem fotos sensacionais feitas no Recôncavo baiano e em outros lugares. Esta, com a fiel ricamente vestida e adornada, impecavelmente em branco trabalhado em bordado inglês é uma LOUCURA!!!!
 Nossa Senhora da Boa Morte acontece no dia 15 de agosto e este ano, como sempre, a cerimônia/festa/procissão foi linda em Cachoeira. E que assim permaneça por muitos anos.
Nesta foto de Marcelo Bruzzi é a verdadeira Bahia que se apresenta: sincrética, mística, misteriosa.

sábado, 18 de agosto de 2018

Vida Nova




Vida Nova!!! Com Figatil, evidentemente. Sem ele, menos vigor e alegria. E como estão alegres e satisfeitos o casalzinho do desenho, não é mesmo? E a causa? O  motivo? O Figatil, é claro! 
Líquido, em grânulos ou em drágeas - a escolher - o Figatil adapta-se a todos os gostos e idades. Eu prefiro em grânulos, são mais práticos, modernos e, nessa vida agitada que levamos, indo pra lá e pra cá, podemos tomá-los até dentro do buzu.
Querem vida nova? Pois tomem Figatil! 
Esta gracinha de ilustração está no Almanaque Renascim de 1969. Esses antigos almanaques têm pérolas, ilustrações sensacionais e bem populares, com legendas e textos magníficos e os nomes dos remédios da época são de morrer de rir.
Vou explorar bem o meu Almanaque Renascim. Essas publicações que caem nas  minhas mãos, antiguinhas, cafoninhas, dão vida nova para mim e para o blog.
Como o simples era tão mais bonito!

"Buscar um mundo novo, vida nova..."