Dia desses fui à Praça da Sé, entrei na galeria do Edifício Themis e fui na Jomira, loja que é tradicional aqui na cidade no ramo de apetrechos para bijouterias.
Me lembro que quando se queria fazer bijouterias e nas vésperas do carnaval, todos corriam à Jomira para comprar a sua conta, canutilhos, miçangas, correntes, plumas, paetês, lantejoulas e etc. etc. e, para quem era ou é do candomblé, os apetrechos e objetos da religião se encontravam e se encontram sempre lá.
Amei ter voltado ali e de ter conversado com a dona, super simpática, que me disse ter a loja quase 60 anos de funcionamento.
Lembrei a ela que há muitos anos, foi ali que comprei contas lindas de vidro negro para uma coroa de Santa Rita - pequeno terço - e que ela mesma havia montado para mim. Ela não lembrou, mas, como lembraria, se a loja atende a deus e o mundo há quase 60 anos!? São tantos os fregueses que já passaram por lá e, eu, fui mais um que comprou coisas do seu maravilhoso estoque.
Fiz essas fotos e dá pra ver que a loja possui balcões ainda de época de madeira e envidraçados, prateleiras também de vidro, vitrines antigas, enfim, a Jomira, é uma daquelas lojas que resistiram ao tempo e a dona, super simpática, continua lá atendendo a todos com uma educação e gentileza típicas daqueles antigos comerciantes que, antes de querer vender as mercadorias, eram super simpáticos com os fregueses, atenciosos, atendiam com cortesia e se tornavam queridos.
A Jomira é a cara de Salvador, loja encravada em um antigo edifício e que ainda se mantém, pois não foi tragada pelas grandes redes e continua prestando serviços àqueles que querem se enfeitar e adquirir objetos de culto do candomblé.
Tudo bem tranquilo, bem calmo e sem agonias: antes de comprar bate-se um papinho legal.
Adorei esse objeto do culto de Yemanjá.
O acrílico da loja eu adoro!!! A baiana toda paramentada e com contas da Jomira.
A foto deslumbrante é de Marcelo Bruzzi que teve a sorte, a "graça" e a sensibilidade de captar este instante mágico de devoção à Nossa Senhora da Boa Morte em uma igreja de São Gonçalo do Campos, cidade do interior da Bahia e que eu não sabia que havia a devoção também, pois, geralmente, ela é associada à cidade de Cachoeira.
Sei que havia uma devoção à Nossa Senhora da Boa Morte muito antiga em Maragogipe, outra cidade do Recôncavo, mas parece que não existe mais. Aqui em Salvador há uma bela imagem de Nossa Senhora da Boa Morte na Igreja de São Domingos, imagem essa que saía às ruas no dia em que se comemora a Morte e Assunção de Nossa Senhora, a Nossa Senhora da Glória.
Achei a foto do Facebook de um amigo e fui à página do fotógrafo Marcelo Bruzzi e, lá, tem fotos sensacionais feitas no Recôncavo baiano e em outros lugares. Esta, com a fiel ricamente vestida e adornada, impecavelmente em branco trabalhado em bordado inglês é uma LOUCURA!!!!
Nossa Senhora da Boa Morte acontece no dia 15 de agosto e este ano, como sempre, a cerimônia/festa/procissão foi linda em Cachoeira. E que assim permaneça por muitos anos.
Nesta foto de Marcelo Bruzzi é a verdadeira Bahia que se apresenta: sincrética, mística, misteriosa.
Vida Nova!!! Com Figatil, evidentemente. Sem ele, menos vigor e alegria. E como estão alegres e satisfeitos o casalzinho do desenho, não é mesmo? E a causa? O motivo? O Figatil, é claro!
Líquido, em grânulos ou em drágeas - a escolher - o Figatil adapta-se a todos os gostos e idades. Eu prefiro em grânulos, são mais práticos, modernos e, nessa vida agitada que levamos, indo pra lá e pra cá, podemos tomá-los até dentro do buzu.
Querem vida nova? Pois tomem Figatil!
Esta gracinha de ilustração está no Almanaque Renascim de 1969. Esses antigos almanaques têm pérolas, ilustrações sensacionais e bem populares, com legendas e textos magníficos e os nomes dos remédios da época são de morrer de rir.
Vou explorar bem o meu Almanaque Renascim. Essas publicações que caem nas minhas mãos, antiguinhas, cafoninhas, dão vida nova para mim e para o blog.
Como o simples era tão mais bonito!
"Buscar um mundo novo, vida nova..."
Anúncio nas páginas do Almanaque Renascim de 1969.
Dia de São Roque, uma das muitas devoções que eu tenho e um dia de comemoração com procissão e festa muito bonita aqui em Salvador, Bahia.
Meu São Roque, rogai por nós!!!!
Foto do Correio da Bahia de 16.08.2018.
Dona Evinha Monteiro de Carvalho, uma das grandes damas da antiga alta sociedade carioca. Foto de agosto de 1984, coluna de Hildegard Angel, jornal O Globo.
Ai, como eu adorava aquela coluna social e as mulheres e homens elegantes que sempre pintavam por lá. Por esse motivo, tratei de guardar aquelas gazetas antigas e agora estou aproveitando tudo aqui no blog.
Desenhos da Globerama, Tesouro de Conhecimentos Ilustrado, edição de 1963.
Matéria de 2010 da revista Muito do jornal A Tarde que guardei esses anos todos só por esta entrevista dada pela professora Zilda Paim da cidade de Santo Amaro da Purificação, uma mulher incrível que, infelizmente, não conheci - quando eu li na época a entrevista me deu vontade de pegar um buzu e ir até Santo Amaro pra ter um dedo de prosa com ela - mas, não fui. Fiquei aqui em Salvador e fiquei com esta entrevista na minha memória, como hoje ela deve estar na memória - espero! - do povo e da cidade pela qual tanto se dedicou e trabalhou.
A entrevista é de dezembro de 2010 realizada por Marcos Dias e tem fotos de Fernando Vivas.
Para quem não conhece, nunca ouviu falar e nada sabe da dona Zilda vai se encantar e se espantar com a inteligência, a memória, a lucidez desta senhora que, nesta época, estava com já seus 91 anos. Outra coisa que amei foi o lado artista plástica que ela era também. O quadrinho que detalhei acima é uma maravilha, uma pintura ingênua que é um auto retrato da dona Zilda Paim uma mulher multi.
Vamos lá!?
Photo antiga, presente de uma amiga. Atrás tem escrito F. Garcia.
?????
Feito em palhinha indiana e tiras/lascas finas de bambu e com fecho muito charmoso de ferro forjado, este bauzinho, que deveria ser um porta joias, é um primor de bem feito.
Na parte de cima me parece que havia um enfeite - ou marca da fábrica - talvez de ferro, mesmo material do fecho, mas não existe mais.
Não consegui identificar a procedência do baú, se indiana, chinesa, não sei, mas ele é de fabricação artesanal e trabalhado por mãos pacientes que construíram este bauzinho perfeito e super requintado.
Furinhos que deveriam ser de um enfeite ou marca de fábrica. Para dar uma disfarçar coloquei umas tachinhas antigas nos lugares.
Hoje, 8 de agosto é o Dia Internacional do Gato.
17 de fevereiro é o Dia Mundial do Gato.
4 de junho, Dia de Abraçar seu Gato.
29 de outubro, Dia Nacional do Gato, (EUA).
17 de novembro, Dia nacional do Gato Preto, (EUA)
Copiei essas datas pra tentar me lembrar sempre delas, se bem que, para mim, todos os dias são dos gatos, apesar de não criá-los e nem de tê-los vivendo comigo há mais de 30 anos.
Quando morreram os últimos que tive, resolvi não sofrer mais com a separação e aí fui dando um tempo, tempo, tempo esse que se estendeu por uma vida já.
Ainda quero criar gatos, mas, hoje, minha casa está tão cheia de objetos e de coisas que conservo com tanto cuidado que se eu tivesse com um gato e ele quebrasse alguma coisa...gato é artreiro...não sei o que faria...o gato me poria em uma situação de risco kkkk eu poderia virar uma fera kkkk
-Meu deus, minha travessa Copeland do XIX!!!!!
-Meu santo do XVIII!!!!
O gato não merece os meus achaques.
Bem, criando ou não criando gatos, eles continuam morando comigo, mas dentro de mim, entre eu e um gato existe uma relação estranha de atração, eu piro quando vejo um gato, se pudesse levaria todos para minha casa, sou louco por todos.
Desde menino que sempre tive gatos e quero encerrar a minha vida ao lado de um. Daqui há alguns anos me aposento e acho que essa será a minha vida dali para adiante: eu gato velho com meus gatos novos.
Tsuguharu Foujita.
Ano passado li Paris Boêmia de Dan Franck e relembrei de Foujita, o pintor modernista japonês/francês e que adorava gato. Ele tem mil desenhos e telas com o tema gato.
Foujita passou um tempo aqui no Brasil, nos anos 30, imagino as loucuras que ele deve ter feito por aqui...quantos telhados ele subiu miando...
Neste Dia Internacional do Gato, selecionei alguns gatos de Foujita do Google. Foujita me parece que é daquele tipo de pessoa que tem um gato embaixo da pele. É gato. Foi gato.
P.S. Três coisinhas para dizer:
1- Escrever sobre gatos e as datas comemorativas a ele dedicadas pode ficar parecendo, talvez, uma coisa boboca e associado àqueles gatinhos-lindinhos-peludinhos-de lacinho-de cartão postal-das antigas folhinhas de final de ano. Mas não é isso. É lembrar de todos os gatos, ricos e pobres. Dos favorecidos pela sorte e também dos abandonados, tripudiados. Lembrar dos maus tratos por que passam os gatos de rua, os sem dono, aqueles que são vítimas de perversidades de gente doida. É lembrar que, ainda, os gatos são associados a coisas ruins, à superstições antigas e por isso perseguidos. Principalmente os gatos pretos.
2- Escrever sobre gatos me lembra de Carmen Mayrink Veiga, fascinada por eles e por eles lutou para que o gato brasileiro, de pelo curto, fosse reconhecido como uma raça e com pedigree.
Para aqueles que chamam o gato das ruas, das vielas, dos becos, das praças e casas desse Brasil, de pé duro e de vira-latas é melhor dobrar a língua. Eles são uma raça reconhecida internacionalmente. Todos eles têm valor e história. E Carmen colocou o seu prestígio nessa luta. E ganhou. E ganhamos nós e os nossos gatos.
3-Escrevi que tem 30 anos que não crio gatos. É verdade. Mas, durante quase 17 anos e meio, fui padrinho do gato de minha irmã, o Nicolau. Cuidei dele na alegria e na tristeza.
Ele se foi há dois anos.
Comprei há pouco tempo esta travessa Davenport com motivo floral, muito bonita, meio escurecida na parte interna, mas tudo bem. Gostei. O preço estava bom, comprei.
E já está na minha parede ao lado de outras travessas e pratos ingleses e brasileiros e todos eles azuis.
Adoro!! Minha irmã comprou um terreno e construiu uma casa onde tem pés, pés, pés de mangaba, uau! a melhor fruta do mundo!!! Dá sucos maravilhosos, sorvetes, geleia, doce, mousse, tudo delicioso. Hummmmm!!!
A mangaba é uma árvore silvestre, nasce em todo o litoral do norte e nordeste brasileiro e em terreno arenoso, mas, devido ao desmatamento e construção nessas áreas litorâneas de praia, a mangaba é hoje, uma árvore fadada a desaparecer, o que espero que não aconteça, porque não me imaginaria viver sem comer mangaba.
São servidos?????
Esses enfeites de louça simplesinhos que eram vendidos à rodo aqui no Brasil para enfeitar os tampos dos móveis e estantes - davam uma vida! - eram chamados, e não sei o porquê, de "calungas de louça". Talvez por se proliferarem loucamente qual os ratos - e nas fábricas de louça também - e se espalhavam qual praga para os lares "remediados" do Brasil.
Ficavam bonitinhos na decoração e sempre com um paninho de crochê ou bordado que o valha servindo de repouso elegante. Esse gatinho ainda tem um charme, reparem nos olhinhos, focinho e patinhas, tudo feito com um simples tracinho. Animal minimal, tem o mínimo necessário para a sua identificação, além da forma.
Esse gatinho deve ser dos anos 70, 80...
O "paninho" de crochê bem velhinho foi da minha vó materna e me foi enviado por que uma tia do Rio porque ela sabe que eu gosto de "coisa velha". É um"paninho" simples, mas com um ponto bastante bonito. E a "cor de velho" e os rasgos estão ótimos, no ponto. Um trapo magnífico.
Domingo, dia de gatinho.