Feito em palhinha indiana e tiras/lascas finas de bambu e com fecho muito charmoso de ferro forjado, este bauzinho, que deveria ser um porta joias, é um primor de bem feito.
Na parte de cima me parece que havia um enfeite - ou marca da fábrica - talvez de ferro, mesmo material do fecho, mas não existe mais.
Não consegui identificar a procedência do baú, se indiana, chinesa, não sei, mas ele é de fabricação artesanal e trabalhado por mãos pacientes que construíram este bauzinho perfeito e super requintado.
Furinhos que deveriam ser de um enfeite ou marca de fábrica. Para dar uma disfarçar coloquei umas tachinhas antigas nos lugares.
Hoje, 8 de agosto é o Dia Internacional do Gato.
17 de fevereiro é o Dia Mundial do Gato.
4 de junho, Dia de Abraçar seu Gato.
29 de outubro, Dia Nacional do Gato, (EUA).
17 de novembro, Dia nacional do Gato Preto, (EUA)
Copiei essas datas pra tentar me lembrar sempre delas, se bem que, para mim, todos os dias são dos gatos, apesar de não criá-los e nem de tê-los vivendo comigo há mais de 30 anos.
Quando morreram os últimos que tive, resolvi não sofrer mais com a separação e aí fui dando um tempo, tempo, tempo esse que se estendeu por uma vida já.
Ainda quero criar gatos, mas, hoje, minha casa está tão cheia de objetos e de coisas que conservo com tanto cuidado que se eu tivesse com um gato e ele quebrasse alguma coisa...gato é artreiro...não sei o que faria...o gato me poria em uma situação de risco kkkk eu poderia virar uma fera kkkk
-Meu deus, minha travessa Copeland do XIX!!!!!
-Meu santo do XVIII!!!!
O gato não merece os meus achaques.
Bem, criando ou não criando gatos, eles continuam morando comigo, mas dentro de mim, entre eu e um gato existe uma relação estranha de atração, eu piro quando vejo um gato, se pudesse levaria todos para minha casa, sou louco por todos.
Desde menino que sempre tive gatos e quero encerrar a minha vida ao lado de um. Daqui há alguns anos me aposento e acho que essa será a minha vida dali para adiante: eu gato velho com meus gatos novos.
Tsuguharu Foujita.
Ano passado li Paris Boêmia de Dan Franck e relembrei de Foujita, o pintor modernista japonês/francês e que adorava gato. Ele tem mil desenhos e telas com o tema gato.
Foujita passou um tempo aqui no Brasil, nos anos 30, imagino as loucuras que ele deve ter feito por aqui...quantos telhados ele subiu miando...
Neste Dia Internacional do Gato, selecionei alguns gatos de Foujita do Google. Foujita me parece que é daquele tipo de pessoa que tem um gato embaixo da pele. É gato. Foi gato.
P.S. Três coisinhas para dizer:
1- Escrever sobre gatos e as datas comemorativas a ele dedicadas pode ficar parecendo, talvez, uma coisa boboca e associado àqueles gatinhos-lindinhos-peludinhos-de lacinho-de cartão postal-das antigas folhinhas de final de ano. Mas não é isso. É lembrar de todos os gatos, ricos e pobres. Dos favorecidos pela sorte e também dos abandonados, tripudiados. Lembrar dos maus tratos por que passam os gatos de rua, os sem dono, aqueles que são vítimas de perversidades de gente doida. É lembrar que, ainda, os gatos são associados a coisas ruins, à superstições antigas e por isso perseguidos. Principalmente os gatos pretos.
2- Escrever sobre gatos me lembra de Carmen Mayrink Veiga, fascinada por eles e por eles lutou para que o gato brasileiro, de pelo curto, fosse reconhecido como uma raça e com pedigree.
Para aqueles que chamam o gato das ruas, das vielas, dos becos, das praças e casas desse Brasil, de pé duro e de vira-latas é melhor dobrar a língua. Eles são uma raça reconhecida internacionalmente. Todos eles têm valor e história. E Carmen colocou o seu prestígio nessa luta. E ganhou. E ganhamos nós e os nossos gatos.
3-Escrevi que tem 30 anos que não crio gatos. É verdade. Mas, durante quase 17 anos e meio, fui padrinho do gato de minha irmã, o Nicolau. Cuidei dele na alegria e na tristeza.
Ele se foi há dois anos.
Comprei há pouco tempo esta travessa Davenport com motivo floral, muito bonita, meio escurecida na parte interna, mas tudo bem. Gostei. O preço estava bom, comprei.
E já está na minha parede ao lado de outras travessas e pratos ingleses e brasileiros e todos eles azuis.
Adoro!! Minha irmã comprou um terreno e construiu uma casa onde tem pés, pés, pés de mangaba, uau! a melhor fruta do mundo!!! Dá sucos maravilhosos, sorvetes, geleia, doce, mousse, tudo delicioso. Hummmmm!!!
A mangaba é uma árvore silvestre, nasce em todo o litoral do norte e nordeste brasileiro e em terreno arenoso, mas, devido ao desmatamento e construção nessas áreas litorâneas de praia, a mangaba é hoje, uma árvore fadada a desaparecer, o que espero que não aconteça, porque não me imaginaria viver sem comer mangaba.
São servidos?????
Esses enfeites de louça simplesinhos que eram vendidos à rodo aqui no Brasil para enfeitar os tampos dos móveis e estantes - davam uma vida! - eram chamados, e não sei o porquê, de "calungas de louça". Talvez por se proliferarem loucamente qual os ratos - e nas fábricas de louça também - e se espalhavam qual praga para os lares "remediados" do Brasil.
Ficavam bonitinhos na decoração e sempre com um paninho de crochê ou bordado que o valha servindo de repouso elegante. Esse gatinho ainda tem um charme, reparem nos olhinhos, focinho e patinhas, tudo feito com um simples tracinho. Animal minimal, tem o mínimo necessário para a sua identificação, além da forma.
Esse gatinho deve ser dos anos 70, 80...
O "paninho" de crochê bem velhinho foi da minha vó materna e me foi enviado por que uma tia do Rio porque ela sabe que eu gosto de "coisa velha". É um"paninho" simples, mas com um ponto bastante bonito. E a "cor de velho" e os rasgos estão ótimos, no ponto. Um trapo magnífico.
Domingo, dia de gatinho.
Pra mim, fã de Nara, a melhor notícia foi saber que neste paupérrimo ano de 2018 - não só na música brasileira - do lançamento de discos - 4 - com gravações inéditas de Nara feitas a partir de shows ao vivo da cantora dos anos 60 até 80. Uma surpresa ótima, porque não supunha que fossem lançar algo assim (!) e eu achava que não houvesse áudios de shows feitos por Nara porque ela sempre fez discos de estúdio.
Tenho todos os discos de Nara gravados por ela quando ainda vivia e todos os lançados que fizeram após a sua morte. Ao vivo tenho uns dois discos de participações de Nara em shows no Teatro Paramount de São Paulo, o 5 na Bossa, o show do Phono 73 e o disco 20 Anos de Bossa de 1978.
Espero que o baú de Nara não esteja vazio e achem mais coisas gravadas por ela, mais pérolas guardadas.
A foto que coloquei aqui é dos meus antigos álbuns de artistas, Nara, linda, e com aquela blusa de gola rolê prata que ela usou cantando A Banda.
Que bom que Nara Leão está de novo por aí!
Mais uma das ilustrações malucas e maravilhosas da Globerama - Tesouro de Conhecimentos Ilustrado -. Um disco, um braço de um pick up. Só isso, simples, exato desenho.
Agora é só escutar a música.
A linda Tonia e a elegante d. Gilda Sarmanho em foto de agosto de 1984, coluna de Hildegard Angel, O Globo.
Brasília em "calunga de louça", em souvenir, lembrancinha que era comprada para dizer e comprovar, depois, que alguém havia estado na capital do Brasil. Esses enfeites, este é do tipo quadrinho, eram para ficar nos móveis, nas estantes, enfeitando. Para dar um realce a mais, colocava-se um paninho por baixo deles de crochê ou bordadinho... dava mais vida ao enfeite. A classe média, a média média e a baixa adoravam esses enfeites trunfos - eu viajei!
Hoje esses objetos que acho bonitinhos, pois adoro uma cafonice, são descartados e jogados fora e quando eu os encontro por aí, trato logo de comprar. Tenho vários que vou guardando, entulhando, até que depois me descarto também, mas dou para uma pessoa que gosta do kitsch como eu.
Este quadrinho Brasília é da Porcelanarte - Paraná, fábrica que fez algumas coisas interessantes em louça nos anos 60. No site Porcelana Brasil de Fábio de Carvalho tem imagens da produção em louça utilitária da antiga da fábrica, mas, para o meu gosto, são enfeitadas demais, pomposas, com dourados demais, excessos decorativos para aparentar uma louça refinada, aristocrática. Não gosto.
Da Porcelanarte, fico com algumas coisas e com os "calungas de louça" que amo e me fazem rir...há coqueiros em Brasília, em frente ao Palácio do Planalto?? KKKK
O paninho em crochê era dos guardados de minha avó materna.
Vasculhando o meu arquivo de imagens, fotos que já escaneei dos meus antigos álbuns de artistas, vejo esta fotinha azulada de Tereza Rachel, uma atriz impecável e, dizendo isto, poupo-me de listar outros adjetivos que seriam desnecessários, coadjuvantes. Thereza era estrela. Papel pequeno - o que seria isto? - tirava de letra e se tornava o principal. Protagonizava.
Um talento Thereza Rachel.
Um fenômeno no teatro - sua casa - na TV, no cinema... A Amante Muito Louca...qual outra atriz faria aquele papel? Nenhuma. Thereza Única.
Agora morta, quando vejo determinados papeis desempenhados por atrizes nas atuais novelas de TV, lembro logo de Thereza. Na novela Orgulho e Paixão - Globo, 2018 - por exemplo, fico imaginando que "banho" não daria Thereza Rachel fazendo a "Lady Margareth"...como ela tiraria sabor de cada palavra de um texto que é ótimo e, no entanto, desperdiçado.
Nathália do Valle - a "Lady Margareth" da novela das 7 - é ótima, gosto dela, mas não saboreia o texto, não sabe fazer isso, tirar partido das palavras. Ela diz o texto simplesmente, perde detalhes - deixa perder - escapulir o essencial, o visceral da personagem.
Não vejo a novela sempre porque trabalho no horário, mas, às vezes, quando vejo, ouço bifes de textos magníficos e esperdiçados, ditos numa ligeireza, num sem sabor, que não é típico da personagem má, da ardilosa, da pérfida.
Thereza viva e no pedaço, estrelaria Orgulho e Paixão. Roubaria as cenas. Se apropriaria do papel. Seria como sempre foi: preciosa. Uma atriz. Os sem talento, os fracos - ao lado - que se danassem! Thereza era vocação e talento genuínos e seria o "orgulho e paixão" deste país, infelizmente tão burro e de memória tão fraca. E de memória fraca até para os próprios atores que perderam a inspiração e as referências dentro da sua profissão. Thereza Rachel é uma fonte de inspiração e de atuação.
Palmas eternas para Thereza Rachel.
Mais um livro que compro pela capa, este tem uma mulher chiquérrima de estola fazendo uma consulta médica. Banal, bem banal o atendimento e banalíssimo o vestuário da criatura da ilustração. Amei.
Li umas coisinhas rapidinhas na orelha e contracapa do livro: o autor, Kerry Mitchell - nome ótimo - é especialista em textos envolvendo médicos, atendimentos médicos e tem inúmeros títulos com o tema. Este aqui - Decisão de Médico, de 1963 - trata de uma operação de mudança de sexo. Então, a chique que está no desenho da capa pode ser mesmo uma mulher querendo mudar de sexo ou um homem que já vivendo como mulher quer se tornar fisicamente uma.
Bem, mais eu não saberei porque não irei ler o livro.
O que me interessou foi a capa. A estola. A luva. A bolsa - carteira. O vestido. O decote. O penteado. O colar de voltas de pérolas. 4 voltas...
O sapato deveria ser ótimo, alto, é claro. Ela não iria, evidentemente, a uma consulta médica de saltos baixos.
É uma chique.
As duas receitas, o bolinho de acarajé e o molho são perfeitas, são as tradicionais, são também as mais simples e as que dão os melhores bolinhos. O acarajé não precisa de invenção, de inovação, é isto mesmo que está escrito e descrito. O molho é de arrasar de gostoso!
Ambas as receitas estão no livro de Ibrahim Sued, Aprenda a Receber - Etiqueta - Ed. Top Promoções e Publicidade com distribuição pela Ed. Record, 1977.
Dona Lúcia Peltier de Queiróz é senhora de tradicional família baiana - acho que já falecida - e ao passar esta receita para o amigo Ibrahim, passou o melhor, ou seja, a autêntica receita do acarajé e o fantástico molho que tradicionalmente o acompanha.
Todos sabem, mais vou repetir, o acarajé é uma comida do candomblé, é de origem africana e do orixá Iansã. Antes de fazer os bolinhos para vender as baianas de acarajé fazem pequenos bolinhos que são lançados à rua em frente ao tabuleiro em oferenda à Iansã e só depois disso é que elas começam a fazer os bolinhos maiores, as verdadeiras delícias para vender ao público.
Revista National Geographic. Anos 50. Tempo de anúncios super, super elegantes.
Como me faz bem ver essas antigas propagandas. Homens, mulheres elegantes, um mundo refinado que já acabou e ficou nas páginas de antigas revistas de papel amarelecido, muitas vezes puído, rasgado, tornado trapo, farrapo...do que restou, do que foi.
tempo tempo tempo tempo
Este desenho de mulher de silhueta tão elegante, limpa, portando uma mala e um guarda-chuva, tudo em cinza...muito bonito! Nas antigas propagandas um detalhe mínimo já me dão o recado. Não quero nem saber do que se trata, só o detalhe me fala, me preenche.
E enche o meu blog.
Comprei esse livro de Ibrahim Sued há algumas semanas por 2 reais em um sebo. Ibrahim não está em alta, etiqueta não está em alta, aliás tudo está em baixa no Brasil de 2018. Em alta mesmo neste mundo tão sem civilidade e sem educação - nem falo de etiqueta - está a rainha Elizabeth II, impávida aos 92 anos.
Os cães ladram e a Rainha passa.
Ademã que a Rainha vai em frente.
Tenho alguns livros de Ibrahim e esse - edição de 1977 - eu acho que já tive e me desfiz, não sei. Ao folhear relembrei. Se não tivesse o nome do dono e eu estaria comprando um livro que já havia me pertencido. Seria uma meta compra.
Amei a foto da Rainha Elizabeth recortada na capa, acho hilária essas fotos recortadas em fundo neutro.
Ibrahim naquele dia da recepção para a rainha - 1968 - deve ter entrado em transe quando se viu frente a frente com ela.
Deve ter dito pra si próprio: - "Cheguei lá! Ademã que eu vou em frente."
A Rainha Elizabeth II e o seu conhecido e famoso olhar aterrador. Ela devia estar sentindo o calor abominável dos trópicos.
E ainda ofereceram cafezinho brasileiro.
Quente.
O desenho da garotinha é assustador, apavorante! Menininha horrível!!!!
-Mamãe, eu não quero este bolo da menina medonha!
-E desde quando criança tem querer? Vai comer, sim! Mamãe "gastou os tubos" para fazer este Bolo Dourado e papai não está achando dinheiro pela rua.
-Buááá!!!!!
A propaganda do Fermento Royal - época em que a embalagem era de papelão - é de março de 1957 e está em uma...Seleções! Será que eu virei, bem fora de tempo, um representante da antiga revista? Será que virei um antigo mercador da revista que ia de porta em porta? Mascateio Seleções, será? Ofereço à domicílio a Seleções para que toda família a leiam juntinho no aconchego do dictoso lar??? Será que estou tendo bons ganhos?
Na verdade sempre odiei a Seleções que era uma revista para adultos, para o papai e para a mamãe, com suas matérias e artigos caretérrimos, longos... mas as propagandas e os desenhos, as ilustrações, as capas, eram muito legais. Hoje eu adoro, redescobri, e gasto meu dinheirinho com as velhas revistas quando as encontro pelos sebos ou deitadas no meio da rua como se fossem lixo. Viraram luxo para mim.
Bem, odiei o desenho da menina, mas gostei da receita do Bolo Dourado dos anos dourados repousando sobre um lindo e singelo prato para bolos de louça brasileira, com certeza...Um prato para bolos da Mauá, da Matarazzo, da Adelinas ou de outra marca entre as muitas de ótima qualidade que havia aqui no Brasil.