domingo, 14 de janeiro de 2018

Desenho de Yvete Ko Motomura


 Há meses encontrei em um sebo, dentro daquelas caixas onde ficam os livros em promoção, os mais baratos, aqueles best sellers apavorantes, o refugo do refugo, aqueles que ninguém quer, este livro que me chamou a atenção pela capa que, gostei, mas, não comprei. É tanta coisa que já tenho...mas fiquei com ele na cabeça, ou melhor, com a capa. 
Voltando ao mesmo sebo e, na mesma caixa de "dejetos", do quase lixo, o "Vidas Falsas" continuava lá e a capa me pedia para vir comigo. Comprei e aqui está ela.
É um desenho lindo e moderno, o fundo preto e o vermelho dramático e forte contrastando com os traços delicados dos rostos e perfis. Coisa boa! Desenho classudo.
Fui ao Google saber sobre Yvete Ko Motomura e a única coisa que achei sobre ela é que foi uma ilustradora que trabalhou aqui no Brasil entre os anos 50 e 80 também como quadrinista e roteirista.
Esta edição do "Vidas Falsas" é de 1967.


sábado, 13 de janeiro de 2018

Colherzinhas do Café Papagaio





No final da década de 90 ou início de 2000 eu comprei uma colherzinha do Café Papagaio, mas esqueci do fato completamente, tanto que fiz as duas postagens sobre o café e não coloquei nenhuma foto delas, o que seria de se esperar pela raridade da peça. 
Esta semana me deu um flash de memória e me lembei dessa compra, me lembrei que um amigo meu tinha ido lá em casa, eu mostrei a colher e morremos de rir e ele disse: - "só você mesmo, Jorge, pra achar essas coisas", e...kkkkkkkkk 
Me lembrei da da colher mas, onde estava???? Onde estaria????? Tenho tanta coisa velha...kkk .
São Longuinho, valha-me!!!
Procurei em duas caixas em que guardo apetrechos de cozinha que uso, mas não tanto. Não estava. Fui na estante/vitrine da sala onde guardo algumas colheres de prata em uma taça e não estava. Abri um armário da cozinha onde guardo xícaras, "xicrinhas" e mais colheres e, lá estava ela, aliás, elas, pois são duas colherzinhas, colherinhas, "culerzinhas" do Café Papagaio. Obrigado, São Longuinho!
Mas, o que fez que eu me lembrasse da tal colher foi um comentário de um visitante do blog. Abrindo a página para responder a um comentário dele, revi o anúncio postado e a mensagem que, quem comprasse 1 kg do café ganharia uma colher. Estalo!
E aí estão as duas. Uma está intacta, ninguém usou, ninguém mexeu com ela o saboroso Café Papagaio e, a outra, está desgastadinha na ponta, "sambada" e sem brilho, sinal de que foi usada à valer, mexeram bastante e foi lavada. Ótimo!!!



café papagaio
papagaio

Fui olhar uma lista telefônica de Salvador de 1975, procurei o Café Papagaio e não achei, nem no endereço da fábrica na rua Carlos Gomes e nem nas páginas amarelas, sinal que ele deixou de ser fabricado antes dessa data. 
As listas telefônicas são ótimas fontes de pesquisa, ali tem tudo o que funcionava e existia no comércio da cidade. Sem falar dos nomes completos dos assinantes, o que hoje seria um perigo!!!!






As colheres eram feitas de alumínio polido que, com o tempo, iam perdendo o brilho e se desgastavam com o uso, já que o material é frágil. Parece o que se chamava de "alumínio batido" feito com reaproveitamento do metal.
Essas do Papagaio eram fabricadas pela Radio, indústria que não consegui nenhuma informação por aí. Me lembro da Ricca, fábrica nacional e que fazia utensílios de cozinha variados de alumínio, mas eram de material bem melhor, bem duráveis e caros.
Me lembro que na feira de São Joaquim, se vendia muitos talheres de alumínio batido usado por pessoas mais pobres ou na cozinha. Eu tenho alguns antigos guardados, acho super interessantes.


É servido? É Papagaio!


Quando eu era menino as famílias se dividiam entre as que gostavam do Café Rio Branco, o América ou o Papagaio. Eu não lembro do preferido lá de casa.


Mas o que eu queria mesmo, era ver a embalagem do Café Papagaio feitas com folhas duplas de papel fino, colorida em tons de verde e amarelo - Brasil! - e com uma estampa linda de um papagaio no centro.


sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Festa do Bonfim 2017 . A Freira e a Baiana


 Este ano procurei nos jornais fotos desta freira super simpática que, nas festas do Bonfim, se confraterniza com as baianas que lá vão em romaria lavar as escadarias da igreja, mas não encontrei nenhuma imagem. Nenhum fotógrafo da imprensa local clicou este ano o encontro das duas, a católica e a baiana que pode ser católica e pode ser também do candomblé e, as duas, em comunhão, as duas unidas pela fé.
À noite no jornal das sete, quem eu vejo? As duas devotas e, a freira, respondendo a uma pergunta da repórter disse a frase lapidar, a mais verdadeira para os baianos: "Esta é a fé que nos representa".
Já postei dois encontros desta freira com as baianas na festa do Bonfim e essas postagens são das mais acessadas aqui no blog.
Eu ia escolher as fotos dentre as que eu fiz direto da tela do meu computador, mas, resolvi colocar todas as que fiz com suas pequenas variações.
Ano que vem se o Senhor Bom Jesus do Bonfim permitir quero tornar a postar este encontro de religiões, de carinho, de paz, de alegria e de amizade nesta festa que nos representa.















terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Gian Calvi . Desenho de Capa para O Outro Eu de Augusto dos Anjos


Livro comprado em sebo e que deve ser muito bom, apesar de ainda não ter lido. Um estudo biográfico e da obra do poeta único na literatura brasileira que foi Augusto dos Anjos. Mas, o meu interesse aqui, é o desenho de capa feito pelo ilustrador italiano e radicado no Brasil, Gian Calvi, 1936/2016, para esta edição de 1967 da José Olympio Editora do livro O Outro Eu de Augusto dos Anjos escrito por Ademar Vidal.


domingo, 7 de janeiro de 2018

Um Deus Menino


Ano passado, um vizinho me deu duas imagens que ele guardava há muito tempo e nunca tinha colocado em sua casa: um São Roque e este Deus Menino. Que presente! Quase dou um treco! Entrei em transe, êxtase místico, me tremi, quase me ajoelho para agradecer. Enlouqueci com o Deus Menino de 31 cm, escultura perfeita, lindo e bem preservado.
Fui a um marceneiro e encomendei um cubo de 7/7 de  vinhático para servir como base/peanha. Vi num antiquário da rua um monte/peanha, mas não queria fazer uma cena maior e nos conformes com o meu Deus Menino, queria ele assim, nu, em cima de um cubo simples que iria realçar a beleza da escultura.
Coloquei logo em minha sala - em local improvisado - porque queria passar sempre por ele e dar uma olhada e, Ele, é claro, me olhar também... Apaixonei-me pelo Menino Deus perdidamente.
Para evitar poeiras e outras coisinhas más, providenciei um vaso de vidro, desses que se usa para fazer arranjos de flores como proteção, pois as cúpulas e redomas deixaram de fabricar e, as que ainda são vendidas na praça, são mais caras que os santos que venham abrigar.
Deixei ele nuzinho dentro do vaso/cúpula/redoma em um local que, sei, ainda não é o definitivo, mas o queria à vista, bem à vista.
Ontem me lembrei que um amigo, Walter, tinha me dado há muitos anos, uma roupinha para um Deus Menino e que eu guardei em uma caixinha. Pois bem, a roupinha caiu como uma luva, parecia que tinha sido feita de encomenda para ele. Vesti, "compus" o Deus Menino e ficou ótimo! A roupinha está bem amarelada, o tecido manchado pelo tempo, mas é assim que eu gosto, talvez eu dê uma passadinha de ferro só para esticar o tecido e a renda, mas lavar, não. O bordado é lindo, bolinhas bordadas em ponto cheio e, outras, vazadas e contornadas com ponto simples, não o ajour.
É isto!
Passado um tempo, dei para o meu vizinho querido em retribuição, uma travessa inglesa com decoração de flores que eu  guardava há séculos e nunca soube onde colocar. Ele amou e arranjou logo um posto na parede do apartamento dele. E o Deus Menino, que ele não sabia como usar, acabou em minha companhia, em meu coração e em destaque na minha sala. 
E assim, tudo se ajeitou, as pedras rolaram e acharam os seus paradeiros.




Elegantérrimo! Será de Poiret a roupinha dele? Não, deve ser de uma prendada de mãos de fada e nascida na Bahia mesmo. As bolinhas vazadas ficam só na frente, as outras são cheias. E o bico rendado é francez, com certeza.












Por enquanto vou mantê-lo vestidinho. De vez em quando, deixarei nu. O que importa é que já está protegido pelo bendito vaso/redoma de vidro.




Abaixo, outros Deus Meninos que tenho aqui em casa - todos já postei aqui. O primeiro coloquei em uma madeira pregado com cola leve e coloquei na parede. Walter me deu a ideia de pintar a base de madeira em azul rei, colonial, mas preferi não mexer com tinta, vai que eu me arrependo e retirar tinta é um porre. Mas, ficaria bonito.


Os dois abaixo estão em uma estante/vitrine que, eu acho, será o local onde deverei colocar o meu novo Deus Menino. Mas, antes preciso apartar muitas velharias que ali já estão abrigadas.


sábado, 30 de dezembro de 2017

Saragossy


Atrás da receita do Bolo de Luar está essa propaganda natalina das camisas Saragossy que ÊLE deve ter adorado receber das mãos da Mamãe Noel.
-Querida, eu te amo verdadeiramente e, recebendo das tuas mãos uma autêntica Saragossy, só me resta pedir-te a tua mão. Aceitas, querida?
-Evidentemente que sim, querido! Estou positivamente emocionada e embevecida, acho que vou desfalecer!
Slaks, camisas, blusões, calças, paletós...o que não se faz, ou melhor, se fazia, para possuir um elegante traje-sport Saragossy!

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Bolo de Luar






Receita de revista guardada dentro de um caderno. Folha solta esperando o olhar de alguém que se disponha - ou já se dispuseram - a executá-la.
Receita de bolo simples, sem complicações e que deveria ser mais gostoso quando levado à mesa com o circunflexo
Causava olhos de festa nos convidados!
 Bolo de Luar. 
Será que nesse tempo de tanta violência, alguém comeria um bolo... ao luar???