domingo, 17 de setembro de 2017

Ilustrações da Globerama










Ilustrações na Enciclopédia Globerama - Tesouro de Conhecimentos Ilustrado, ed. 1962.
Adoro esses desenhos e as antigas impressões analógicas, com essas superposições de cores e que, em papel poroso, dão efeitos ótimos, antiguinhos, evidentemente, mas super modernos. Aliás, o capítulo dessas imagens é sobre ótica. Hoje é tudo com uma nitidez enjoada...
Gosto do difuso. 

Cinco Ilustrações de Renato Silva


Tia Mariquinhas e todas as plantas e todos animais em seu jardim. Harmônica.


Cantadores de viola. Cena antiga do Brasil antigo.


A professora, D. Nenén. KKKKKKK


Uma sessão no teatro e, abaixo, a velha Cecé. Adorei o capítulo A velha Cecé com o dedo em riste e dando suas boas lições e reprimendas. 
- Menino isto não se faz assim! 
- Menina, comporte-se!
-Isto são modos, meninos!
-Esta não foi a educação que lhes dei!
-Parem com esta algazarra!
-Vou por todos em castigo!


Os desenhos de Renato Silva, tão bonitos, estão no livro Cazuza de Viriato Corrêa em uma edição de 1992, 37 edição, com capa igual à original, aliás, o livro parece uma edição fac-similar, "iguar qui nem" à dos anos 20, acho, a década em que o livro foi lançado. O mais interessante é que este livro que comprei em minhas andanças, pertencia a uma aluna que estava matriculada em um conhecido colégio de Salvador em 1997! Viriato Corrêa na grade curricular de uma escola moderna. Salve!
Que bom que mantiveram o livro com seus textos educativos e exemplares, mas com as ilustrações originais. 
Não conhecia o livro, é claro que já tinha ouvido falar, mas nunca  li, nunca tive, nem lá em casa nunca vi.
Li alguns textos que contêm sempre um ensinamento, um fundo moral, uma mensagem de bom comportamento e... gostei! Não detectei preconceitos, nada desagradável a algum grupo.
Mas o que mais me encantou, e comprei o livro por isto, foram os desenhos com carinha de super antigos do ótimo Renato Silva, excelente ilustrador.
Que venham mais edições deste Cazuza. Se não leem mais, os "xóvens"pelo menos podem enxergar e apreciar os belos desenhos.

sábado, 16 de setembro de 2017

Rio de Janeiro no Pratinho




Hoje de manhã em um antiquário/brechó/tudo e mais um pouco/grande variedade de artigos/muito sortido e a preços de ocasião, achei este humilde pratinho em alumínio com pinturinha da paisagem do Rio de Janeiro - mais bela do mundo, pois não! - e imitando as mais antigas feitas com asas de borboletas.
Amo esta paisagem do Rio e amo estas lembranças, cafonas, kitschs, souvenirs da Cidade Maravilhosa que eram vendidos às pencas aos turistas de classe média que subiam o Corcovado e o Pão de Açúcar. Nas subidas, tome-lhe pratinhos e outras coisitas mais.
Eu, classe média, comprei hoje, o meu pratinho em uma loja que comercializa o tempo, o lixo que já foi de alguém.
E já botei o meu pratinho na parede da minha cozinha!  As visitas agora irão dizer: - Jorge já foi ao Rio!!!!
-Finíssimo!!! Que rapaz de gosto apurado!
Outras poderão dizer: - Que criatura cafona, meu deus! Péssimo, péssimo gosto!

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Passeio Antiguinho . O Caboclo e a Cabocla no Campo Grande . 2017


Fiz essas fotos com meu celular quando fui ao Campo Grande visitar o caboclo e a cabocla que, depois dos desfile do 2 de Julho, descansam por alguns dias na praça antes de voltar para a casa em que ficam abrigados/recolhidos no bairro de Pirajá.
Durante esse período no Campo Grande, pessoas ficam sentadas nos bancos em vigília e não arredam pé dali. Nota-se uma grande quantidade de pessoas com o mesmo tom de pele dos caboclos, aquele tom escuro, mistura de índio com negro, cabelos bonitos, cheios, negros e sedosos.
Além dessas pessoas em vigília em torno do barracão, a todo momento chega gente que fica em adoração às imagens, rezam, trazem flores, frutas e jogam moedas nos balaios. É lindo! Elas tocam com as mãos os carros, tocam os balaios, sempre em adoração. 
É uma fé muito grande que essas pessoas depositam nos caboclos, entidades que reverenciam como se fossem santos que têm poderes, fazem milagres e atendem aos pedidos.
Nem todo ano eu vou ver os caboclos, mas este ano fiz questão de ir, de vê-los em branco - uma novidade! - que achei bem legal. Fiz minhas orações, meus pedidos. 
Cumpri minha obrigação com os caboclos.








 


 

domingo, 10 de setembro de 2017

Cadeirinha de Arruar


"A noite vai alta..."


Trecho do livro A Marquesa de Santos de Carlos Maul, capa abaixo. Neste pequeno texto vemos como era o costume do uso da cadeirinha, a descrição dos escravos negros da época que suportavam nos ombros o peso dos mais abastados quando se deslocavam nas ruas. Aqui, a  mais abastada, era a Marquesa de Santos, Domitila de Castro do Canto e Melo, indo para encontro fortuito com D. Pedro I.




 Em São Paulo, fevereiro deste ano fiz essas fotos da cadeirinha de arruar, a liteira que é do acervo do magnífico Museu Afro Brasil.















Fotos Google.




Foto de livro de Carlos Maul, A Marquesa de Santos.

Agildo Ribeiro


Adoro Agildo Ribeiro. Tem . Tinha Chico. E tem outros também, aliás, bons comediantes nunca faltaram no Brasil. Mas, Agildo é engraçado demais!!! Assisti Agildo uma vez só, aqui em Salvador no início dos anos 80 com show ao lado de Rogéria. Eu e toda a plateia nos contorcíamos de rir.
Agildo é tipo Dercy Gonçalves, naturalmente engraçado.
Este anúncio é de O Globo, 1985.



E essa entrevista que ele deu em Jô Soares foi hilária, eu assisti na época e, adorei saber que alguém colocou no Youtube. se acaba de rir! Engraçado também é ver as reações de diante da história absurda da "vendedora de enciclopédia". KKKKK.
Agildo é o máximo!

sábado, 9 de setembro de 2017

Passeio Antiguinho . Lar Franciscano Santa Isabel . Baixa dos Sapateiros


Ontem pela manhã, andando pela Baixa dos Sapateiros - amo, adoro -, dei de cara com o Lar Franciscano que, agora, sem o grande muro que havia escondendo a fachada, se oferece à vista dos passantes em seu esplendor século XIX, mistura de estilos, cores, adereços de fachada, estuques, balaustradas mil, 500 mil escadarias - ai, minhas pernas, minhas varizas! Me segure, minha filha, senão eu vou cair! -,  imitações de colunas, gradis, setecentas portas e janelas, enfim, tudo o que havia na época para deixar um prédio nos trinques e imponente, dominando a vista de quem passava pela Baixa dos Sapateiros... Um bolo de noiva autêntico de Dolores Botafogo!
Amo este prédio! Mas nunca fui lá, a entrada é pela Saúde, acho, e eu nunca passo por ali...só se um dia eu me decretar para visitá-lo. Será?? Espero que sim. Espero que um dia eu me dê este tempo, tempo que nunca sobra.
Mas, fiz estas fotos ontem de celular, sem esmero, só pensando em registrar o tamanho colossal da construção, agora facilitado pelo gradil que colocaram na frente. E ele está bem bonito, sempre de amarelinho, agora mais vivo e com seus detalhes em glace branca...será que usaram o bico pitanga? o perlê? Será que foi Dolores quem fez a armação do bolo e comprou os apetrechos ali mesmo, na Baixa, em A Campana????
É possível.
Fazendo este post me lembrei de Heraldo
Ele ia amar. 
Me ligar. 
E dar risadas. 
Muitas risadas.
E salve Santa Isabel.