terça-feira, 12 de setembro de 2017

Passeio Antiguinho . O Caboclo e a Cabocla no Campo Grande . 2017


Fiz essas fotos com meu celular quando fui ao Campo Grande visitar o caboclo e a cabocla que, depois dos desfile do 2 de Julho, descansam por alguns dias na praça antes de voltar para a casa em que ficam abrigados/recolhidos no bairro de Pirajá.
Durante esse período no Campo Grande, pessoas ficam sentadas nos bancos em vigília e não arredam pé dali. Nota-se uma grande quantidade de pessoas com o mesmo tom de pele dos caboclos, aquele tom escuro, mistura de índio com negro, cabelos bonitos, cheios, negros e sedosos.
Além dessas pessoas em vigília em torno do barracão, a todo momento chega gente que fica em adoração às imagens, rezam, trazem flores, frutas e jogam moedas nos balaios. É lindo! Elas tocam com as mãos os carros, tocam os balaios, sempre em adoração. 
É uma fé muito grande que essas pessoas depositam nos caboclos, entidades que reverenciam como se fossem santos que têm poderes, fazem milagres e atendem aos pedidos.
Nem todo ano eu vou ver os caboclos, mas este ano fiz questão de ir, de vê-los em branco - uma novidade! - que achei bem legal. Fiz minhas orações, meus pedidos. 
Cumpri minha obrigação com os caboclos.








 


 

domingo, 10 de setembro de 2017

Cadeirinha de Arruar


"A noite vai alta..."


Trecho do livro A Marquesa de Santos de Carlos Maul, capa abaixo. Neste pequeno texto vemos como era o costume do uso da cadeirinha, a descrição dos escravos negros da época que suportavam nos ombros o peso dos mais abastados quando se deslocavam nas ruas. Aqui, a  mais abastada, era a Marquesa de Santos, Domitila de Castro do Canto e Melo, indo para encontro fortuito com D. Pedro I.




 Em São Paulo, fevereiro deste ano fiz essas fotos da cadeirinha de arruar, a liteira que é do acervo do magnífico Museu Afro Brasil.















Fotos Google.




Foto de livro de Carlos Maul, A Marquesa de Santos.

Agildo Ribeiro


Adoro Agildo Ribeiro. Tem . Tinha Chico. E tem outros também, aliás, bons comediantes nunca faltaram no Brasil. Mas, Agildo é engraçado demais!!! Assisti Agildo uma vez só, aqui em Salvador no início dos anos 80 com show ao lado de Rogéria. Eu e toda a plateia nos contorcíamos de rir.
Agildo é tipo Dercy Gonçalves, naturalmente engraçado.
Este anúncio é de O Globo, 1985.



E essa entrevista que ele deu em Jô Soares foi hilária, eu assisti na época e, adorei saber que alguém colocou no Youtube. se acaba de rir! Engraçado também é ver as reações de diante da história absurda da "vendedora de enciclopédia". KKKKK.
Agildo é o máximo!

sábado, 9 de setembro de 2017

Passeio Antiguinho . Lar Franciscano Santa Isabel . Baixa dos Sapateiros


Ontem pela manhã, andando pela Baixa dos Sapateiros - amo, adoro -, dei de cara com o Lar Franciscano que, agora, sem o grande muro que havia escondendo a fachada, se oferece à vista dos passantes em seu esplendor século XIX, mistura de estilos, cores, adereços de fachada, estuques, balaustradas mil, 500 mil escadarias - ai, minhas pernas, minhas varizas! Me segure, minha filha, senão eu vou cair! -,  imitações de colunas, gradis, setecentas portas e janelas, enfim, tudo o que havia na época para deixar um prédio nos trinques e imponente, dominando a vista de quem passava pela Baixa dos Sapateiros... Um bolo de noiva autêntico de Dolores Botafogo!
Amo este prédio! Mas nunca fui lá, a entrada é pela Saúde, acho, e eu nunca passo por ali...só se um dia eu me decretar para visitá-lo. Será?? Espero que sim. Espero que um dia eu me dê este tempo, tempo que nunca sobra.
Mas, fiz estas fotos ontem de celular, sem esmero, só pensando em registrar o tamanho colossal da construção, agora facilitado pelo gradil que colocaram na frente. E ele está bem bonito, sempre de amarelinho, agora mais vivo e com seus detalhes em glace branca...será que usaram o bico pitanga? o perlê? Será que foi Dolores quem fez a armação do bolo e comprou os apetrechos ali mesmo, na Baixa, em A Campana????
É possível.
Fazendo este post me lembrei de Heraldo
Ele ia amar. 
Me ligar. 
E dar risadas. 
Muitas risadas.
E salve Santa Isabel.






sexta-feira, 8 de setembro de 2017

D. Elisinha Moreira Salles


 D. Elisinha Moreira Salles com Cléa Dalva de Faria, coluna de Hildegard AngelO Globo, 06.04.1985.



quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Cinema Liceu


 Foto do interior do antigo Cine-Teatro Liceu
A foto e texto são do livro A Arte de ter um Ofício - Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, 1872 - 1996.
O livro é o resultado da dissertação de mestrado da professora Maria das Graças de Andrade Leal.
Deste livro, que eu comprei pelas ruas de Salvador, já coloquei em outro post aqui do blog, as fotos e o texto referente ao Cinema Popular.
Frequentei muito o cine Liceu durante os anos 60 e 70. Era um cinema classe A, frequência ótima - diziam ser o cinema da sociedade baiana - mas por este tempo o cinema já tinha sofrido restaurações, se modernizado e ficando no estilo funcional. Na foto acima vê-se como era o cinema em sua arquitetura e decoração originais. Era um verdadeiro luxo o Liceu!
Não digo que tenha sido uma pena ter acabado o cinema porque naquele lugar em que ele ficava, uma rua atrás da Pça. da Sé, hoje, é impossível de se ir por causa da violência que impera no local. Nos anos 60 e 70 todos iam qualquer dia e a qualquer hora assistir aos filmes . Agora, o bicho pegou. 
Um outro fator é, também, porque aqueles tipos de cinema imensos acabaram, agora existem os cinemas de shoppings ou pequenas salas de exibição que agregam e oferecem no local onde funcionam outros serviços, comodidades como livrarias, sorveterias, lanchonetes, lojinhas etc. etc.
By, by, Liceu!





Abaixo um "reclame" do filme Futebol em Família em cartaz no Liceu em 1939. (Jornal A Tarde).


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Três Retratos de Brigitte Bardot



Emmanuel Goussin, 2017.


Vladimir Brunton, 2014.


Carmen Mayrink Veiga e Jean-Louis de Lacerda Soares






Ia postar somente a foto da bela Carmen ao lado de Jean-Louis de Lacerda Soares, mas, relendo a antiga coluna de Zózimo Barrozo do Amaral no Jornal do Brasil de 11.01.1985, resolvi então colocar esta parte da coluna acima, porque fiquei impressionado com os nomes que figuravam ainda por aquela época e que eram os nomes daquilo que se podia chamar da altíssima sociedade carioca. 
A relação de nomes não há comparação com qualquer coisa, aliás, com qualquer nome que hoje figura nas notas que às vezes leio por aí.
Turquinha Muniz de Souza. Lia Neves da Rocha. Helena Gondim - organizadora do livro Sociedade Brasileira -, Yvone Giglioli. Lourdes Faria - luxo total -,Tereza Souza Campos festejando aniversário de Diduzinho na serra. Lourdes Catão
Uau! Uau!
E tudo isso sob a música do piano chique de Zé Maria.
Pode?
Podia.
E Carmen Mayrink Veiga nos anos 80, um verdadeiro escândalo!


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

domingo, 3 de setembro de 2017

Considerações sobre a Amoda . Texto de Hildegardes Vianna


A postagem anterior  me levou a lembrar do antigo e desaparecido doce baiano a amoda, mas, para saber o que era a tal da amoda e como ela era feita, o melhor e mais acertado é recorrer a uma velha crônica da escritora baiana Hildegardes Vianna que escreve de cátedra sobre o assunto amoda e muitos outros mais. Aliás, costumes antigos do cotidiano baiano e a nossa culinária só com Hildegardes. Ela é insuperável, aliás, este livro dela - A Bahia Já Foi Assim - é um clássico da história e do folclore da baianos.
Então, para vocês, a velha crônica de Hildegardes Vianna e a saudosa Amoda.




Abaixo, a capa do livro de Hildegardes que sempre está a minha mão. Quando estou sem nada pra ler ou estou enjoado e quero me distrair e esquecer da vida e do triste cotidiano atual - não que a minha vida seja triste -, abro e releio as páginas do A Bahia Já Foi Assim e as crônicas com assuntos, coisas e casos da velha Bahia escritos por quem viveu velhos costumes e, também, teve a felicidade de ter como pai, o folclorista Antonio Vianna, que passou tudo o que sabia para a filha, Hildegardes, que acabou trilhando como escritora o caminho do pai.


Nina Horta . Rachel de Queiroz . Maria Eugênia



Crônica de Nina Horta para a Folha de São Paulo de agosto de 2000. Delícia de texto sobre a escritora Rachel de Queiroz e a história e a cozinha da "Não me Deixes" - KKK,  adoro, adoro esse nome! - a fazenda da escritora no Ceará.
Pra completar o prato, uma receita maravilhosa do livro de Rachel, "espécie de castanha-de-caju"e o linda ilustração de Maria Eugênia.


Que delícia, lembra a receita da amoda, doce de gengibre com rapadura e farinha de mesa que as baianas de acarajé - todas elas - vendiam nos tabuleiros cortado em quadradinhos ao lado do acarajé, o abará, a passarinha, o peixe frito, as cocadas. Era um sabor a mais. 
Hoje a amoda é história, há anos que não encontro para comprar. É uma delícia, aliás, era, já que a amoda, infelizmente, saiu de moda e caiu no esquecimento.
Uma vez eu fiz, mas, é claro, não saiu muito certo, não acertei o ponto que é nem muito mole e nem muito duro. Acho que botei farinha de guerra demais. Mas o gostinho ficou bom. Deu, ao menos, pra relembrar o sabor da antiquada amoda