domingo, 13 de agosto de 2017
Meu Pai e Eu
Meu pai, Luiz Carlos Barosa Carneiro, neto de portugueses de Leiria, Marinha Grande, Portugal. Família de vidreiros, de fábrica de vidros que existe até hoje.
Ele morreu em 2015.
Acho que estes instantâneos são de 2013.
Por toda vida nos damos super mal. Depois super bem. Nos entendemos - árdua tarefa - através das leituras, ele era leitor compulsivo como eu e pelo humor.
Era super engraçado, palavrões todos ele sabia e dizia como ninguém. Dercy - a atriz - dizia um palavrão como uma oração - alguém disse - e, meu pai, também. E eu digo e sei dizer na hora certa, quando convém, muito apropriadamente e, acho, sem vulgaridade e nem por faltar vocabulário. É Meu Lado meu Pai.
Felizmente, felizmente quando ele se foi estávamos em paz. Em riso.
Acho assaz cafona ficar, em datas comemorativas, lembrando de coisas pessoais - que só a gente interessa - mas... papai merece! E o Antiguinho é o meu diário de menino -moço - velho.
Beijos meu pai.
P.S. Neste dia das photos, um almoçareco simpático na casa de meu irmão, rimos horrores, falamos absurdos que só nós entendíamos. Maluquices, sandices para poder tocar a existência. Falamos tudo que queríamos, o que vinha à cabeça. Fala automática. Tudo que brotava pela boca. KKKKKKKKK
Teve gente que reclamou... KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
sábado, 12 de agosto de 2017
Dois Postais de Thereza Eugênia
Thereza é filha de Dadá, uma costureira de mão cheia aqui de Salvador que costurava para as mulheres da alta sociedade baiana. Ela entendia tudo de costura e de moda, conhecia o trabalho de todos os costureiros - amava Saint- Laurent. Meticulosa, perfeccionista, uma vez me disse que quando acabava de fazer um vestido caía exausta e que o momento de cortar a fazenda era o principal, o que exigia maior atenção, um erro ao passar a tesoura seria irremediável. Costura era inspiração e cálculo, matemática mesmo.
Costurava os vestidos na máquina que tinha desde mocinha com pedal e nunca se acostumou com o motor " difícil controlar o ponto".
Era uma mulher super bonita, vaidosa, sempre arrumada e usou sempre o mesmo corte de cabelo: batidinho na nuca. Olhos imensos azuis, como os de Thereza e Zezeca, outra filha.
Bem humorada, mas intransigente em muitos aspectos, principalmente quando o assunto era moda que ela preferia sempre a clássica.
Quando ela faleceu, muitos vestidos que ela fez de corte e costura perfeitos, Zezeca me deu e eu doei ao Museu do Traje daqui de Salvador. Conservar tecido em casa é difícil e, afinal, obras de arte como eram os modelos de Dadá, merecem mesmo estar em um museu.
A Noite Picante de São Paulo
Desenho ilustrativo em um guia turístico de 1968 da cidade de São Paulo.
Aqui, o item eram as boites, os chamados "inferninhos" com shows ao vivo de beldades nuas.
Hoje sair à noite virou um perigo, um inferno pra lá de inferninho. Temos que saber bem aonde iremos, se é seguro o local etc. etc.
Cinema
Ilustração em um guia turístico da cidade de São Paulo de 1968. Todas são assinadas, mas, quem entende a garatuja do autor????
Vamos ao cinema, então.
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Carmen Mayrink Veiga . Mirtia Gallotti . Regina Wallauer
E depois de ficar um tempão sem postar nada de Carmen - é tanta coisa pra postar! - retorno com esta imagem incrível de Carmen de janeiro de 1985 em O Globo, coluna de Hildegard Angel quando ela ainda assinava Perla Sigaud.
Carmen, pra variar, está uma loucura!!!
O que é isso, minha gente???
Carmen Mayrink Veiga, Cadê Você?
Abrindo um pacote de coisas velhas, encontrei este desenho/colagem que nem me lembrava mais e...KKKKK morri de rir, adorei!! Quem criou esta belezoca foi um amigo que, como eu, adorava Carmen e gostava de ficar criando coisas, dando asas à imaginação dele, que era muito fértil na época, e me mandava as maluquices depois, pelo correio.
Esta colagem com a vendedora de acarajé, tem no texto uma parodia de uma música do repertório de minha adorada e querida cantora Clementina de Jesus e pela qual ela ficou famosa, o Clementina, Cadê Você?. Ele imaginou cantarolar a música trocando o Clementina por Carmen Mayrink Veiga.
Acho até que dá pé, com todo o meu respeito e admiração à Clementina e a dona Carmen.
Não entendi as letras YEDL que o autor colocou embaixo.
Esta colagem é dos anos 80.
E agora eu aproveito e pergunto: Carmen Mayrink Veiga, cadê você?? Espero que esteja com saúde, espero que apareça e surja linda, divina, única, aliás, I e Única! Sempre.
quinta-feira, 10 de agosto de 2017
Vestido da Noiva . Texto de Dolores Botafogo
O texto descrevendo o vestido da noiva e os poucos adornos permitidos é um primor!!!!
...um rosário de cristal,
...um missal de marfim,
...um fio de pérolas e os brincos das mesmas.
Muito chique a noiva de Dolores Botafogo: a clássica.
Mais uma ilustração - a costureira ajoelhada e cheia de alfinetes na boca, é demais! - e texto do livro Boas Maneiras - Recepções - de Dolores Botafogo, edição de 1966.
quarta-feira, 9 de agosto de 2017
Pau de Sebo
Outra foto genial de Alceu Maynard Araújo e que está no seu livro Folclore Nacional. O pau de sebo era uma brincadeira/disputa muito comum na época de São João e, hoje, eu nem vejo mais. Mas ainda deve existir/resistir nas cidades do interior do Brasil que ainda guarda a antiga tradição, tem pau, sebo e animação.
Um São Gonçalo com a Viola
Lombada do livro Folclore Nacional de Alceu Maynard Araújo com estampa em ouro de um violeiro que bem pode ser a representação de um São Gonçalo na imagem popular do santo tocando a sua violinha.
Lindinho!
E a capa do livro,
a estampa de um cavaleiro a ouro.
Uma maravilha este livro que, na verdade, é uma coleção em três volumes. Espero encontrar os outros nos sebos da vida. Mas, na net tem.
segunda-feira, 7 de agosto de 2017
Festa de São Benedito em Guaratinguetá . Fotos de Alceu Maynard Araújo
Fotos de um Brasil que já não existe mais e que me deixam impressionado com a singeleza, a pureza das manifestações folclóricas e de tradição católicas, outrora tão fortes na vida das cidades do Brasil, principalmente nas do interior e, hoje, creio eu, ou estão bem restritas a alguns grupos, se modificaram, se readaptaram aos novos tempos ou essas festas, comemorações, celebrações tão lindas e ricas acabaram mesmo.
Fiquei louco por esta Rainha da Festa de São Benedito de Guaratinguetá!
As fotos são do livro de Alceu Maynard Araújo, Folclore Nacional - Festas, Bailados, Mitos e Lendas que eu acabei de comprar o volume 1, editado em 1964. Infelizmente não consegui saber o ano da primeira edição do livro para me situar melhor em que época foram feitas as fotos que aqui estão. Mas, suponho serem dos anos 40 ou 50 do século XX. Aliás, o livro possui fotos impressionantes desse Brasil que acabou.
domingo, 6 de agosto de 2017
Seis Contos da Era do Jazz de Fitzgerald e a Capa de Eugênio Hirsch
Comprei há pouco tempo este livro e por dois motivos, nunca li um livro de F. Scott Fitzgerald e por causa da capa que me causou frisson: é linda!
Fui ao Google saber quem era o criador e autor do desenho da bela capa: Eugênio Hirsch, austríaco, artista gráfico, pintor, desenhista, capista responsável pelo departamento de arte da antiga editora Civilização Brasileira que veio morar no Brasil e, aqui, revolucionou as capas de livro editados a partir dos anos 60. Esta capa é de 1961 e é um show!
O livro, que já comecei a ler, tem tradução e ensaio introdutório perfeito de Brenno Silveira sobre o autor, sua época, sua produção literária desde o início, o casamento com Zelda Sayre, a vida louca que levou o casal nos loucos anos 20/30 e tem, também e de quebra, um texto da filha de Fitzgerald, Frances Fitzgerald Lanahan.
Fitzgerald morreu cedo aos 44 anos em 1940.
Vamos à capa? Vejam que sensacional!
Suave é a Noite, O Grande Gatsby e Este Lado do Paraíso, livros que gostaria de já ter lido.
Os filmes eu vi.
Sinatra e Jobim . Uma Velha Capa de LP
Foto da capa de um velho Lp, rasgada, que guardei porque acho linda a foto, Sinatra está belíssimo nela - tempo de Mia - com Tom, ao lado e ao fundo, dando o tom brasileiro no violão. Era o tempo da boa música brasileira encantando o mundo e deixando todos de 4.
E hoje???.....
Quis detalhar a foto em azul profundo e fumaças.
Ouvi tanto este disco... muito chique, aliás, os dois que a dupla fizeram juntos.
Hoje, as duplas, são sertanejas.
sábado, 5 de agosto de 2017
Paciência 2
Óleo de 1909 de Frank W. Benson - 1862 / 1961.
Óleo de Meredith Frampton, 1894 / 1984.
Haja paciência!
E, graças à paciência, descobri o blog ARTECULTURA de onde retirei estas paciências do post 2.
Paciência
Haja paciência!
Sala de espera... hum... ai, ui!
Uma revista velha.
Uau!
Oh!!!!
Paciência.
Leonard Campbell.
Suzy Parker, anos 50, foto de Henry Clarke.
Beleza.
Paciência.
Anoto.
Arrasto.
Post Paciência.
segunda-feira, 31 de julho de 2017
Casarão do Barbalho
Por esses dias este casarão de 102 anos foi demolido pois estava para cair em cima das pessoas. É claro que no estado de abandono em que estava oferecia risco para todos que moram e passam na região, mas, pergunto, por que deixaram um casarão lindo desses chegar ao ponto de degradação que chegou? Mesmo não sendo histórico, relativamente novo e de características arquitetônicas ecléticas típicas do início do século XX e, por isso, não são considerado digno ou próprio para ser restaurado e, sendo ele, uma construção que está fora do perímetro do que se considera como centro histórico da cidade do Salvador, melhor demolir sem maiores questionamentos.
Bem, não sou arquiteto, mas, enxergo o edifício como um bem que poderia ser digno de preservação, pois faz parte da história do bairro e é representante de um tipo de arquitetura que os mais abastados, os mais ricos da época mandavam construir e colocavam todos os adornos de decoração possíveis - muitos importados - para torná-lo mais nobre, mais pomposo, mais rico, mais bonito. Deveria ser um luxo este casarão na época. De qual família seria?
Este casarão, como outros mais que estão na mesma condição de falta de conservação e abandono, se começarem todos a serem demolidos, não restará nada que se ergueu no final dos séculos XIX e XX para representar o que foi uma marca da arquitetura daquele período, o estilo eclético, ou como eu chamo o bolo de noiva.
O casarão tinha uma bonita fachada com adornos moldados, possivelmente deveria ter no centro e em destaque, como em um brasão, a data de sua construção, 1915. Nota-se pelas fotos que, com o início da demolição, retiraram cuidadosamente o frontão da fachada. O prédio não é histórico, mas serve para alguma coisa...
Neste local, muito brevemente, farão uma construção em quatro paredes, tipo caixa de sapato, com quadrados abertos como janelas, ou então, ficará o terreno por vários anos com tapumes e servindo para nada. E é isso.
Adeus Casarão do Barbalho!
Em breve eu farei uma outra postagem como esta, só que com outro casarão decadente - no mesmo bairro, ou em outro? - e com fotos dos jornais locais, A Tarde, Correio da Bahia e sites como o Bocão, Bahia Revista, Metrópole de onde eu retirei as imagens que aqui estão.
Derruba!!!!
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