Me lembro do último restauro dos azulejos da Ordem Terceira de São Francisco. Na época, pelo estardalhaço que se fez e pelo que entendi, seria um restauro responsável, se não definitivo iria estancar pelo menos durante um bom tempo a degradação, o desprendimento e o farelo que estava virando os painéis de azulejos. Mas, não, e me surpreendi com esta matéria do Correio mostrando que o que tinha sido feito havia voltado ao que era antes, ou seja, não serviu, foi um paliativo, uma maquiagem. A farofa tinha voltado e agora mais forte! Uma pena!
Estou para fazer um passeio antiguinho por lá para dar o meu look, dar a minha nota. Imagino que irei desfalecer.
Por isso vou levar na bolsa um vidrinho com vinagre de Lisboa para me reanimar...
Fotografei as páginas do jornal e também escaneei algumas fotos feitas pela fotógrafa Marina Silva para a matéria. Preparem-se para as imagens fortes, queridinhos!
Farofafá!
E é assim que anda a nossa Bahia portuguesa, virando farelo. E não é só a Ordem terceira que está assim.
Triste Bahia já dizia Gregório de Matos no século XVII.
A fotos abaixo saíram hoje - 31.07.2017 - no site do Correio da Bahia, que noticiou que um restauro emergencial será feito aqui mesmo em Salvador por profissionais daqui.
Boa notícia: esperemos o fim da farofa dos azulejos do século XVII.
Quando aos 15 aninhos eu vi essa série de fotos com BB na antiga revista Manchete eu enlouqueci!!! Uau!!! Que mulher era aquela??? Uma mulher acinte, uma afronta para todas as outras, um esbanjamento de beleza e, principalmente, de muito charme.
Ainda bem que o nosso porco mundinho produziu uma mulher tão linda como ela que, hoje, faz um trabalho sério de proteção aos animais. Linda em todos os sentidos.
Hoje, eu - aos 16 -, kkkk revi esta foto no Facebook e a emoção foi a mesma. Quase dou um treco!
Viva BB.
O mundo se acabando, a reunião em família pegando fogo, o papai orientando as leituras dos filhotes e ela enseguerada, ligada no crochê. O jantar já acabou, os pratos já foram lavados, não há televisão no pedaço, então vamos crochetar! Acompanhar o marido e a prole caladinha, concentrada no trabalho de agulha. Ouvidos antenado, mas, perder um ponto, jamais!
Gostei de tudo nesta foto de uma antigo livro católico - "A Tua Religião na Tua Vida" de 1959, a começar pelo tom burro quando foge meio pro cinza esverdeado e já esmaecido pelo tempo da photografia.
A decoração espetacular de classe média legítima, a mesa redonda com uma toalha adamascada com estampa - parece-me - de motivo chinês - recolocada depois do jantar em um tira e bota -, os meninos concentradíssimos - fariam provas no outro dia? - o papai carequérrimo e sisudo dando apoio e suporte técnico pedagógico.
E a mamãe no crochê.
A tênue, leve e meiga cortina cobrindo a janela e mimoso quadrinho pendurado na parede com familiares em pose. Mas, ó, céus!!!! Há um cinzeiro em cima da mesa!!!! Os petizes já fumavam, é isso? O papai? Ou a fumante era a mamãe, a prendada crocheteira??? Que hábito desagradável, não é mesmo, meus amigos, não combina com o ambientch tão normal e salutar.
O cinzeiro é lindo. Eu daria a minha vida por ele, cinzeiro cafona de louça com belos desenhos de época e detalhes em ouro. Que lindo! Aliás, a normalidade desta foto é linda.
Que família linda, exemplar e unida, unida na leitura, no cigarro e no crochê.
A roupinha da mamãe é linda, escura, mas tem um lindo babadinho estampado que desce pelo ombro quebrando a sisudez e dando uma vida. Um amor.
O crochê que ela tá fazendo deve ser daquele tinhoso, ponto difícil, torturante, daqueles que acabam com as vistas, mas ela segue irada e louca para acabar o paninho. E dane-se as vistas.
Carmen em foto de Luiz Garrido. Revista Vogue.
Outra foto de Luiz Garrido da mesma sessão. Google.
Adorei a estampa, a padronagem, o motivo geométrico deste papel de seda em que foi feita a pipa ou, como se diz em Salvador, arraia, que os meninos empinam ao vento.
Esta estampa empinada e filtrando a luz do sol deve ficar linda. Antiga!
Parece um desenho cubista dos anos 20, uma estamparia de Sonia Delaunay.
10 de julho de 2017. Saudade de uma leitor.
Foto de Nellie Solitrenick.
Foto de Antonio Guerreiro.
Sacha Rubin no balcão do Sacha's, anos 50 ao lado do barman Aristides. A foto em cores é do Aristides em foto de 1996.
Ver post A Arte de Submergir de 09.07.2017.
Dona Lia Neves da Rocha, filha de Helô Willemsens que, dizem, foi uma das mulheres mais elegantes de sua época, e, mãe do fenômeno Christiana Neves da Rocha.
Que trinca!
Uma das mulheres que eu mais gostava do high society carioca, Adelaide de Castro era podre, podre de chique, elegantérrima, chiquérima etc. etc. Quando ela aparecia junto com Carmen M.V. o bicho pegava...Essa foto acima deve ser dos anos 50 e a de baixo, d. Adelaide com Danuza Leão, é dos anos 80 em um evento YSL no Rio de Janeiro.
A filha de d. Adelaide, Ana Luísa Capanema puxou a mãe e faz a linha creolina: podre, podre de chique até não mais poder.
A foto e a legenda são do livro de memórias de Paulinho Lima, Anjo do Bem, Gênio do Mal.
Célia Biar é uma das minhas queridíssimas atrizes e sempre que acho alguma coisa legal sobre ela, coloco aqui. Aliás, o livro de Paulinho Lima é uma maravilha, histórias ótimas que ele viveu, um documento de uma época que é bom de se ler.
E tem Célia Biar!
Deliciosa matéria da Veja/Rio de dezembro de 1996, escrita por Sílvio Ferraz.
Como eu amo o meu baú!
Aproveitem as minhas revistas velhas, queridinhos!
Ô coisa boa!