Tenho esta matéria sobre Nelson Seabra há muitos anos e, quando li, fiquei impressionado com a figura dele, com a elegância, classe, a inteligência e o refinamento deste homem que foi destaque aqui e lá fora, frequentando os lugares e as pessoas mais interessantes e importantes de sua época.
É claro que já tinha lido alguma coisa sobre Nelson Seabra, citações em revistas e jornais, mas matéria exclusivamente com ele, só conheço esta.
A matéria em O Globo, aqui escaneada, foi escrita por um de seus amigos, Júlio Rego. Tem uma introdução de Heloísa Marra e o texto sobre o turfe, paixão de Nelson Seabra, foi feito por Marcos Ribas de Faria.
Nelson Seabra está precisando urgentemente de ser biografado, sua vida é interessantíssima e a época em que viveu muito rica, portanto, deve render um magnífico livro.
Quem se habilita?
E a matéria de duas páginas em O Globo de outubro de 2003.
Depois de ter feito esta postagem me lembrei que, quando estive no Rio em 2015, eu fiz essas quatro fotos do Edifício Seabra. Então, hoje, 30 de abril, retorno ao post e coloco as fotos aqui.
Fiquei impressionado com a imponência do prédio, a construção pesada, a cor escura, as pedras da fachada, mas não liguei o nome do edifício ao Nelson Seabra. As ligações vieram depois.
Que bom que bati essas chapas!
Hoje pela manhã encontrei em uma loja na Baixa dos Sapateiros um dos papeis mais bonitos para embrulho da Bahia, pedi à moça um pedaço do papel e ela me deu, pedi para cortar um pedaço e ela deixou....Bahia terra da felicidade...meu senhor do Bonfim arranje muitos papeis de embrulho iguaizinhos ou melhores que esse pra mim. Bahia ai, ai, ô Bahia ai, ai!
Eu amo esses rolos de papel de antigas lojas e com esses desenhos alegres, bem populares, bem mal impressos, borrados, muitas vezes difíceis até de decifrar. Adoro. Fiquei louco pelo papel da Marivan. Apesar de ter tantos pontos de venda ali mesmo na Baixa dos Sapateiros nunca dei por fé da loja. Pelo papel dá para ver que a loja era eclética, com artigos variados, grande sortimento de produtos, que iam dos brinquedos para crianças, à confecções em geral. Adoraria ter conhecido a Marivan, ter feito umas comprinhas em conta por lá. Fica pra outra oportunidade, não é mesmo? Por enquanto me satisfaço com este lindo papel de embrulho que é temático também, pois nos trás a festa de São João, com balões e fogueiras. Formidável!!
Ganhei o meu dia hoje, na Baixa dos Sapateiros, com um pedaço de papel de embrulho. Sou uma pessoa tão simples, tão desapegada, me contento com tão pouco, um pedacinho de papel e já estou feliz.
Olha pro céu, meu amor, vê como ele está lindo, olha pra aquele balão multicor que lá no céu vai subindo...
Que bonequinha mimosa! A carinha é linda!
Atacado e varejo! Grande sortimento em calças e bermudas em brim e sarja, uma beleza! Veste o papai, veste a mamãe e as crianças! E tudo por aquele precinho que só a Marivan tem.
Anarriê! São João? Só na Marivan!
Para quem não leu na época esta coluna de Carmen Mayrink Veiga em O Dia, lê-las agora também é uma boa, pois, apesar do tempo transcorrido, elas não envelheceram e continuam na ordem do dia, ou seja, as dicas de educação, moda e comportamento dadas por Carmen não prescreveram. São eternas.
Uma outra coisa legal são as perguntas/dúvidas dos leitores - algumas hilárias - e as respostas sábias, espirituosas e bem humoradas que Carmen dá a elas. Um baratão esta coluna e torno a dizer: deveriam reuni-las em um livro.
Um set de filmagem.
Ilustração da Globerama - Tesouro de Conhecimentos Ilustrado -, enciclopédia em seis volumes, edição de 1962.
Amo este didatismo nas ilustrações da Globerama. Todos os profissionais, técnicos e equipamentos de um antigo estúdio de filmagem estão aqui.
Muitos detalhes.
E muita...
Ação!!!
Na verdade não é uma ilustração de moda, mas um desenho de propaganda de perfume da revista Seleções, que até já coloquei aqui, agora, estou detalhando e fazendo outro post.
Este desenho é daqueles que me lembra o traço de Gruau, o grande ilustrador de moda e de mulheres extremamente chiques. Como este.
É um L U X O.
Broche de metal dourado - já descascando - e com uma imensa água marinha de... vidro!
Antigamente se dizia, joia de fantasia e imitavam muito bem as autênticas, mas, na maioria das vezes, pecavam pelo exagero.
O tamanho desta água marinha é um acinte.
E qual santo seria este em túnica marrom e grande barba? Ou seria Jesus, mesmo? Mas o cabelo está muito curto pra ser Jesus. Então, fica assim sem identificação mas que é um santo, é.
Este broche - de ouro!!! - foi um presentinho de minha irmã que o trouxe da Europa. Está meio amassadinho, parece que foi bem usado. Por uma senhora de escol, talvez? E em que época? A antiga dona deveria usá-lo quando ia à missas, em visitas piedosas a orfanatos, asilos, tardes de caridade, passamentos. E etc. Espetado em tecidos finos, o broche dever ter passeado muito.
E acabou em Brasil!
E espetado em lugar nenhum.
Broche antigo de fantasia, bijuteria, mas simplesmente super bem feito e super bonito. É uma rosácea com pedras engastadas -crisólitas de vidro - e o miolo com pequenas pedrinhas - brilhantes de araque - em volta de um centro de pedra amarela - vidro querendo ser citrino. Parece uma joia, um broche de crisólitas do século XIX. Parece, mas não é! E, sobre ele, eu poderia dizer: - "era de minha bisa." "é joia de família."
Costumo colocar este broche de muito boa senhora nas peanhas dos meus santos. Enriquece que é uma beleza! Dá uma vida. Uma ilusão boa e à toa.
Enfim, parece joia, mas não é, nem tudo que reluz é ouro e crisólita nunca foi vidro.
Mas a joia falsa é tão bonita, não é?
Quase verdade.
Eu tinha um amigo que estava morando no Rio na época em que Carmen escrevia esta coluna em O Dia. Ele recortava e mandava pra mim aqui em Salvador. Adorávamos a coluna e morríamos de rir, por telefone, comentando as perguntas de mulheres e homens que escreviam e as respostas que Carmen dava, os conselhos etc. Tem coisas hilárias!!! KKKK
Por outro lado, a coluna passava a vivência e a experiencia de Carmen nos assuntos abordados pelos leitores e a eles, ela respondia discorrendo com tranquilidade e sabedoria.
Os temas eram a moda, etiqueta, comportamento etc. etc. ou seja, tudo aquilo em que Carmen é mestra.
Acho que a reunião dessas colunas em livro seria um sucesso, pois o que está ali são as regras eternas de educação, de civilidade. O livro seria um tira dúvidas maravilhoso, um verdadeiro safa onça da elegância KKKK. Seria um sucesso editorial. É delicioso ler o que Carmen escreveu.
Tenho algumas colunas que o meu amigo me mandava recortada e, por isso, não sei a ordem delas e nem sei as datas da publicação. Acho que a coluna foi dos anos 90.
Chamada de capa em O Dia, na época em que Carmen escrevia uma coluna de moda e comportamento no jornal.
Anos 80?, 90?
No mesmo jornal as colunas de Fred Suter, que era ótima de ler e, a de Lu Lacerda.
Janeiro de 2000.
Julho de 2000.
Junho de 2000.
As três ilustrações foram para a coluna de Nina Horta na Folha de São Paulo.
Irmãs de Caridade, as minhas queridas Vicentinas, fotografadas em Washington - em todos os lugares do mundo elas lá estavam com os seus chapéus corneta - pelo australiano David Moore (1927-2003).
A atriz mexicana, uma das mulheres mais lindas e elegantes que já existiu neste planeta em foto sensacional que arrastei do Facebook, onde Maria Félix tem uma página dedicada a ela.