sábado, 1 de abril de 2017

Passeio Antiguinho . Uma Farmácia com Mural de Carlos Bastos


 Fiquei em estado de choque quando entrei ontem em uma farmácia do bairro do Comércio, na Cidade Baixa, e me deparei com um enorme painel do pintor baiano Carlos Bastos, datado de 1961, ao fundo e atrás de prateleiras e mais prateleiras de caixas de remédios. Quase que aproveitei que estava em uma pharmácia para comprar uma Maracujina e tomar ali mesmo pra me acalmar, me refazer do susto.
Suponho que naquele local deveria ter funcionado algum grande banco ou uma instituição pública, já que o artista fez muitos painéis e murais para grandes empresas particulares e órgãos públicos de Salvador. Este mural deveria fazer parte de um grande saguão e serveria nobremente como decoração do ambiente. Agora, está relegado e se adequando a um fundo de loja comercial, onde, o que interessa são os produtos em exposição e venda, no caso, medicamentos. 
Pedi para fotografar e fiz estas fotos - de qualquer jeito - só para registrar o espanto. Notei que a pintura ou estava muito bem conservada, ou deveria ter sido muito bem restaurada, pois não notei aquele macaqueamento de restauro de carregação, feito de qualquer jeito.
E é isso, mais uma história do nosso non sense diário nesta cidade de meu deus. E haja Maracujina pra aguentar esses absurdos.




Como diz os versos da música: "Só se vê na Bahia!"
Um chiquê desses, um mural tão nobre e servindo de fundo para uma farmácia, só se vê na Bahia.
E vamos agradecer que não apagaram, passaram uma mão de tinta e...adeus mural de Carlos Bastos!













































quinta-feira, 30 de março de 2017

Caixa de Música do Século XVII



 - Que tédio em palácio! Mas que tarde fastidiosa, meu deus! Se não fosse a minha caixa de música, positivamente eu estaria morta!!! 


Ilustração da Enciclopédia Globerama - Tesouro de Conhecimento Ilustrados.







-Agora me sinto bem melhor!!!

quarta-feira, 29 de março de 2017

Menina ao Telefone





Ano passado em Belo Horizonte, fiquei louco por esta foto da menininha ao telefone que estava presa por percevejos nas paredes do brechó. Geralmente as fotos ficam entulhadas em um gavetão ou dentro de caixas e a gente tem que chafurdar por ali, no entulho, à cata das mais interessantes. Esta estava em destaque!
Fiquei logo doido e tratei de comprar - não foi baratinha - esta linda foto da menina em estúdio, ricamente vestida, com carinha de muito sapeca e falando ao telefone. 
E a dedicatória???? Ao Dindinho e Dindinha????? e com beijinhos???? Isto, positivamente, já não existe mais.
ADOREI Célia Maria, um nome já antigo e fora de moda. Será que alguém ainda dá este nome a uma menina??? Acho difícil. Na postagem passada falei do nome Violante que deveria ser comum no séc. XIX, agora Célia Maria do séc. XX. 
Daqui à pouco o tal de "Jéssica" - nome pavoroso - será coisa do passado, graças a deus!!!  



-Alô? Dindinho?? Aqui é a Célia Maria!

terça-feira, 28 de março de 2017

Dona Violante Ataliba Ximenes de Bivar e Velasco






Dona Violante era baiana e foi a primeira mulher a dirigir um jornal, um periódico semanal, o Jornal das Senhoras, editado no Rio de Janeiro, na corte, portanto, entre os anos de 1852 a 1855. Após isso, publicou também o periódico O Domingo.
A moda, literatura, belas-artes, teatro e crítica eram os assuntos abordados nestes periódicos que tinham uma mulher como editora.
Parabéns para dona Violante - por que este nome saiu de moda??? - uma senhora escriptora distincta e baiana de truz!
A nota do falecimento de dona Violante está no livro História da Memória Bahiana de José Alvares do Amaral.





segunda-feira, 27 de março de 2017

Dona Emma Strambi Frederico . Foto de Maureen Bisilliat


Capa e contracapa do livro Memória e Sociedade de Ecléa Bosi que sempre me fica à mão. Gosto daquelas memórias, das lembranças de velhos de São Paulo e perceber as mudanças pelas quais a cidade passou através dos relatos sempre emocionantes de seus antigos habitantes.
Esta senhora da capa é a mãe da autora, d. Emma Strambi Frederico em foto linda de Maureen Bisilliat, fotógrafa inglesa e naturalizada brasileira que tem um trabalho magnífico.