Há uns dois anos eu coloquei aqui no blog umas imagens do trabalho do artista baiano Rubens Antonio que adorei e achei um trabalho super interessante, delicado, minucioso e que, sem ficar cafona ou parecendo simples fotos retocadas, nos dá uma nova imagem da vida, do cotidiano e, principalmente, da indumentária usada pelo grupo de Lampião, cheia de detalhes, ricamente bordadas, dos adereços, acessórios e as joias usadas. Nas fotos originais percebemos a riqueza do vestuário, mas, com este trabalho de Rubens Antonio percebemos melhor a estética daquele grupo de pessoas que, apesar de viverem em condições hostis e adversas, sem conforto e se deslocando constantemente de um lugar pra outro do sertão agreste, não se descuidavam da aparência, aliás, parece que o visual, a ostentação nas vestes, era de fundamental importância para eles. Dizem que Lampião costurava e bordava. Dá pra ver nas roupas a utilização do ponto cheio, nas faixas que cruzavam o corpo, nas bolsas. O ponto corrente devia ser muito usado, assim como o ponto atrás. Muitos pespontos, aplicação de bicos, de tachas. Enfim, requintes a que eles se davam e que a gente nem suspeitava que ocorresse naquelas lonjuras do sertão nordestino.
Além das fotos do cangaço e seus personagens, a Salvador antiga também recebeu as cores do artista.
Saindo da exposição, fiz essas fotos do antigo casarão em estilo eclético - bolo de noiva - da família Catharino.
E o tempo passou e até hoje não vi e nem nunca comi um mangarito. Numa altura dessas já devem estar extintos, então me contento com o inhame, o aipim, o cará e o nhambu que são muito comuns nas feiras aqui de Salvador. Uma vontade de experimentar um mangarito!!!
Folha de São Paulo, julho de 1999.
E ainda sobre os mangaritos encontrei uma referência a eles na entrevista dada à Folha por dona Ana Carolina Junqueira Franco em 1999. Os mangaritos parecem ser realmente um alimento do passado e que foi desaparecendo. Ficou na lembrança de quem os comeu. Parece que o mundo e o seu progresso não comportou o mangarito. Ele saiu de cena! A íntegra da entrevista de d. Ana está no item textos aqui no blog.
Vamos todos para casa Nossas férias vão chegar Trabalhamos já bastante Precisamos descansar Sentiremos muita falta dos colegas tão bonzinhos E também das professoras de quem somos amiguinhos.
Lá - lá - lá - lá - lá - lá - lá - Muito bem creanças! -Primeira estrofe, novamente!
Essa é uma das últimas entrevistas dadas por Elis para a imprensa escrita. A revista é a Amiga e, nela, Elis, que na época estava nos Estados Unidos para fazer um disco com Wayne Shorter - que não rolou -, faz planos - toda animada - para dar uma virada na carreira. Hoje, 19 de janeiro de 2017, faz 35 anos - uau!!!, como o tempo passou rápido! - que Elis faleceu, porém, ela está mais viva do que nunca, pois sua obra está aí, espalhada pelo mundo, através dos discos perfeitos e irretocáveis que gravou em tão pouco tempo de vida.
A matéria.
Elis, abaixo, cantando Tu Mi Delirio, um bolerão mexicano que a cantora e César Camargo desconstruíram, mudaram toda a harmonia, ritmo e fizeram esta versão linda e totalmente cool. A gravação é péssima e eu poderia ter escolhido muitas outras coisas de Elis para ilustrar este post, mas preferi pescar esta pérola delicada, uma pérola musical de Elis, a professora, ensinando a cantar. E viva a Elis Regina!
Foto dos álbuns, colorizada com lápis de cor. Do tempo em que eu fazia colher e bordava o cabo, isto é, tinha tempo de sobra pra cortar figuras de jornais ou revistas, colar em algum suporte e pintar, se desse na telha. Hoje escaneio e posto, ou seja, tudo se repete, mas através de um outro meio, não físico e agora, virtual. E a vida vai. Violeta.
Berta, atriz e comediante hilária, uma estrela polonesa/brasileira, vedete dos palcos, cinema, teatro e TV. Sempre arrumadíssima, maquiadíssima, sempre embonecada. Pintosa. Uma uva! Foto dos álbuns dos anos 70.