segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Brasil Hotel . Salvador


Hotel no bairro da Calçada que ficava em uma parte do Edifício Brasil que, além do hotel, abrigava muitos consultórios médicos, dentários etc. Eu ia muito lá, pois morava no bairro vizinho, Mares. Minha mãe me levava pra consultas médicas quando criança. Na adolescência tive um dentista por lá, o Dr. Argollo.
Recuerdos do Edifício Brasil. 
Esse anúncio é de um guia de Salvador chamado Estribela que relaciona vários estabelecimentos comerciais da cidade com os endereços, telefones etc.







domingo, 23 de outubro de 2016

Ilustração de Erté


Revista Interview, 1981. Erté morreu em 1990, então esta deve ser uma ilustração da última fase dele. As antigas, todos sabemos, são trabalhadíssimas, esta é mais simples, econômica.


Josephina Jordan, a PhD em Elegância

 Revista Interview, 1981.


Josephina e Terezinha Noronha. Interview, 81.

Christiana Neves da Rocha . 1981


A Neves da Rocha, sempre irremediavelmente chique. E magra!
Revista Interview, 1981.

sábado, 22 de outubro de 2016

Um Fim de Tarde no Hotel Sacher


Mas, é muito chique esta foto!!!! Ai, como eu gostaria de estar sentado lá também, saboreando a Sachertorte, lendo um jornal preso no apoiador e o mundo se acabando lá fora.
Uma vez li uma crônica de Elsie Lessa em que ela dizia que adoraria ir novamente a um restaurante que tinha ido na Áustria há muitos anos. Pensava que já não existiria mais. Comentando com alguém sobre isto, a pessoa disse que o restaurante estava no mesmo lugar e exatamente igual à época a qual a escritora tinha se referido. Adorei!
Aqui é o contrário, tudo abre e tudo fecha.
Então, como na Áustria as coisas não mudam, o Hotel Sacher deve continuar, suponho, como no tempo desta foto. Elegantérrimo!!
Foto da National Geographic, 1959.



Irremediavelmente podre de chique!!

Crônica de Danuza Leão e Ilustração de Maria Eugênia . 2003

 Folha de São Paulo, junho de 2003.



segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Cléo de Mérode


Em um Annuário das Senhoras de 1936, encontrei esta foto linda e muito chique da bailarina francesa Cléo de Mérode, 1875-1966. 
O texto da revista fala do perfil puríssimo da bailarina e do cabelo em bandós chatos reunidos em um elegante coque à Botticelli. Realmente ela era escandalosamente linda!
Cléo de Mérode foi uma das mulheres mais incríveis da belle époque, inspiradora de vários artistas, pintores, escultores e escritores daquele período. 
Esta foto da dançarina é de 1900 e, neste tom esverdeado, característico das páginas do anuário, ficou mais incrível ainda. Antiga! 

sábado, 15 de outubro de 2016

A Cúpula do Palace Hotel


A cúpula art déco do Hotel Palace em cobre é de 1934. Já está restaurada e voltou a brilhar e a refletir sua luz dourada ao sol da Bahia de Todos os Santos.
Espero que o novo Palace volte a ser uma referência de Salvador, espero que os futuros hóspedes e os novos frequentadores possam usufruir tranquilamente deste lugar sem que a violência que reina no centro atrapalhe.
Vamos rezar!
A foto é de Angeluci Figueiredo para matéria do Correio da Bahia, 2.10.2016. As demais são do Google.




Este deve ser o visionário empreendedor, o Mazzafera, um sonhador que acreditou que o Palace Hotel e o centrão de Salvador ainda mereciam a chance de reconquistar a sua antiga importância e o seu charme. E olhe que ele não é baiano!
Tomara que dê certo!


O projeto do Palace. Rua Chile tranquila, kkkk



 Rua Chile com o Palace ao fundo.


O antigo Palace. Nessa época foi construída uma espécie de cobertura e a base da cúpula foi fechada com a colocação de janelas.


Nesta foto acima, o Palace e, à frente dele, um edifício que já não existe, possivelmente deve sido demolido para alargar a rua da Ajuda. Era lindo! 


A cúpula durante o processo de restauro e limpeza.


E a cúpula tinindo ao sol. 
À noite, quando o hotel já estiver em funcionamento, a cúpula deverá brilhar com uma iluminação especial.
Arrasaram!

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Artesanato Devoto




Imagem de Nossa Senhora de Pompéia colada em papelão e emoldurada com dois tipos de papel de presente. A virola, uma linhazinha de bordar.
O papel do nicho, tipo cartão marmoreado, eu nunca mais vi vendendo. Sumiu. Era caro!!


 Muito provavelmente esses dois trabalhos "artísticos" de montagem com santinhos foi feito por alguma beata, ou quem sabe, por alguma creança numa época em que havia mais tempo para se dedicar a esses afazeres, pois o tempo, antigamente, custava a passar. 
Deveria ser bom passatempo recortar uma figurinha e colar, fazer uma dobradura e... zás!, criar um nicho, colar uma outra e fazer um pequeno quadrinho para colocar na parede ou para presentear um amiguinho, uma amiguinha. Dá netinha para a vovó... 
Coisas do tempo quando havia mais ingenuidade, candura, delicadeza, uma inocência qualquer.
Comprei essas lembrancinhas em BH e trouxe pra BA, desloquei-as no espaço e no tempo e dei elas um novo suspiro.
Derradeiro?



terça-feira, 11 de outubro de 2016

Passeio Antiguinho . Toc, Toc na Misericórdia



 Quando passo pela rua da Misericórdia nunca deixo de lembrar de d. Isabel.


Na  portinha verde ficava a sala onde dona Isabel Loureiro datilografava com esmero e perfeição trabalhos pra deus e o mundo na Bahia. Quem passava pela rua da Misericórdia ou descia a ladeira do mesmo nome, não deixava de ouvir o toc, toc, interminável da máquina de dona Isabel, aliás, ela era, ou foi, uma máquina! Trabalhou durante anos ali na sua portinha, acho que só saiu de lá pra morrer.
Uma vez eu entrei na portinha, mas não me lembro da figura de d. Isabel. Um amigo meu se lembra e me disse que ela trabalhava "pronta", bem vestida e com joias...coisas d'antanho. Coisas dos anos 60 e 70.
Dona Isabel morava na Ladeira das Hortas que liga a Barroquinha ao Largo de São Bento, bem perto da Ladeira da Misericórdia. Na sala da casa dela, segundo o meu amigo,  
tinha uma santa Rita imensa! 
Pra viver a vida toda a datilografar só sendo devoto da santa da paciência.





Toc, toc na Misericórdia.

domingo, 9 de outubro de 2016

Um Desfile de Modas em 1959: Adlmüller e Helma von Pach


Gosto muito da revista National Geographic, principalmente a edição americana que tem matérias - reportagens - de textos enormes com fotos e ilustrações simplesmente sensacionais.
Sempre que encontro em sebos os exemplares antigos, eu compro. Fico a olhar e a imaginar a importância que tinha a mídia impressa para o imenso número de leitores. O mundo estava ali, nas páginas super coloridas da revista que era, na verdade, uma pequena enciclopédia, pois havia nela de um tudo, vários assuntos a interesses variados. Hoje a internet é a revista.
Fico imaginando a produção de uma revista como esta, a loucura que não seria a edição de um número mensal.
Tenho muitas National Geographic americanas, tenho as brasileiras que também eram boas, as atuais não sei, não compro e não me interessam mais. Gosto das velhas. Até os anos 80 tinha coisas ótimas.
Recentemente comprei dez números de 1959 e fiquei doido com o material. Adoro os anos 50, moda, móveis, arquitetura. Tenho várias também dos anos 20 e 30. É tanta coisa boa que posso escanear, quem sabe, na próxima encarnação.
Dessas revistas adoro as fotos casuais, fotos de pessoas vivendo e frequentando os lugares que na época tinham evidência, fotos de pessoas que parece que tiveram uma grande importância e hoje são "remotíssimas batucadas". Como esta foto de um desfile de modas em Viena. Nunca ouvi falar, nem nunca havia lido nada sobre Helma von Pach, a baronesa - austríaca?- que virou maneca e de Adlmüller, Fred Adlmüller, figurinista alemão que fez carreira na Áustria. Aliás, a foto em questão está em uma matéria sobre a Áustria de mais de 10 páginas! Exageros adoráveis da National
A foto é bárbara, um momento parado, um desfile perdido nos anos 50, de uma baronesa/modelo esquecida usando um vestido de um figurinista também esquecido em uma cena muda...o salão do palácio com a pequena assistência de mulheres chiques. Uma olha um álbum com croquis, uma outra olha pensativa para o modelo, outras atentas, vibrantes. Um homem aprecia, avalia. 
Será Adlmüller o homem sentadinho vendo Helma von Pach passar com a sua criação?



E como fundo musical para este "mundo em desfile", June Christy, a super cool, em cena de...1959!


sábado, 8 de outubro de 2016

Quatro Propagandas do Bank Of America . 1959





Belíssimas propagandas do Banco da América, todas em revistas National Geographic - edição americana -  de 1959.