sexta-feira, 26 de junho de 2015

Ângela Maria . Muito Louca em 1971!!!!


Precisei da capa desse disco de Ângela. Fui ao Google e, surpresa, lá não tem! Tive que recorrer à minha coleção de Lps-trabalho-procurar, achar, fotografar, escanear, postar. Ufa! O Google é tão mais simples. Tão mais simples arrastar, principalmente "numa necessidade".
Necessidade de Ângela em 71, necessidade de uma capa de disco muito louca, psicodélica que me lembrou as fotos de- hoje 26.06.2015- com as cores do arco-íris, do casamento gay liberado, tornado legal nos E.E.U.U. Ufa!
Ângela é gay desde sempre, viadérrima.
Neste disco-Stereo-Copacabana- Ângela canta Moça Branca da Favela, sucesso na época, uma versão de Nazareno de Brito para Smile-Sorri e canta, maravilha, das maravilhas a versão dela para Pérola Negra de Luiz Melodia, um verdadeiro primor!!!
A letra da música é outra coisa: "Se deve dar coisas sem americano", "traça meu livro" querendo te empresto. 
Uma delícia! E a voz dela está bárbara e o arranjo é simplesmente magnífico.
A foto da capa do disco é de Oswaldo Micheloni e o Layout muito doido é de Ciro Ney.
Infelizmente no Youtube não tem a gravação da música pra eu colocar aqui.








 Ângela muito louca em


 1971.








Do disco de 71 de Ângela, só achei no youtube a música Sorri, versão da música de Charles Chaplin que não aguento mais ouvir!!! e uma outra gravação de Moça Branca da Favela, em um show ao vivo com Nelson Gonçalves em 1975.


Grande Sortimento

 Se dizia muito a palavra sortimento em referência ao estoque de uma loja. Se a loja era boa ela era sortida, com variado sortimento de artigos que lotavam prateleiras e balcões a encantar os fregueses. Lojas que tinham de um tudo. 
E todo mundo comprava e elegia a sua loja preferida. 
-Só compro na Saffilhos, pois é mais sortida, muita variedade e tem também, o "Artigo do Dia"- as promoções.
-Pois eu prefiro a M Kraychette, vende mais em conta e é muuuuito sortida.
Se dizia muito "sortir a despensa", pois a mesma deveria estar vazia. O marido sortia a casa. Hoje a mulher surte a casa.
Nos aniversários, mesa farta "muito sortida" com vários doces e salgados: a dona da casa não fez feio, botou pra quebrar, gastou os tubos, o que podia e não podia e sortiu a festinha. Os convidados saíam elogiando. 
Se não tivesse  fartura, a festa, sortida é que não esteve. "Horrível, não tinham nada pra servir". "Era melhor não ter feito!"
-A geladeira está vazia, uma "igreja". Tenho que sortir.
O verbo sortir e suas variações está fora de uso.
 E sortimento, o substantivo, já não tem a fartura de antigamente quando as lojas primavam pelo seus "stoks".
Perdeu a substância.
Hoje se diz, diferenciada. Eu não pronuncio esta palavra.
Odeio.



Por esses dias vi na televisão uma liquidação de calcinhas em uma loja de São Paulo. Em um grande balaio uma tabuleta: "Calcinhas Sortidas" e o preço.
 No comércio, pelo visto, a palavra sortimento ainda está na ordem do dia.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Tecido Drinks e Richard Anthony






 Tecido de camisa havaiana em algodão puríssimo. É claro que eu não uso: alegre demais. Uso em casa. 
A estamparia com drinks tropicais é cafona e ótima! 
Antes que a camisa de turista americano acabe, fotografo, posto.
Tim-Tim!!
E me lembrei de Richard Anthony cantando uma musiquinha, um ié, ié, ié que eu adorava quando petiz: Tchin, Tchin!







Tim-Tim!

terça-feira, 23 de junho de 2015

Carrinhos




William Egggleston


Fotografia de William Eggleston- 1942-1999- que transformava o banal e o cotidiano em imagens simplesmente geniais. 
As cores e a luz das suas fotos são únicas.
Tem exposição de Eggleston no Rio-Casa da Gávea e no Google tem n fotos. Arrastei esta. 
Adorei! 

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Casarão na Ladeira da Soledade

 Não sou versado em Ladeira da Soledade, Lapinha, Barbalho, Santo Antônio, Liberdade e adjacências, por isso, não conheço ou não conheci, este lindo casarão que pegou fogo - as fotos são de depois do sinistro em 2012. Setembro de 2012.
Coisa antiguinha! 
Aqui em Salvador - Salvadolores - como chama Fernando da Rocha Perez, tudo pega fogo. Bobeou ou não, sinistro à vista e, aí, derruba-se e constrói-se outra coisa por cima ou fazem passar uma rua ou avenida nova onde antes havia história. E estamos conversados.
Infelizmente não passeio pela Soledade - morro de vontade de fuçar por ali os casarões, as ruas, igrejas -, mas a Soledade é meio fora de mão. 
Porém, passeio pelo Google, vi a notícia, as fotos do lindo casarão e tratei de arrastar e guardar aqui.
Será que ele ainda está de pé ou foi pra chon?





Mas, Salvador tem jeito. Será?


Pôr do Sol







 Não perco tempo vendo pôr do sol, mas...estão aí o meu pôr do sol. Da minha janela.




Capa de LP . Curtis Mayfield


Capa de LP não é capa de Cd. Elas eram ENORMES, ficavam à nossa frente, os discos pedindo para serem retirados dos maravilhosos invólucros e colocados na radiola. Pra tocar.
Os CDs de hoje se acumulam em pilhas e, com o passar do tempo, tempo, tempo nem olhamos para eles. Quando perdemos o controle da quantidade "silenciosa"da pilha, doamos, jogamos fora, se sumiram, tudo bem!
A satisfação de ouvir uma música começava com a capa. Eu ficava horas olhando pra uma capa de disco. Lia tudo. Stúdio: Scatena. Disco é Cultura.Capa: Mafra. Gravado em 8 canais. Arranjos e etc. e tal.
Vi por esses dias esta capa linda deste cantor- Curtis Mayfield- que não conhecia. Achei o "olho" e, pensei: taí uma capa que só funcionava em LP. ENORME. Um negro lindo, vestido de amarelo e em um disco que deve ser lindo, como o cantor.
No Google tratei de arrastar o que tinha da capa. E elas estão aí. Variações.
Da série "Capas que não existe mais", Capas Impensáveis. Capas Extraordinárias. Capas Magníficas e por aí vai, a capa do LP de Curtis pode ser a primeira aqui no blog. Acho que farei uma série...
Me lembrei, agora, da capa do disco de  Gal Costa, Índia, 1974: tanga vermelha. Vendido com um plástico azul porque era indecente. Elis, 1973: na frente, Elis de cabeça pra baixo. Na contracapa, Elis olhando pra frente e cara enfezada, boca pra baixo. Nara: 1968: Coloridíssima e Nara em almofadas.
E paro por aí, porque agora me lembrei de muitas outras capas lindas, incríveis, maravilhosas, aquelas que pediam para serem vistas, me tirem da capa! Me tirem a roupa!!!...como esta de Curtis Mayfield.
A M E I !!!












Curtis |Mayfield, 1942-1999.

domingo, 21 de junho de 2015

Caetano, Dedé e Amigos . Jornal Domingo Ilustrado . 1971


 Matéria de página inteira no Domingo Ilustrado com Caetano, Dedé e amigos na praia do Porto da Barra- lado esquerdo do Forte, parte mais tranquila da praia. Deveriam estar querendo sossego...o outro lado era muito frequentado, ia todo mundo, eu inclusive.


Reconheço nessa foto, Lucinha Mascarenhas-de óculos e biquini preto- que era bailarina e fazia coreografias para as peças de Jurema Penna.
De biquini lilás, Laís Salgado Góes-irmã de Rosita, amicíssima de Jurema!!!
 Laís, Laisinha, era também bailarina como Lucinha e se casou com Clyde Morgan, bailarino americano maravilhoso e muito badalado em Salvador nos anos 70.
O cachorro, divino. Maravilhoso.
O menino à milanesa, ótimo-do tempo em que a areia ainda prestava e não matava.
As duas atrás: figurantes maravilhosas que não tiravam o olho-ôlho- dos artistas pra contar tudo o que viram, depois, em casa.





O Domingo Ilustrado era um jornal/revista fantástico. Matérias ótimas e fotos, muitas fotos coloridas e ENORMES. Um barato! 
Tenho 20 jornais encadernados e em perfeitíssimo estado. Ainda bem que não me desfiz dessa coleção que foi de meu pai e, hoje, posso postar aqui algumas coisitas, algumas rositas, rositas particulares, arqueologia particular, catacumba/maleiro reaberto, papeis sem conta sobre a minha mesa revirados, revisitados re-olhados, reavaliados e voltando à luz.