Pra todos os fãs de Linda.
domingo, 30 de novembro de 2014
Passeio Antiguinho . Uma Rosácea
Em uma casa da rua Direita da Piedade do início do séc. XX, esta rosácea fica na parede da frente.
Eu já havia colocado fotos da casa aqui no blog. Torno a colocar agora com mais detalhes.
A casa é uma construção típica do início do século XX: estilo eclético, toda enfeitada, confeitada com todos os adornos de fachada a que se tinha direito.
Eu gosto! Adoro esses exageros, excesso de glace e de imaginação!
A casa é toda branca e o atual proprietário resolveu detalhar os enfeites com verdão, tipo cheguei.
Adorei!
Coquetel Cor-de Rosa . 1991
Texto primoroso de Hildegard Angel para sua coluna em O Globo, 27-07.1991.
Hildegard tem o dom da pena. Quando escreve parece que psicografa. As palavras brotam e o humor vai junto.
Das muitas colunas que tive que jogar fora, guardei esta, pois é hilária!!!
Como me desfazer de uma coluna em que, além do texto, as fotos são simplesmente sensacionais???
Dora Porta! Que maravilha!!! Eu poderia dispensar este flagrante raro, Dora Porta ao lado de Gilda Saavedra??? Jamais! Gilda Saavedra é daquelas que já não existem mais: muito, muito chique.
Como também, Dona Mariazinha Guinle, Gilda Sarmanho, Perla Lucena Mattison, Evinha Monteiro de Carvalho e outras e outras, todas finíssimas, todas juntinhas.
Que coquetel foi esse???!!!!
Então, aproveitando a coluna de Hilde, entremos no landô do Antiguinho e vamos ali, em 1991, "assuntar" este coquetel que foi rosa. Cor-de-Rosa.
-Cocheiro, a toda brida, não! A trote curto. Apreciemos esta paisagem rara e antiga!
sábado, 29 de novembro de 2014
Passeio Antiguinho . Freira na Av. Joana Angélica
Freirinha Franciscana, de hábito branquinho, em uma loja de artigos para o lar.
Quando vi a scena muda armada, não resisti à batição de photos. Scenário espetacular, super colorido, sortido- grande sortimento!- repleto desses produtos úteis/inúteis que compramos a toda hora e compulsivamente- sempre falta um funil, um abridor, um ralo, um qualquer coisa para nos completar, preencher, servir e entulhar a casa.
A freirinha irá entulhar o convento, evidentemente!
Depois de fazer as fotos, conversei rápido com ela. Perguntei: De qual Ordem é a irmã? E ela respondeu: Sou Franciscana.
Eu vejo sempre muitas freiras de branquinho pra lá e pra cá pela Joana Angélica- a passarela das freiras-mas não sabia a Ordem.
Agora, já sei: está de branquinho, é Franciscana!
Adelaide de Castro e Lurdes Faria . 1994
Páreo duríssimo na elegância: Adelaide de Castro e Lurdes Faria, dois nomes da Alta Sociedade Carioca que, à partir dos anos 70, acompanhei através das colunas sociais dos jornais do Rio- Colunas de Ibrahim, Zózimo, Nina Chavs, Perla Sigaud-Hildegard Angel.
Por essa época as colunas sociais eram um barato, bem escritas, tinham humor e só aparecia gente realmente phina, mulheres elegantérrimas, linha creolina-podres de chiques- como eram Lurdes Faria e Adelaide de Castro.
Para lembrar.
Relembrar.
Para quem não conhece,
Conhecer.
Passeio Antiguinho . Edifício Gracinha . Graça
Uma gracinha, este Edifício Gracinha, na Graça.
Deve ser dos anos 40: construção discreta, sem enfeites, sem salamaleques. Nenhum excesso. Nenhum exagero.
Austero? Não. Estilo gracinha: vence pela simplicidade!
Os únicos enfeites do edifício são uns "plissados" abaixo das janelas e dos muros e, na parte mais alta, cinco circunferências simples em relevo.
Gracinha é, também, a ladeirinha"Copacabana"em pedra portuguesa que dá acesso à garagem.
A parede frontal inteira de cobongós que refrescam o ambiente e o subir e descer pela escada é uma beleza. Uma graça!
Os apês devem ser óptimos! Espaçosos. Grandes. Antiguinhos. Gracinhas.
Enfim, é uma gracinha o Gracinha.
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Dona Delphina Doryléa Braga . Rio . 1921
Dona Delphina era nora de Dona Corina Costa de quem já fiz uma postagem aqui. Dona Corina era uma rica senhora baiana, negra, tipo cabo-verde como se chamavam aquelas pessoas de pele escura, cabelos ondulados e finos. Hoje eu nem mais ouço esta denominação, parece que caiu em desuso.
Dona Corina morava em um casarão em frente à Igreja da Lapa, Av. Joana Angélica, era amicíssima da família de minha amiga Antonia que é, hoje, a guardiã das "lembranças" de Dona Corina.
Um dos filhos de Dona Corina, Oscar, foi morar no Rio de Janeiro e lá se casou com Dona Delphina que é, portanto, a nora carioca de Dona Corina.
O casal morava na Av. Rui Barbosa, Flamengo, Morro da Viúva. Finíssimos!
Esta magnífica foto mostra Dona Delphina, uma típica moça das primeiras décadas do séc. XX, elegantemente trajada e no rigor da moda naquela época e, como era RICA, veste o MELHOR.
O vestido é todo em renda, a barra, uma beleza. Chique nas joias, no relógio de pulso-novidade!- no anel, pulseira e no simples cordão no pescoço com crucifixo. O máximo fica por conta da fitinha ao redor da cabeça, prendendo os cabelos e dando o look melindrosa. Mamãe melindrosa.
E o sapato! E o sapato! E a meia grossa! Uau!
Incrível como o rosto da fina Dona Delphina possui traços tão atuais! Parece um rosto familiar, um rosto moderno.
O menino, o bebé, está ótimo só com a parte de cima da camisinha. Devia estar calor no Rio e deixaram o neto de Dona Corina à vontade. "Não me pegue não, me deixe á vontade", deve ter balbuciado o rico petiz.
Adorei esta photo! Tão linda!
No próximo 18 de dezembro estará completando 93 anos que Dona Delphina enviou o seu original para Dona Dionysia! Pegou da pena e escreveu a linda dedicatória, olhando, talvez, quem sabe, a linda vista da Enseada de Botafogo.
Carmen Mayrink Veiga . Adorei Piscinas!
E quem disse que os felinos não gostam de água???
Adorei piscinas Carmen na água!
Tudo azul pra Carmen!
Tudo azul para o Antiguinho depois de um período de hibernação involuntária.
De Repartição fechada.
De Remington quebrada: "Aqui é o fim do mundo."
Na volta aos trabalhos, virão muitos gatos, gatas e...
Carmen!
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