quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Ramos Melo - Entalhador Pernambucano


 
Há uns três anos comprei esses dois entalhes do artista Ramos Melo. Fiquei alucinado pelos trabalhos e curioso de saber quem era esse artista que eu julgava ser baiano. Entrei na "casa de nóca" - o Google - e não encontrei nada em referência a ele. Liguei pra casa de Zu Campos, entalhador que tem atelier na Ladeira de Santa Tereza, e ele me deu  informações, poucas, sobre Ramos Melo: era de Pernambuco, veio morar aqui na Bahia onde trabalhou muito fazendo entalhes para instituições, bancos etc. Elogiou muito o trabalho dele, mas que, infelizmente, tinha morrido muito cedo. Esses trabalhos que comprei são lindos, cheios de detalhes e símbolos. Ele gostava de uns SSS, o que seria???Os dois são contornados de azul cobalto. As figuras tem olhos enormes...Apesar de ser um trabalho com tema popular, o artista tinha domínio da técnica, tinha uma linguagem e estilo próprios. Os dois entalhes confirmam isto. Ele não era um qualquer.
 

"Ele trabalhou para bancos..." Me lembrei das agências bancárias dos anos 60 e 70 que eram decoradíssimas com obras de arte, muitos entalhes cobrindo paredes, esculturas, pinturas, Tudo muito chique, uma coisa! Hoje é aquela pobreza de fórmica fosca e plástico. Tudo igual e todas iguais. Podres.


 
Este acima é de 1976. As bandeirolas neste trabalho lembram Volpi. Mas estas são de Ramos Melo - personalíssimas - que também usava elementos do folclore popular em seus trabalhos. O tradicional e o moderno misturados. Ele era um entalhador de características modernas, não era convencional e nem mesmo regional. Os entalhes são cheios de significados que intrigam a quem aprecia as obras. Universal eu diria ser o trabalho de Ramos Melo.


 Este acima, é menor, de 1971. Está menos conservado que o anterior, mas não importa. Quero mais Ramos Melo na minha casa!

Recentemente a sobrinha de Ramos Melo, Patrícia Betânia entrou em contato comigo e me mandou uma foto do artista, que eu não conhecia, e imagens de alguns trabalhos dele.
Agradeço a Patrícia Betânia pela gentileza e, agora, os admiradores de Ramos Melo poderão apreciar mais essas obras geniais do artista que seguem abaixo.






E a foto do artista e grande entalhador pernambucano, Ramos Melo.


Hoje, 19.07.2023 recebi um e-mail de Walter Anliker com imagens de trabalhos do artista Ramos Melo dos anos 80. Nessa época Walter morou na Boca do Rio, em Salvador, ficou amigo do artista e tiveram uma convivência bem próxima naqueles anos. Segundo Walter, Ramos Melo, que era pernambucano, foi morar depois em Olinda e, lá, visitou o artista por duas vezes.
As imagens das obras e do artista na década de 80 são sensacionais!! A produção dele foi enorme naqueles anos! Foram muitos entalhes, alguns bem  grandes como painéis e outros menores, todos lindíssimos e originais, cheios de símbolos e detalhes, imagens de muitos significados onde o artista pintava também a madeira depois de esculpida com cores vibrantes. São trabalhos executados com uma precisão e criatividade que só um grande talento poderia fazer.
Há alguns anos quando comprei dois entalhes de Ramos Melo eu fiquei impressionado com as obras dele. Fotografei e coloquei as imagens aqui no blog e sempre entra alguém lembrando do artista e enviando mais informações sobre ele. E hoje recebi essas imagens preciosas que estão abaixo, inclusive um postal escrito por Ramos Melo para o amigo Walter Anliker a quem novamente agradeço pelo verdadeiro presente que me enviou.








Onde andarão esses trabalhos lindos???





Abaixo, outras imagens de obras de Ramos Melo enviadas por Walter Anliker.







O artista Ramos Melo.

Comprei esse entalhe em 2023. É a minha última aquisição.




terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Desenhos Infantis Para Colorir - Modelo C






Petizada, os desenhos estão ficando mais complicados e é preciso muita atenção na hora de colorir. Copiem com perfeição as cores, façam os matizados, os degradês e não saiam da linha do risco!
 






























Esses desenhos da velha são demais! Não resisti e tornei a copiar!








domingo, 15 de dezembro de 2013

Bolo Margarida


Empada 3 Pingos


A minha Primeira Comunhão








O verso das fotos com as dedicatórias escritas com a letra linda de meu pai.


A minha Primeira Comunhão foi feita na Igreja dos Mares, com os meus colegas de classe do 1 ano B da Escola Castro Alves, turma da professora Tértula. Tinha outras turmas e outras séries também. Todos os alunos se vestiam igual: calça azul marinho, sapatos e cinto preto e camisa social de tricoline. Meu pai comprou tudo na loja Eremito Correia na Calçada. A calça era tamanho P, mas eu era tão magro que teve que mandar apertar, apertar, apertar...Até que a costureira disse: "Se eu bulir mais vai ficar defeituosa!" Então eu vesti a calça, que ficou meio balão e apertaram bem o cinto.Adorei esse dia. Quando eu cheguei da igreja minha avó disse: "Agora você não pode mais pecar."


 O "livrinho", o Missal.








Os dois tipos de santinhos impressos. Adoro o "No dia mais feliz da minha infância oferecida" e o erro de revisão na dedicatória: Aos meus queridos pais, parentes e amiguinhas..." kkkkkkkkkk!!!!!!!!


O missal com dedicatória de minha tia Marizete que também me deu o terço e a vela.





  
O missal e o tercinho.


 O "livrinho", o missal, os santinhos e o terço. Estão todos guardados.



O Certificado. Lembrança da Primeira Comunhão. Certificadíssimo!

A Primeira Comunhão de dois amigos, Walter e Heraldo




Foto muito bonita de Walter Lemos de Santana, um amigo, que me foi dada há pouco tempo e com uma dedicatória altamente legível... A cadeirinha de oração onde está genuflexo, é linda! A vela parece que tem um suporte de papel para não queimar as mãozinhas delicadas...O ano da comunhão ele diz não lembrar direito. Colocou 1966, mas acho que deve ser de 1956.



 Meu amigo, Heraldo Lago Ribeiro no dia de sua Primeira Comunhão. E que Comunhão! Realmente é uma das fotos mais lindas que já vi. Tanto pela qualidade da imagem- foi feita no estúdio do fotógrafo Molinari- quanto pela encenação, pela roupa- "paletot" impecável e todos os atributos próprios do vestuário- e pela pose tão bem estudada. Contritíssimo! E o olhar do elegante  petiz para o infinito...Uma beleza!!!

Infelizmente a foto não expandiu. Queria ela ENORME aqui na página.

Bolsinha-Gato


Bolsinha -gato de Judith Lieber. Pertencia a Bethy Lagardère que recentemente se desfez de várias peças de sua coleção de roupas, adereços etc. etc. É a linha "desapega" inaugurada este ano por Carmen Mayrink Veiga que, simplesmente, desmontou o seu apê! Neste leilão da Lagardère, li que Antônia Frering arrematou uma mesa de leitura que estava no catálogo para Carmen. Leilão vai, leilão vem.
Essa bolsinha-gato é linda demais!