sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Paredão em Cobogó


Enorme paredão abaulado e coberto por cobogó em cada andar de um edifício do início dos anos 50 de inspiração art- déco. Ainda tem muita coisa original, piso e corrimão em marmorite na escadaria larga que dá acesso aos apartamentos. Na entrada do edifício, mármore francês em dois tons de cinza forram as imensas paredes, a escadaria é também em mármore, um mármore lindo, róseo. 
Mas, coisas absurdas, obras malucas que já fizeram por lá estão dia a dia descaracterizando o prédio e nem quero pensar no que ainda farão de barbaridades.
Poderia colocar outras fotos do edifício mas, hoje, só vou de cobogó

 

2 comentários:

  1. O Brasil tem uma belíssima arquitectura modernista. Por cá, nessa altura, embora se construíssem prédios modernistas, dominava o gosto chamado "português suave", isto é edifícios modernos, mas com elementos decorativos inspirados no passado, normalmente no século XVII e XVIII. São normalmente de muito boa qualidade, mas falta-lhes esse arrojo modernista da arquitectura brasileira.

    Um abraço alfacinha

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  2. Olá, Luís, o Brasil se afastou do modelo português de arquitetura e se abriu para o modernismo a partir dos anos 40. Aqui tem muita coisa sem salamaleques, construções mais despojadas mais sofisticadas. No início do XX, final do XIX eram aquelas casas bolos de noiva cheias de adereços, toda confeitada, depois as ideias de Le Corbusier, a arquitetura alemã, a americana balançaram o coreto das construções. Tem Lina Bo Bardi que fez coisas espetaculares em São Paulo e aqui na Bahia. O mobiliário também se renovou.
    Esses cobogós são ótimos aqui no Brasil, aproveitam a claridade e refrescam já que o país é um forno. Tem muito por aqui e em formatos incríveis, uma pena que fiquem sem um trato, pegando poeiras de décadas.
    Abraço alfacinha também para você, Luís. Nem sei o que é, mas deve ser bom, já que vc mandou pra mim. Temos tantas palavras diferentes no uso dentro da mesma Língua Portuguesa. Aqui mesmo no Brasil pelejamos com isso.
    Alface, aqui, se come.
    Quando a pessoa é falsa, aqui dizemos que ela dá "abraço de tamanduá", abraço sem sentimento.

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