quinta-feira, 31 de maio de 2018

Nilda Spencer e o Troféu Martins Gonçalves . 1982




Ano passado na casa de um amigo em São Paulo, achei essa foto de Nilda Spencer e tratei logo de pedir a ele para mim, afinal a foto ficando comigo e voltando para Salvador, Nilda estaria em casa...
Este meu amigo vende coisas, velharias variadas e esta foto com certeza estaria, se comprada, em mãos de outro. Mas ele me deu a foto de presente e agora estou dando de presente para quem entra aqui no blog para uma visitinha.
Essa foto foi feita na entrega do prêmio Martins Gonçalves de Teatro aqui em Salvador, em 1982. O troféu era uma réplica do galinho, símbolo da TV Aratu que patrocinava o evento.
Nilda foi a homenageada daquela noite memorável para o teatro baiano e para quem estava lá na platéia como eu, pois Nilda Spencer era uma festa onde aparecia e fechava o ambiente. Só dava ela.
Eu era amigo de Nilda, aliás, todo mundo era, saíamos às vezes juntos para algum evento, festa ou bares - às vezes nos encontrávamos no supermercado do Chame-Chame, onde ela morava e, KKKK. A risadaria era constante graças a ela que nunca deixava ninguém triste, onde ela estava reinava a loucura, o balacobaco total. Ela era engraçada demais!!!
Nilda adorava uísque e quando já estava alta - altíssima, mas nunca bêbada, pois sabia beber e não perdia a classe - costumava jogar uísque em cima de quem estava próximo: através dos dentes jorrava o líquido precioso parecendo uma fonte jorrando e, nesse momento KKKKKKK sabíamos que ela já estava de cabeça feitíssima e que daí para adiante ninguém segurava ela e mais nada segurava ninguém.
Nilda faz falta, mas ela é um personagem de uma Bahia, de uma Salvador que acabou. Ir ao Pelourinho de madrugada como íamos numa boa...quem imagina um passeio desses hoje??? Ninguém. Então, se vivesse hoje, ela estaria trancada em casa, como nós estamos e aí não existiria a Nilda
Nilda Spencer era da noite. 
Não sinto saudade, pois Nilda viveu a vida como quis, soube viver, aproveitar, tirar prazer da vida e criar ambiente para que o prazer se instalasse. E nós, os amigos, desfrutávamos desse prazer.
Sempre que houver uma boa risada, uma conversa gostosa regada a uísque ela vai estar presente, é o "Momento Nilda", é o espírito Nilda que baixa. 
Mas, infelizmente, esses momentos andam raríssimos.

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