sábado, 16 de fevereiro de 2019

Verbo Persignar-se






Nos dias atuais é necessário benzer-se muito, persignar-se e chamar pelos nossos santos de devoção, pois a maré não está para peixe.
A conjugação completa do verbo PERSIGNAR-SE está na Pequena Enciclopédia da Língua Portuguesa, Ed. Livros do Brasil, 1964.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Carmen Mayrink Veiga . Vogue . Março de 1997


Há algum tempo um rapaz me escreveu perguntando se eu não venderia para ele a minha Vogue Carmen e eu disse que não, que não me interessava. Me ofereceu 300 reais, um bom preço para uma velha revista, talvez se me oferecesse 300,000 e ela já estivesse na casa dele... Mas, é brincadeira, não quero me desfazer dela, comprei na época e guardo com carinho, como uma revista de "cabeceira", se bem que fica sempre guardadinha, na cabeceira e já estaria um trapo. 
Hoje eu me lembrei disso - do rapaz - e me perguntei, será que  até hoje ele não não viu a revista dedicada à Carmen??? Será??Então resolvi fotografar a revista toda, isto é, as partes da matéria com Carmen
Não sei se sou insaciável em relação a imagens de Carmen Mayrink Veiga que, na época, achei que a matéria poderia ser maior e com mais fotos. Mas, essa edição da Vogue/Carmen é perfeita, super bem feita, super bem cuidada e produzida, seleção de fotos maravilhosas e textos incríveis como o de Cony. Um luxo realmente, e Carmen apresentada espetacularmente em todas as fases da sua vida. Carmen foi  a mulher mais sensacional que já surgiu no Brasil e acho que no mundo também. E isto eu digo não só por ser admirador, um "fã", é uma constatação mesmo.
Depois dessa edição Vogue-Carmen Mayrink Veiga -, que foi só um "aperitivo" -  estou aguardando um grande livro, luxuoso, de umas 500 páginas no mínimo, de imagens de Carmen
Espero que seus herdeiros realizem isso.
































domingo, 10 de fevereiro de 2019

A Feirante, A Roda Gigante e o Leque: Bolos Decorados



Meninotas ou meninotos que estão sem trabalho, eu digo: é fácil decorar! Então, vamos ao aprendizado e à aplicação na arte de confeitar. A atividade é uma excelente maneira de descolar uma grana nos dias hodiernos e também de distração, não é mesmo?



É só adquirir nas boas livrarias o livro de Francisco e Elza Henriques Calçada e...vamos às glaces, aos sacos e bicos de confeitar! 
Fácil, fácil!



No meu bom livreiro de rua encontrei este livro de bolos e confeitos dos autores citados, deles eu já tenho um, de 1955, que não coloquei nada aqui. Este é de 1953. Então, o achado veio a calhar, é bom iniciar com o mais antigo.  
Nesse livro da dupla tem coisas maravilhosas além dos bolos confeitados, tem salgadinhos, sanduíches decorados - eram uma delícia, molhadinhos - e muitas receitas, ornamentos e armações para os antigos bolos/sonhos glaçados. 
Este livro é uma mão na roda, um safa onça, para as boleiras (os) e confeiteiras(os), ou era...assim como eram os livros de minha querida Dolores Botafogo de cujas obras já fiz diversas postagens aqui no Antiguinho e, creio eu, terei levado com essas postagens a muitas mocinhas e mocinhos a se dedicarem à arte de confeitar. Um blog educativo e empreendedor o Antiguinho, não é mesmo???? KKKK



Um leque de sonho! Quem teve a coragem de parti-lo???



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Jorge Amado . Vinícius de Moraes . Carlos Drummond de Andrade . Guimarães Rosa . João Cabral de Mello Neto


 Fotos de alguns de nossos melhores escritores do Brasil - algumas com um colorido ótimo - em uma Enciclopédia Delta Júnior. Me deu vontade de escanear e colocar aqui. Closes bonitos. 
Recentemente li o livro de memórias de Vilma Guimarães Rosa, e as memórias dela do pai, escritor fantástico, homem inteligente, com uma obra ímpar. Amei saber de coisas da vida dele, de como ele escrevia os livros recorrendo à memória do pai a quem perguntava tudo, as coisas das Minas Gerais, os costumes, as palavras e ia escrevendo os seus grandes livros.
Vinícius de Moraes nunca mais li um livro inteiro, mas já li muitos, agora, leio/releio esporadicamente um poema ou outro. E as letras de músicas que fez estão no meu dia a dia, na minha memória. Adoro Vinícius, um homem que soube viver a vida.
Acho que Jorge Amado deveria voltar a ser mais lido, parece-me que neste "novo Brasil" que é laico mas que despreza a liberdade religiosa, a obra de Jorge Amado vem sendo vista como a de um autor que prega o candomblé. E não é assim. E se pregasse qual seria o problema? Não vivemos com pregadores de outras religiões a bradar nos nossos ouvidos o dia inteiro e nos lugares mais absurdos? A Bahia é mística, tem feitiço, tem mistérios. E é isso que está na obra de Jorge. Não só a religião do candomblé.
Antigamente em todas as casas tinha em alguma estante e bem à mostra a coleção completa de Jorge Amado, uma da capa vermelha. Ficava muito bem na sala...decorava.
Estou louco para reler Jubiabá, mas quero o livro de uma edição antiga da Martins Editora. com aquelas capas lindas de Clóvis Graciano e de outros artistas.


 Carlos Drummond é onipresente em todas as conversas, nas "tertúlias", "nos saraus das casas de todas as Novais", é unanimidade, é referência, tudo tem um "antes e depois" de Drummond. É muito estudado, enfim, é um poeta definitivo. Mas, temos Murilo Mendes. Jorge de Lima, Manuel Bandeira, Ferreira Gullar e tantos outros para mim, também, referência e tão definitivos quanto o poeta de Itabira
Atualmente reli as obras completas de Da Costa e Silva. Que poeta foi aquele!!! Um espanto!! Em todos os poetas há um Da Costa e Silva.
E há muitos, muitos outros. A poesia brasileira definitivamente não é só Drummond.
Nas "bonecas russas" da poesia brasileira uns autores cabem nos outros, se ajeitam e se completam.




Guimarães Rosa eu li pouco. Um pecado, uma falha imperdoável da minha parte. Preciso ler urgente, porque depois de ler o livro da filha,Vilma, fiquei louco para sentir aquele universo mineiro do poeta, as palavras, as frases, as histórias do sertão de Minas.
João Cabral de Mello Neto, é outro grande poeta - referência - mestre em usar a palavra certa na construção perfeita dos seus versos perfeitos, nada é sobra no poema de João Cabral, tudo é o preciso, o necessário.
A foto de Guimarães Rosa: depois desse discurso na Academia Brasileira de Letras onde acabava de assumir uma cadeira, ele faleceu. Durante anos recusou ser eleito, empossado, pensava que morreria logo e então protelava, protelava a cerimônia, quando resolveu ser imortal em vida, morreu.
E imortal ficou.